Exemplo de uso do Blender Cycles com GPU

O uso do Blender Cycles para renderizar cenas usando algoritmos avançados dentro do Blender foi uma das adições mais relevantes em termos de recursos do últimos anos. O simples fato de não precisarmos ter que recorrer a softwares externos para gerar imagens usando iluminação global é fator determinante para atrair novos usuários para o software, sem falar na facilidade de uso para quem gostaria de gerar imagens simples. E se já não fosse suficiente apenas oferecer um renderizador poderoso junto com o Blender, o Cycles ainda proporciona para os usuários a possibilidade de trabalhar com render por GPU, usando a tecnologia CUDA da NVidia. Infelizmente o suporte para placas da ATI usando Open CL ainda está em desenvolvimento.

Para quem tem uma placa da NVidia compatível com a tecnologia o recurso é um grande facilitador do ponto de vista da velocidade do render. Ao invés de usar o seu processador com dois ou quatro núcleos para gerar imagens, você pode usar em algumas situações até 2000 núcleos em uma única placa de vídeo compatível.

Mas, será que fica rápido mesmo renderizar usando GPUs? Caso você queira uma comprovação, ou prova irrefutável, é interessante observar essa demonstração de render usando um cenário bem razoável.

No cenário em particular, podemos perceber que a quantidade de objetos na cena é significativa! O autor desse vídeo renderizou a cena usando um sistema com duas GPUs GTX 580 da NVidia e como cada GPU possui 512 núcleos CUDA, o total de núcleos renderizando a imagem é de 1024!

Uma cena como essa levaria muito tempo para ser renderizada apenas usando os núcleos da CPU, e no vídeo podemos perceber que o processo é literalmente realizado em tempo real. É por isso, que sempre recomendo o upgrade dos equipamentos usados para renderizar usando o Blender, para conseguir aproveitar a incrível velocidade proporcionada pelo Cycles quando usado em conjunto com o hardware certo.

Quer aprender mais sobre o Cycles?

E para as pessoas que gostaria de aprender como trabalhar com o Blender Cycles, recomendo uma visita ao curso sobre renderização avançada usando Blender Cycles que ensina exatamente o funcionamento do novo renderizador do Blender. Ao longo do curso você aprender:

  • Configurar a cena para render no Cycles
  • Materiais com Cycles
  • Texturas com Cycles
  • Render de animação com Cycles
  • Iluminação com Cycles
  • Configuração do ambiente com o Cycles

Tutorial Blender: Usando o Mitsuba Render com o Blender

A oferta de renderizadores que trabalham junto com o Blender tem crescido de maneira significativa ao longo dos últimos meses, e mesmo com a disponibilidade do Cycles já integrado ao Blender, é interessante ter opções para gerar imagens com alta qualidade, quando o Cycles não conseguir ainda atender a todas as necessidades de um projeto. Como o renderizador ainda é jovem em comparação a outros projetos que possuem anos de desenvolvimento, é perfeitamente normal que ainda existem vários recursos que precisam ser adicionados ao Cycles.

Por isso, sempre encorajo meus alunos, seja dos cursos presenciais ou a distância, para aprender outras opções em termos de renderização com o Blender. Entre essas opções existe o excelente Mitsuba Renderer, que chegou agora no começo do mês de outubro na sua versão 0.4. O Mitsuba é um renderizador baseado em física real que é distribuído sob uma licença GPL, sendo de código aberto assim como o Blender. Além de tudo isso, o software é totalmente gratuito e integra um conjunto de renderizadores de código aberto que funcionam junto do Blender formado por LuxRender, YafaRay e outros.

Bem, mas você deve estar se perguntando, como podemos usar o Mitsuba junto com o Blender? Para responder a essa pergunta, gravei um pequeno guia em vídeo que mostra como instalar o Add-on que exporta as cenas do Blender para o Mitsuba. Antes, você vai precisar tanto do Mitsuba e do Add-on que exporta cenas do Blender para o renderizador, que podem ser copiados de maneira gratuita nos referidos links.

