Download gratuito de arquivos de vídeo para edição

A grande maioria dos artistas que trabalha do softwares de animação, tem como objetivo produzir material que resulta em arquivos de video. Esses vídeos são gerados fora de ordem e com partes que precisam ser inevitavelmente cortadas ou ajustadas na pós-produção. Nesse ponto entram as ferramentas de edição não-linear de video como é o caso do Adobe Premiere e o Final Cut da Apple. Um dos desafios para aprender a trabalhar comesse tipo de software é encontrar material que possa servir para esse tipo de propósito, como vídeos de assuntos diversos para fazer montagens.

Keith cutting away

Sempre que preciso ministrar aulas relacionadas com montagem de video usando o Premiere ou Final Cut, acabo usando material produzido em softwares 3d por ser mais rápido e pratico. Mas, se você quiser uma boa gama de materiais para exercitar a montagem de vídeos, existe um excelente recurso que é o Worldclips. Esse web site oferece uma gama com mais de 5000 vídeos em formato NTSC que podem ser copiados de maneira totalmente gratuita para estudar a montagem de vídeos com esses softwares.

Os vídeos estão salvos com o container MOV e dispõe de resoluções em 720 por 480 pixels que é o padrão de moldura dos vídeos em NTSC.

Esse tipo de recurso é uma fonte riquíssima de material para editores de video iniciantes, pois com ele é possível fazer as mais diversas montagens e projetos com temas envolvendo:

  • Animais
  • Austrália
  • Negócios
  • Paisagens no deserto
  • Europa
  • Montanhas e paisagens montanhosas
  • América do norte
  • América do sul

Como sugestão para os interessados em aprender montagem de video, recomendo copiar vários vídeos sobre o mesmo tema, e com esse material tentar montar algo próximo de um clip usando as imagens do site.

Mas, e o audio? Um recurso muito rico para material em audio é o ccmixter, que reúne diversos remix de usuários e entusiastas de audio disponíveis inclusive para uso comercial. É importante verificar o tipo da licença oferecida no web site, para assegurar que a música pode ser aproveitada de maneira correta no seu projeto.

Agora você não tem mais desculpas para começar a colocar em prática os seus conhecimentos sobre montagem de vídeo, pois material para criar exemplos com riqueza de imagens e trilha sonora é o que não falta.

Editor de vídeo: Lightworks se torna Open Source

O mercado de edição de vídeo é bem concorrido e com variadas opções para fazer desde pequenas edições, até mesmo trabalhar com os chamados pesos pesados como o Avid e o Final Cut. O Premiere da Adobe perdeu um pouco de espaço nos últimos anos, mas a versão CS5 parece que despertou novamente o interesse dos usuários e artistas pelo software. Já trabalhei com o Final Cut e o Premiere, mas devo relatar que a minha experiência com o Final Cut foi sempre melhor, seja pelo da facilidade em tratar containers e codecs de vídeo, ou pela incrível gama de opções que acompanham o Final Cut Studio. O Premiere ficou mais relegado ao campo acadêmico, pois ministrei aulas sobre ele por muito tempo.

Mas, e na área do software livre? Sim, temos várias opções nessa área como o Cinelerra.

Nos próximos meses teremos mais uma opção de para trabalhar com edição não-linear de vídeo totalmente baseado em código aberto. O software conhecido como Lightworks será lançado e distribuído usando uma licença de código aberto. Sim, a ferramenta foi anunciada como de código aberto em Abril desse ano, e como a data para o lançamento foi o final de 2010, estamos provavelmente muito próximos da versão pública do Lightworks de código aberto.

lightworks.jpg

Mas, essa ferramenta é realmente boa?

Nada como verificar uma lista de filmes e produções para TV que usaram o Lightworks para a montagem e edição do seu material, para comprovar que a ferramenta é adotada em larga escala por estúdios e produtoras de vídeo.

A presença desse tipo de opção no formato de software de código aberto pode mudar significativamente a quantidade de pessoas que usa softwares nesse formato, trazendo cada vez mais diversidade e opções para ambientes Linux. Segundo o comunicado da empresa, os planos são de lançar uma versão do Lightworks para Windows ainda esse mês, e no início de 2011 trazer a versão para Linux.

