Enquete: Você vai migrar totalmente para o Blender Cycles?

Com o eminente lançamento do Cycles na versão 2.61 do Blender, muitos usuários já estão avidamente testando o novo renderizador e procurando se adaptar as novas ferramentas de iluminação, materiais e outros elementos que são parte do Cycles. O que era um codinome já está bem conhecido entre os usuários do Blender, e acredito que não deva sofrer alterações no seu lançamento em versão estável. Aproveitando que essa semana o Cycles foi incorporado ao “Trunk” oficial do Blender, e já está encaminhado para a versão 2.61, gostaria de fazer uma enquete.

Como usuário do Blender, você já deve ter usado algum render externo para o software, ou se não fez uso, deve ter tido curiosidade de fazer testes com essas ferramentas. Estou me referindo ao LuxRender, YafaRay, Mitsuba ou outros. A minha pergunta é: você vai abandonar os outros renderizadores externos para usar apenas o Cycles?


A pergunta tem fundamento no fato de que como o Cycles já vai acompanhar o Blender, sem a necessidade de fazer instalações extras para ter acesso ao render, o resultado será semelhante ao que aconteceu com o Internet Explorer associado ao Windows nos anos 90, decretando a “morte” do Netscape dos outros navegadores.

Será que os outros renderizadores de código aberto vão acabar perdendo boa parte do seu público? O YafaRay é um dos que corre maior risco, pois ainda não estava adaptado totalmente ao Blender 2.5x até pouco tempo atrás. Para usar o YafaRay no Blender 2.5x a solução mais fácil era fazer o download de uma versão “personalizada” do Blender no graphicall.org já com o renderizador incorpoado.

Outro que pode perder muitos usuários é o LuxRender que tem no Blender uma boa base de usuários, mas já está adaptado a nova interface do Blender.

Claro que essas ferramentas não foram projetadas especificamente para trabalhar com o Blender, mas pela sua própria natureza aberta, uma boa parcela da base de usuários era proveniente do Blender.

Um ponto a favor desses renderizadores é que o Cycles ainda está começando o seu desenvolvimento, e não deve ter todos os recursos necessários para “bater” de frente com os outros renders nesse primeiro momento. Mas, com o tempo a tendência é que a balança se inverta.

Se você quiser aproveitar o eminente lançamento do Cycles, estou com um curso de renderização avançada já usando Cycles, disponível no EAD – Allan Brito. O curso está quase completo e já mostra vários dos recursos do Cycles para gerar imagens com realismo.

Desconto em livros de Blender e pesquisa

Entre as diversas perguntas e pedidos que recebo pelo formulário de mensagens aqui no Blog, estão as pessoas que procuram lugares com preços mais atrativos para adquirir um dos meus livros de Blender. Depois de entrar em contato com a editora e comentar sobre a existência de um curso online gratuito de Blender, a editora resolveu oferecer um desconto para todos os participantes do curso! Sim, caso você esteja interessado em adquirir um dos meus livros de Blender, você pode conseguir um desconto de 20% no preço de cada livro, se você comprar direto com a editora e usar o código promocional que está dentro do curso básico de Blender 2.5.

Como fazer? É bem simples, basta se cadastrar no EAD – Allan Brito e entrar na área do curso básico de Blender, e na direita você encontrará uma caixa com um link para os dois livros e o código promocional na parte superior. Ao clicar no link e comprar qualquer um dos livros com a editora, e informar o código promocional no fechamento do pedido, você recebe os 20% de desconto.

Já que estou falando sobre os cursos do EAD – Allan Brito, quero aproveitar esse artigo para fazer uma pequena pesquisa, e seria muito útil se todos pudessem responder. Já comentei com várias pessoas que além dos dois cursos já disponíveis que são de modelagem poligonal com Blender e Animação 3D, pretendo produzir mais cursos. Mas, a quantidade de opções e caminhos a seguir é bem grande.

Por isso, resolvi fazer essa pesquisa para entender melhor quais são as demandas, e organizar a minha lista de produção. Na pesquisa abaixo você pode escolher até três opções de áreas que você considera interessantes para um curso online.