O processo de instalação do Add-on é parecido com o realizado no Add-on do YafaRay. Nesse caso fica uma dica importante para instalação de Add-ons compostos por várias pastas. O Blender aceita Add-ons tanto com arquivos na extensão .py ou .zip. Nesse caso é mais fácil instalar o Add-on usando o arquivo zip, que é o processo escolhido no vídeo. Depois disso, basta habilitar o Add-on e determinar a pasta em que está o executável do Mitsuba para começar a renderizar as suas imagens de dentro do Blender mesmo!

O Mitsuba é um renderizador bem avançado em termos de recursos, pois dispõe de muitas opções de integralizadores para o render e também de shaders para materiais e texturas. Agora que você já sabe instalar o renderizador, pode gerar as suas imagens com esse excelente software.

Já falei que ele é gratuito?

Performance de placas de vídeo com o Blender Cycles

O uso de placas de vídeo para acelerar a renderização é um dos recursos mais desejados na atualidade por qualquer artista 3d, pois com o uso desse tipo de tecnologia podemos reduzir de maneira drástica o tempo de render para qualquer imagem, sem a necessidade de contratar renderfarms ou estruturas auxiliares. Nos casos em que precisamos criar animações, pode ser que as placas de vídeo não sejam a solução final, mas ajudam muito! Só para ter uma idéia de como podemos dividir a carga para gerar imagens, quando você renderiza alguma imagem usando o seu processador, é comum usar entre dois ou quatro núcleos para realizar os cálculos necessários e renderizar a imagem.

No caso de placas de vídeo, alguns modelos disponibilizam mais de 400 núcleos que podem ser usados para renderização!

Hoje existem vários software que oferecem suporte ao render por GPU, entre eles encontramos:

  • Octane Render
  • iray
  • V-Ray RT
  • LuxRender
  • Blender Cycles

Algumas vezes é difícil ficar convencido dessa vantagem no uso de placas de vídeo para renderização, sem consultar dados que provem essa vantagem. Para quem gostaria de consultar informações de performance da mesma cena sendo renderizada em diferentes modelos de placas de vídeo com o Blender Cycles, existe uma comparação de diferentes computadores e sistemas, renderizando a mesma cena nesse artigo.

performance Blender Cycles

O teste é muito interessante para quem não tem nenhuma noção de como uma cena pode ser renderizada em curtos espaços de tempo se for usada uma GPU para aceleração. Alguns casos são bem consideráveis como na situação em que o tempo de render foi reduzido em até um décimo do tempo!

Ainda hoje a melhor opção para quem quiser utilizar o Blender Cycles e o recurso de aceleração por GPU é a tecnologia da NVIDIA. As placas da ATI ainda não oferecem o mesmo nível de recursos para o Cycles, e por isso devem ser evitadas por usuários do Blender que gostariam de montar workstations para render usando Cycles.

Aprender a usar o Cycles para renderizar projetos no Blender

E para quem quiser aprender a usar o Blender Cycles para renderizar projetos no Blender, é sempre bom lembrar que existe o curso sobre renderização avançada com o Blender Cycles no EAD – Allan Brito. No curso você aprende a usar os recursos do Cycles para gerar imagens com excelente nível de realismo, e também os procedimentos para configurar o render por GPU.

Novidades do Blender 2.64: Luzes spot no Cycles e Falloff

A versão 2.64 do Blender está trazendo inúmeras novidades para os usuários do Blender, e muitas dessas novas ferramentas e opções são oriundas do projeto Mango que resultou no curta metragem “Tears of Steel”. As ferramentas adicionadas ao Blender nesse estágio tem relação direta com o projeto Mango, e protanto acabam sendo direcionada para a área de efeitos e composição, que foram algumas das áreas mais usadas no projeto. Mas, isso não quer dizer que outras partes do Blender ficaram de fora da lista de atualizações, como já mostrei na semana passada com um tutorial sobre o novo modificador Skin do Blender. Hoje quero mostrar algumas das novidades do Blender 2.64 relacionada com o Blender Cycles.