Assim que tiver notícias sobre esse lançamento, aviso aqui no Blog. Fico imaginando se o marketshare do Premiere deve cair quanto esse tipo de software for lançado, pois muitas das pessoas que adotam a ferramenta na plataforma Windows devem migrar para a solução de código aberto.

A evolução da técnica de Chroma Key na produção de vídeo digital

Na criação de vídeos para cinema e TV é possível usar uma técnica muito antiga e que ganha retoques e melhorias ao longo dos anos, permitindo criar efeitos e composições cada vez melhores para contar histórias ou compor cenários. A técnica que me refiro aqui é o famoso Chroma Key, que é conhecida da maioria das pessoas em séries bem antigas. Quem não lembra dos seriados que encolhiam os personagens ou colocavam as pessoas em ambientes espaciais, mostrando uma borda levemente chuviscada em volta dos personagens denunciado o uso do Chorma Key? Com o tempo e a melhoria dos algoritmos de processamento e também na resolução e qualidade dos vídeos é possível criar efeitos impressionantes com Chorma Key.

O processo de produção com esse tipo de efeito é bem simples e envolve apenas alguns cuidados e planejamento criterioso da locação, ou do estúdio usado para fazer a gravação das imagens. O processo é amplamente usado em seriados para TV e filmes que pretendem economizar no uso de locações ou não tem orçamento, para construir ou isolar ruas inteiras de cidades.

No vídeo abaixo, podemos conferir diversos exemplos de produções e seriados que usam a técnica para economizar na produção, fazendo a composição de atores reais com cenários em fundo verde ou azul. O nível de sofisticação e composição é impressionante, pois os vídeos inclusive tem o ângulo e enquadramento da câmera planejados para se encaixar perfeitamente nos efeitos.

Repare que até mesmo em tomadas externas comuns o processo é utilizado para evitar levar grandes equipes para gravações externas. O plano de fundo pode ser gravado de maneira independente com uma equipe fazendo apenas a captura das imagens, sem a necessidade de levar atores e equipes de apoio para rua. Tudo fica concentrado no estúdio, para depois ter o plano de fundo adicionado na pós-produção.

A maioria dos softwares de edição não linear como o Adobe Premiere e o Final Cut da Apple permite criar esse tipo de efeito, mas o uso de softwares mais sofisticados como o Fusion, Shake e outros pode ajudar no refinamento do processo. Quando é necessário usar elementos em 3d a coisa complica um pouco mais, pois é necessário usar marcações no cenário e câmera tracking para sincronizar a câmera real com a virtual. Mas, ainda assim é perfeitamente possível e barato fazer esse tipo de efeito com os softwares e hardware disponível hoje em dia.

Fique longe do Quicktime 7.4!

Quem trabalha com vídeo digital é quase que obrigado a trabalhar com o famigerado Quicktime da Apple. Bem, não vou entrar em detalhes sobre a eficiência ou não do Quicktime como container de vídeo, mas ele é praticamente um padrão no mercado de vídeo. Muita gente distribui conteúdo com o container MOV e vários softwares como o Final Cut ou Adobe Premiere, trabalham de maneira eficiente com o Quicktime. Tanto na manipulação de material como na geração de conteúdo. Se você trabalha com 3D, também acaba gerando trechos de vídeo nesse formato para editar posteriormente no Premiere ou After, ou até mesmo entregar ao cliente para que ele providencie a edição.

Bem, a última atualização do Quicktime, hoje a versão 7.4, está gerando muitos transtornos a todos que trabalham com vídeo digital. Se você usa o software apenas para visualizar vídeos, como trailers de filmes, a atualização não deve gerar nenhum inconveniente para você. Mas os geradores de conteúdo estão enfrentando problemas.

Quicktime 7.4

Além dos vários artistas e vídeo designers que reportam problemas com a ferramenta, a própria Adobe recomenda aos usuários do After Effects, que não façam a atualização do Quicktime até que eles possam trabalhar em uma solução para a incompatibilidade, junto com a Apple.

