Ultrabook com uma GeForce GTX 1080?

Um dos tipos de artigos que gera mais demanda no blog são os relacionados com a escolha do hardware para produção de conteúdo digital. Sempre comento que o nosso trabalho está mais próximo de uma plataforma para jogos, que as ditas “profissionais”. É por esse motivo que sempre recomendo procurar equipamentos voltados para jogos.

Se você pensar bem, o hardware voltado para jogos é preparado para processamento intenso de informações e grandes quantidades de dados. Algo muito semelhante ao que acontece com plataformas de produção digital em 3d, vídeo, CAD ou a criação de jogos.

Entre os equipamentos que nunca recomendei para as pessoas que me procuravam solicitando conselhos, são os chamados ultrabooks. Esses notebooks voltados para portabilidade geralmente são finos e leves, mas deixam a desejar no processamento gráfico.

Mas, uma nova geração de equipamentos está para ser lançada esse ano, e isso deve mudar com o tempo.

Já pensou em ter uma GeForce GTX 1080 em um ultrabook? Essa é a promessa da Acer com o Predator Triton 700 que será lançado em agosto desse ano.

O equipamento faz parte da linha dedicada apenas aos jogos da Acer, mas pode representar o início de uma linha de ultrabooks seguida por outras empresas.

Veja alguns detalhes do equipamento:

  • GeForce GTX 1080
  • Core i7–7700
  • 16GB RAM DDR4
  • SSD 512GB

Tudo isso pesando apenas 2.6KG e com menos 18mm em espessura. Esse não é o primeiro notebook com uma 1080, mas é o primeiro ultrabook.

É o tipo de equipamento que seria o sonho em termos de mobilidade para qualquer artista digital, mas a animação termina quando você chega na parte do preço. A configuração citada terá preço base de US$ 2.999,00.

Se usarmos a fórmula de conversão para esse tipo de equipamento no Brasil, ele deve chegar aqui por R$ 29.990,00. Sim, é melhor só adicionar mais um zero no final para ser realista. Depois de impostos, encargos, seguro e taxas de importação deve ficar próximo disso.

Mas, nem se anime. A Acer já anunciou que ele será vendido apenas na América do Norte e partes selecionadas da Europa.

Com o tempo esses equipamentos devem ficar mais baratos, e teremos acesso a opções melhores para trabalhar em qualquer lugar.

Fonte: Anandtech

GeForce GTX 1060: Nova opção para render e VR

Você está procurando por uma nova placa de vídeo para seus projetos de VR? A Nvidia respondeu a AMD com a sua placa de vídeo mais barata para esses projetos. Aqui no blog já comentamos sobre o lançamento da Radeon RX 480 que oferece suporte para aplicações VR com o menor custo do mercado. Agora você também tem a GeForce GTX 1060.

Em minha opinião essa seria a opção com melhor custo benefício, principalmente se você planeja usar a placa para algo a mais do que simplesmete jogos e VR. Quer usar o equipamento para fazer renderização por GPU? Como a GeForce GTX 1060 é compatível com a tecnologia CUDA, você poderá aproveitar mais velocidade no Blender Cycles, V-Ray, Unity e Unreal.

GeForce GTX 1060

Algumas pessoas ainda ficam em dúvida sobre a escolha das placas de vídeo para projetos relacionados com computação gráfica e render. Por qual motivo as GeForce são melhores? Simples, a tecnologia adotada para acelerar o render em softwares gráficos na maioria das vezes é CUDA. Essa tecnologia é da Nvidia e está incorporada nessas placas.

Portanto, ao escolher equipamentos da família GeForce você automaticamente estará habilitado para aproveitar os múltiplos núcleos. Quais as especificações da placa? Para mais detalhes, visite a página oficial:

  • Memória: 6GB GDDR5
  • CUDA cores: 1280
  • GPU: Pascal (mais moderna)

E o melhor de tudo, a placa é “VR Ready” então ela já está preparada para aguentar a grande carga computacional de equipamentos como o HTC Vive ou Oculus Rift. Caso você não saiba, ao adquirir alguns desses equipamentos você precisa conecta-los ao um computador que tenha suporte ao processamento de VR. E a placa de vídeo assume papel importante nesse contexto.