O Cycles é um renderizador recém adicionado ao Blender que tem como objetivo modernizar a parte de render do software, oferecendo algoritmos avançados na parte de iluminação, materiais e efeitos com o Blender. Um dos grandes diferenciais do Cycles é o suporte ao render por meio de GPU, que é fantástico para quem dispõe do hardware compatível, como é o caso das placas GeForce GTX da série 400 ou superior.

Entre as novidades do Cycles para o Blender 2.64, podemos destacar duas delas que são abordadas no vídeo abaixo que são:

  • Suporte a luzes do tipo Spot
  • Novo node com valores de Falloff

Assista ao vídeo para conhecer as novidades do Cycles:

Se você gostar do tutorial, o que acha de avaliar ele? Use o “joinha” do Youtube ou coloque nos seus favoritos! Isso ajuda na divulgação do tutorial.

O suporte as luzes do tipo Spot deve flexibilizar um pouco o tipo de iluminação criada com o Cycles, pois até o Blender 2.63 o uso de luzes do tipo Spot era interpretado pelo Blender como uma luz pontual. É importante lembrar que o altoritmo do Path Tracing “não gosta” de luzes pontuais, sendo mais indicado sempre o uso de luzes com grande área. A outra novidade é o node do tipo Falloff que permite controlar a intensidade da energia luminosa emitida por qualquer luz no Cycles. Existem diversos tipos de controle disponíveis, sendo necessário apenas ligar o node a entrada Strenght da fonte de luz.

Curso sobre renderização avançada com Blender Cycles

Assim que a versão estável do Cycles for disponibilizada para download, devo adicionar essas mesmas informações ao curso de renderização avançada com Blender Cycles do EAD – Allan Brito, que já está na sua sexta aula, com quase todas as aulas devidamente publicadas. Se você quiser aprender mais sobre o funcionamento do Cycles e configurar texturas, materiais e iluminação no novo renderizador do Blender, recomendo a visita a página de detalhes do curso.

Comparação e tutorial sobre o Blender Cycles

Um dos recursos que mais chamou a atenção dos usuários do Blender nas últimas semanas foi o Cycles, que será o novo renderizador do software em um futuro não muito distante, pelo menos é o que esperamos. O Cycles é baseado em render com GPU e permite trabalhar com algoritmos avançados de renderização no Blender, como o Path Tracing que usamos com freqüência no LuxRender e YafaRay. Uma coisa que muitas pessoas me perguntam seja por meio de mensagens aqui no blog, ou no Twitter, é sobre a comparação de desempenho do Cycles em relação aos outros softwares como o Octane Render.

Essa semana, encontrei alguns artigos e testes que podem ajudar a entender um pouco mais as diferenças entre o que já temos no Cycles, comparando com soluções mais maduras como o Octane Render. O primeiro artigo que está em alemão, mas pode ser conferido aqui usando uma tradução automática do Google. No artigo o autor faz uma comparação direta entre duas cenas criadas e renderizadas respectivamente com o Octane e Cycles. Já nessa outra comparação, podemos conferir o uso do Cycles e do Octane para renderizar imagens de líquidos dentro de superfícies transparentes.

O resultado? Bem, o Cycles ainda está em alpha e já mostra muito fôlego para gerar imagens de qualidade fotográfica.

Se você ainda não teve a oportunidade de trabalhar com o Cycles, gravei mais um tutorial em vídeo que pode ser conferido a seguir, usando um build de testes do graphicall.org. Esse build é necessário, pois o Cycles ainda é experimental e só pode ser usado por quem compilar o código da versão experimental, ou copiar os binários diretamente no graphicall.

Nesse vídeo o foco é no uso do Cycles com materiais transparentes como vidro. O processo é bem simples e requer apenas os ajustes básicos para iniciar a renderização, em que o objeto que deve representar o vidro precisam apenas ter o preset do tipo Glass marcado nos ajustes de materiais do Blender.

O próprio Cycles já altera todos os ajustes de materiais e mostra diversos modelos prontos de materiais que podem ser usados por qualquer pessoa, para representar superfícies com bom nível de complexidade.