Um dos focos é expandir a oferta de cursos para outras ferramentas 3d, além do Blender. Mas, seria interessante ter uma idéia do que os usuários do site esperam. Sei que existem áreas com poucas opções de cursos, como animação com partículas e fluidos, mas me pergunto se os artistas teriam interesse em participar de cursos nesse estilo. Com as informações dessa pesquisa, espero poder direcionar melhor a escolha dos títulos dos cursos.

Agradeço antecipadamente a todos que se propuserem a responder.

Pesquisa científica: Animação de derretimento de gelo com partículas

As animações que envolvem algum tipo de simulação com base em fenômenos ou elementos já existentes no mundo real, como é o caso de líquidos e fumaça estão entre as mais difíceis de reproduzir. Com esse alto nível de dificuldade e uma crescente necessidade de gerar animações complexas, temos uma área da animação que é praticamente dominada por ferramentas especializadas como o Thinking Particles, Real Flow e Fume FX. Todos esses softwares agregam opções especializadas para simular e reproduzir partículas ou fluidos usando algoritmos avançados. Mas, sempre podemos complicar um pouco mais o processo de animação misturando elementos. Por exemplo, as interações realizadas por fluidos no contato com o gelo.

Sim, caso você nunca tenha percebido, a água ao entrar em contato com o gelo acaba modificando a dinâmica de movimento e animação do fluido. Uma equipe de pesquisadores japoneses trabalho na criação de um método que resolva esse tipo de simulação com o auxílio de GPUs. O resultado é impressionante! O artigo científico com o estudo da dinâmica desse movimento, assim como uma lista de exemplos e vídeos pode ser conferida nesse endereço.

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Além da qualidade na animação resultante do método, podemos perceber que o uso da tecnologia CUDA acelerou significativamente o processo de simulação dos líquidos. Par ter uma idéia da vantagem, basta conferir os tempos de simulação em cada um dos exemplos disponíveis na página.

A solução para reproduzir o efeito é baseada na mistura de partículas com algoritmos que reproduzem o comportamento tanto do gelo ao derreter, como nos fluidos e a sua tensão superficial ao interagir com o gelo.

Repararam que um dos participantes da pesquisa é a divisão de entretenimento da Sony? Será que estamos vendo o nascimento de uma tecnologia usada em futuros jogos?

Apesar de já estarmos no final do ano e muitos dos trabalhos acadêmicos para esse semestre não admitem mais alterações, você pode ao menos aproveitar a excelente lista de referências bibliográficas do artigo, para usar em futuros projetos. Quem trabalha com pesquisa acadêmica sabe o quanto é importante ter esse tipo de indicação em artigos, e como é difícil de fazer a seleção.

Pesquisa sobre o mercado de computação gráfica 2009-2010

Assim como aconteceu no ano passado o site CG Genie acabou de publicar o resultado prévio de uma pesquisa de opinião realizada com usuários de softwares 3d, com o objetivo de estabelecer um ranking entre as ferramentas e passar uma boa idéia de como os usuários percebem e usam essas ferramentas. É importante ressaltar que esse tipo de pesquisa não tem caráter científico, ou mesmo valor para atribuição de mercados, pois o número de pessoas envolvidas é muito pequeno. Para acessar os resultados da pesquisa que são relacionados ao mercado de computação gráfica de 2009, visite o endereço indicado.

Mas, o que essa pesquisa diz? Como podemos interpretar esses dados?

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A pesquisa mostra diversos aspectos interessantes. Abaixo, compilei algumas das observações que fiz sobre a pesquisa e o mercado de computação gráfica:

  • O mercado está polarizado em soluções proprietárias e gratuitas, sendo liderados pela Autodesk e Fundação Blender respectivamente;
  • Entre as pessoas que responderam as perguntas da pesquisa a proporção de profissionais foi de 47%, sendo seguidos por 13% de estudantes e 37% de entusiastas que usam os softwares apenas por diversão;
  • Sobre a evolução dos softwares em relação ao ano passado, uma boa parte das ferramentas melhorou no conceito dos usuários. Mas, algumas delas caíram de qualidade em relação aos usuários. O Softimage, Lightwave, Maya e Cinema 4D estão relacionados entre os softwares que tiveram queda de qualidade;
  • Na análise do Marketshare de cada ferramenta as surpresas são a projeção de crescimento do Blender e do Modo, que devem cada vez mais chegar perto das ferramentas da Autodesk. Hoje os maiores marketshares da indústria são do 3ds Max, Maya e ZBrush;
  • Qual o maior retorno sobre o investimento? Na lista dos softwares que oferecem o melhor retorno sobre o dinheiro investido, temos o Modo e o Blender no topo da lista. Claro que o Blender é listado pelo investimento zero em software, e o Modo pela quantidade das suas ferramentas de modelagem;
  • Sobre a maneira com que as empresas ou instituições gerenciam e atualizam as suas ferramentas, as opiniões são bem diretas. A Autodesk dá muita atenção para o 3ds Max e deixa o Maya e Softimage de lado. A SideFX só não tem um marketshare maior de usuários devido ao alto preço do seu software, pois eles fazem um trabalho incrível. O Terragen é a grande surpresa dessa lista, que traz usuários muito satisfeitos em conjunto com os usuários do Blender. A avaliação da Fundação Blender foi muito positiva.

No geral é possível tirar algumas conclusões da pesquisa:

  • Um dos grandes destaques é o Modo 3D;
  • O Blender teria muito mais usuários se fosse mais fácil e rápido importar e exportar projetos do software para outras ferramentas;
  • A Newtek deve estar furiosa com o sucesso do Modo, já que o software é fruto de uma dissidência interna na empresa;
  • A Autodesk é vista como a grande vilã da pesquisa com usuários do Maya e Softimage insatisfeitos;
  • Se o Houdini 3D fosse mais barato, o Marketshare da Autodesk iria diminuir drasticamente;

E você, o que pensa da pesquisa?

Renderização com estereoscopia e visualização de projetos arquitetônicos

A tecnologia que permite visualizar imagens animados usando estereoscopia, muito usada nos recentes filmes da animação está se tornando cada vez mais requisitada nos softwares 3d. Para o mercado de animação 3d voltado para o entretenimento, essa tecnologia veio para ficar e daqui para frente a maioria das produções deve apresentar versões próprias para assistir com os famigerados óculos 3d. Mas, será que esse tipo de recurso está destinado apenas a produtos criados para animação 3d? Com a disponibilidade de scripts e plugins para a maioria dos softwares 3d, já é possível criar imagens com estereoscopia para praticamente qualquer tipo de projeto. Acredito que hoje apenas o Maya e o Modo 3d disponbilizam recursos nativos para criação de câmeras para estereoscopia, mas tanto o Blender 3D como o 3ds Max já apresentam scripts para criar esse tipo de câmera.

O truque é relativamente simples e consiste na criação de duas câmeras para capturar simultaneamente uma cena. Cada câmera é equivalente a imagem destinada ao olho direito e esquerdo, sendo necessário fazer um pequeno trabalho de composição para gerar a animação.

Uma das áreas que podem se beneficiar com esse tipo de recurso é a visualização de projetos arquitetônicos. Essa é sem sombra de dúvida uma das aplicações da computação gráfica que mais empregam profissionais e artistas, e pode começar a receber demanda significativa de pedidos para gerar animações e imagens 3d. Sim, além das animações é possível trabalhar com imagens estáticas.

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Se você tiver um óculos 3d, use ele para visualizar essa imagem

O que você acha? Será que o mercado de visualização de projetos arquitetônicos deve adotar esse tipo de tecnologia? Para saber a opinião dos leitores aqui do blog, resolvi fazer algo que ainda não fiz aqui no site mas pretendo começar a fazer com mais freqüência, que é coletar a opinião dos leitores. Portanto, coloque a sua opinião sobre o assunto respondendo a pesquisa abaixo:


Assim que a maioria das pessoas votar faço um artigo comentando o resultado.

Qual o maior entrave para essa tecnologia? Com certeza é a necessidade de usar os óculos 3d, pois sem eles as imagens não tem serventia. Repare na imagem que ilustra esse artigo, que sem os óculos 3d não apresentam as características da estereoscopia.

Caso você queira começar a trabalhar com esse tipo de recurso hoje mesmo, mas usa ferramentas 3d sem o suporte para essas câmeras, visite esse link que agrega diversas ferramentas e tutoriais para trabalhar com estereoscopia em softwares 3d. Existe até um tutorial específico para o Blender 3D, mostrando como é possível criar esse tipo de imagem sem o uso de scripts, apenas com o editor de nós.