Qual o preço dessa placa? A melhor parte é que ela custa apenas US$ 290,00 dólares nos EUA. Em um mundo justo, o preço dela no Brasil deveria ser próximo de R$ 1.000,00. Mas, como você já deve estar acostumado não deve chegar nem perto disso.

Pelo menos, é bom saber que temos uma opção mais em conta para aproveitar não só o render de projetos, e também VR.

Usando render por GPU e VR

Quer aproveitar para aprender o funcionamento de alguns renderizadores por GPU ou começar seus projetos com VR? No EAD – Allan Brito você encontra diversos cursos que podem ajudar você:

NVIDIA anuncia GeForce GTX Titan Z

O mercado de placas de vídeo para computação gráfica, jogos e aplicações de alto consumo de GPU receberá uma adição de peso nas próximas semanas graças a um anúncio da NVIDIA. O novo integrante da família de aceleradores gráficos da empresa se chamada GeForce GTX Titan Z e segundo as informações divulgadas até agora a placa será um monstro em todos os sentidos! A primeira coisa que já chama a atenção em relação ao equipamento é o seu custo estimado, que deve ficar em torno de três mil dólares para o mercado americano. Se um dia essa placa for comercializada no Brasil deve equivaler ao preço de um carro popular. No que diz respeito as especificações técnicas os números também impressionam.

A primeira coisa que devemos levar em consideração é a quantidade de núcleos CUDA da placa que é de 5.760! Isso só é possível graças a existência de dois chips GK110 que oferecem 12GB de memória. Com a maioria das placas de vídeo disponíveis no mercado beirando a marca dos 1000 núcleos CUDA, uma única placa GeForce GTX Titan Z deve fazer muita diferença no momento em que precisarmos renderizar cenas complexas.

Os jogadores ávidos por atualizações e novos equipamentos para deixar a experiência e gráficos em PC's são uma das bases desse tipo de equipamento, mas os artistas 3d e profissionais que utilizam softwares capazes de aproveitar todos esses núcleos para renderização devem encontrar muitas vantagens em usar esse tipo de equipamento. Entre os softwares que podem aproveitar os recursos da GeForce GTX Titan Z estão:

  • Blender Cycles
  • V-Ray RT
  • iray
  • Octane Render
  • Arion
  • Indigo Render

Todos esses renderizadores conseguem acelerar o render de imagens e animações com base em placas gráficas com a tecnologia CUDA. Se você ainda não tem uma placa assim, recomendo procurar orçar um upgrade para turbinar o seu equipamento. A minha recomendação nesse tipo de situação é dar preferência para placas da NVIDIA, pois o suporte para tecnologia CUDA é mais difundido nesses softwares.

Só fico imaginando que essa placa deve precisar de uma pequena usina de força para suprir as suas necessidades relacionadas com energia! Uma fonte simples não deve ser capaz de aguentar a demanda.

Performance de placas de vídeo com o Blender Cycles

O uso de placas de vídeo para acelerar a renderização é um dos recursos mais desejados na atualidade por qualquer artista 3d, pois com o uso desse tipo de tecnologia podemos reduzir de maneira drástica o tempo de render para qualquer imagem, sem a necessidade de contratar renderfarms ou estruturas auxiliares. Nos casos em que precisamos criar animações, pode ser que as placas de vídeo não sejam a solução final, mas ajudam muito! Só para ter uma idéia de como podemos dividir a carga para gerar imagens, quando você renderiza alguma imagem usando o seu processador, é comum usar entre dois ou quatro núcleos para realizar os cálculos necessários e renderizar a imagem.

No caso de placas de vídeo, alguns modelos disponibilizam mais de 400 núcleos que podem ser usados para renderização!