Pesquisando um pouco mais, descobri uma explicação mais técnica para a incompatibilidade em um artigo direcionado a usuários do Softimage XSI. O problema todo está relacionado limitação do Quicktime ainda ser uma aplicação de 32 Bits, o que impossibilita a compatibilidade com softwares mais recentes que trabalham em 64 Bits. Claro que a data do artigo sobre o XSI é bem obsoleta, mas com ele é possível ter uma idéia sobre os problemas de compatibilidade que os desenvolvedores dessas ferramentas enfrentam.

Mesmo existindo uma atualização para o Quiktime, a versão 7.4.1 ainda deixa os profissionais de vídeo um pouco céticos. Não tive oportunidade de testar essa nova versão, mas segundo o pessoal do arstechnica, ainda é cedo para dizer se todos os problemas foram efetivamente corrigidos. As falhas de segurança foram corrigidas, mas ainda não foram publicadas notícias sobre a correção da incompatibilidade. Ao menos a Adobe não atualizou a sua recomendação para não fazer o upgrade para o Quicktime 7.4.

Qual a moral da história? Se você precisa usar o Quicktime, fique com o 7.3 ou então experimente o Quicktime alternative.

Update: Parece que a Adobe estava adivinhando. Hoje eles publicaram a recomendação para o upgrade. Pode usar a versão 7.4.1 sem medo. 

Bloody Omaha: Ótimo exemplo de produção independente em efeitos especiais

O que é necessário para produzir efeitos especiais? Algumas pessoas podem dizer que uma boa quantia de dinheiro, pode fazer os “milagres” que vemos nos filmes contemporâneos. Com o avanço das tecnologias e ferramentas de efeitos especiais, hoje em dia o dinheiro ainda é necessário, mas em uma escala muito menor. O mais importante hoje é ter criatividade e saber como aproveitar, os incríveis recursos oferecidos pelas ferramentas de modelagem 3d e composição em vídeo, oferecidas para os computadores que temos nas nossas casas.

Um ótimo exemplo disso foi um vídeo, produzido por três designers, retratando a invasão aliada nas praias da França, durante a segunda guerra mundial. Espere o um pouco! Se você assistiu ao filme, o Resgate do Soldado Ryan, deve ter visto uma reprodução extremamente fiel desse episódio que ainda é uma das cenas de guerra mais verossímeis produzidas até hoje.

A produção se chama Bloody Omaha. Bem, veja o vídeo para entender o que eles fizeram:

[fusion_builder_container hundred_percent=”yes” overflow=”visible”][fusion_builder_row][fusion_builder_column type=”1_1″ background_position=”left top” background_color=”” border_size=”” border_color=”” border_style=”solid” spacing=”yes” background_image=”” background_repeat=”no-repeat” padding=”” margin_top=”0px” margin_bottom=”0px” class=”” id=”” animation_type=”” animation_speed=”0.3″ animation_direction=”left” hide_on_mobile=”no” center_content=”no” min_height=”none”][youtube]http://www.youtube.com/watch?v=uYkTqOcRoMs

Impressionante não é? Vamos entender bem, o que eles fizeram. A cena que comentei no início do artigo, do Resgate do Soldado Ryan, usou aproximadamente 1000 extras nas filmagens para representar a cena do desembarque dos aliados. Os designers, atuando eles mesmos como atores, conseguiram tudo filmagens repetidas deles mesmos. Claro que isso acaba fazendo a produção do vídeo, se transformar em um trabalho de paciência e domínio da técnica de filmagem. Mas mesmo assim, isso mostra que qualquer pessoa ou equipe com criatividade e um pouco de vontade, pode criar cenas complexas e cheias de detalhes e multidões com poucos recursos e material humano.

Mas o que eles fizeram não elimina o fator financeiro. Alguns dos itens usados por eles não são encontrados com facilidade, como as simulações das explosões e os planos em fundo verde, que precisam de material especial. Claro que o investimento é infinitamente menor, que o usado pelo Spielberg, mas pode atrapalhar as pessoas interessadas em repetir a experiência e que não saibam aonde encontrar esses recursos.

De uma maneira ou de outra, o vídeo é fantástico e muito bem executado, desde a parte da produção do vídeo e multiplicação dos atores até a eficiente composição do material filmado com modelos 3d!

Fonte: Esse vídeo foi dica do Alexandre Canario no Motion Brasil.

[/fusion_builder_column][/fusion_builder_row][/fusion_builder_container]