Hoje existem vários software que oferecem suporte ao render por GPU, entre eles encontramos:

  • Octane Render
  • iray
  • V-Ray RT
  • LuxRender
  • Blender Cycles

Algumas vezes é difícil ficar convencido dessa vantagem no uso de placas de vídeo para renderização, sem consultar dados que provem essa vantagem. Para quem gostaria de consultar informações de performance da mesma cena sendo renderizada em diferentes modelos de placas de vídeo com o Blender Cycles, existe uma comparação de diferentes computadores e sistemas, renderizando a mesma cena nesse artigo.

performance Blender Cycles

O teste é muito interessante para quem não tem nenhuma noção de como uma cena pode ser renderizada em curtos espaços de tempo se for usada uma GPU para aceleração. Alguns casos são bem consideráveis como na situação em que o tempo de render foi reduzido em até um décimo do tempo!

Ainda hoje a melhor opção para quem quiser utilizar o Blender Cycles e o recurso de aceleração por GPU é a tecnologia da NVIDIA. As placas da ATI ainda não oferecem o mesmo nível de recursos para o Cycles, e por isso devem ser evitadas por usuários do Blender que gostariam de montar workstations para render usando Cycles.

Aprender a usar o Cycles para renderizar projetos no Blender

E para quem quiser aprender a usar o Blender Cycles para renderizar projetos no Blender, é sempre bom lembrar que existe o curso sobre renderização avançada com o Blender Cycles no EAD – Allan Brito. No curso você aprende a usar os recursos do Cycles para gerar imagens com excelente nível de realismo, e também os procedimentos para configurar o render por GPU.

É realmente melhor usar GPU para renderizar no Blender Cycles?

O lançamento da versão estável do Blender Cycles foi um dos grandes avanços em termos de ferramentas para criação que surgiram nos últimos meses para usuários do Blender. O fato de termos a disposição de maneira integrada ao Blender um renderizador com suporte a algoritmos avançados como o Path Tracing, sem a necessidade de instalar softwares adicionais e Add-ons é de grande ajuda. Mas, além de todos os benefícios que o Cycles já trouxe e ainda irá adicionar ao Blender, o seu grande recurso no que diz respeito a tecnologia é o suporte ao render por GPU. Apesar de muitas pessoas ainda não entenderem muito bem a vantagem desse tipo de tecnologia, o uso da sua placa de vídeo para renderizar imagens pode acelerar de maneira significativa o processo.

Mas, será que realmente vale a pena usar uma GPU no Blender Cycles?

Acredito que a melhor resposta para esse tipo de questionamento é um exemplo prático do uso de uma GPU para acelerar o render no Cycles. O vídeo abaixo foi produzido por um artista usando o Blender com o Cycles no modo CPU e GPU, fazendo exatamente a comparação da performance entre os dois sistemas.

O resultado é bem claro do ponto de vista da performance, e podemos perceber pela contagem de samples que aparece na janela 3D View, quando modificamos o tipo de shading dessa janela para Rendered. O contador de samples aumenta de maneira muitíssimo mais rápida quando o artista escolhe o modo de render por GPU, virando quase que um contador de segundos! Esse desempenho acelerado para o render é muito importante, principalmente quando o objetivo do projeto for a criação de animações em 3d.

O ponto negativo desse processo todo é que apenas os felizes proprietários de placas da NVidia mais recentes podem usufruir desse poder computacional. Por exemplo, se você tem uma GeForce da linha GTX mais recente, como as da série 500, então você está qualificado para usar o recurso, desde que instale o CUDA Toolkit e os drivers apropriados no seu computador. Os usuários de placas da ATi precisam ter paciência, pois o uso de GPUs da ATi ainda não está finalizado. A placa usada no vídeo que ilustra esse artigo é uma GeForce GTX 560 com 336 núcleos.

Você ainda tem dúvidas sobre a necessidade de adquirir uma boa GPU para render?