Reutilizando WorkSpaces no Blender 2.8

O Blender 2.8 apresentou diversas novidades relacionadas com ferramentas e também interface do software, sendo uma delas os chamados WorkSpaces. Essa é a maneira com que organizamos as janelas e recursos visuais que você irá usar ao longo de um projeto.

Dentro do próprio Blender 2.8 existem diversos WorkSpaces prontos que você pode usar para seus projetos. Basta usar o botão com um “+” no topo da interface para escolher entre diversos templates prontos.

Mas, você sabia que é possível reutilizar esses WorkSpaces?

Por exemplo, depois de trabalhar em um projeto você decide que a organização da interface e janelas é a melhor opção para otimizar seu trabalho. Com um duplo clique sobre o nome do seu WorkSpace, é possível até alterar o nome para algo mais significativo.

Uma das mudanças do Blender 2.8 é que os WorkSpaces agora são Datablocks! É possível “importar” esses dados para outros arquivos do Blender usando o Append ou Link no menu File.

Assim você consegue reaproveitar as suas interfaces configuradas com o software e trabalhar sempre de maneira otimizada.

Gostou desse recurso do Blender? Quer aprender mais sobre o software? No EAD – Allan Brito existem diversos cursos e treinamentos relacionados com Blender, alguns inclusive gratuitos.

Photopea: Alternativa gratuita ao Photoshop

Existem alguns softwares que são famosos ao ponto de se tornarem referência para a sua área, mesmo que um projeto não tenha sido realizado nele. É o caso do Photoshop que para o grande público é o único capaz de fazer “mágica” com fotografias e imagens.

O cenário atual apresenta diversos softwares concorrentes que podem substituir muito bem a ferramenta, sem a necessidade de usar o Photoshop.

Algumas dessas opções funcionam até mesmo no navegador! Você conhece o Photopea? É uma alternativa ao Photoshop que funciona direto no seu navegador. A interface do Photopea é totalmente “inspirada” no Photoshop e apresenta recursos como camadas, ferramentas de seleção e muito mais.

Além das ferramentas, você pode editar e salvar arquivos no formato PSD do próprio Photoshop. É possível enviar arquivos para a plataforma ou então indicar a URL de uma imagem para fazer a edição direto no site.

Quanto custa usar o Photopea? Nada, o site é totalmente gratuito.

Quer uma dica? A interface funciona também em dispositivos móveis. Basta abrir o link no navegador do seu celular ou tablet.

Quer aprender a usar o Photoshop? O EAD – Allan Brito possui diversos cursos gratuitos básicos que podem ajudar.

Nova interface para o Blender?

O Blender sempre foi reconhecido por muitos usuários como uma opção interessante para substituir softwares como 3dsmax, Maya e outros para a produção de animações e modelos 3d. Mas, apesar de sempre gerar desconfiança por parte de empresas e artistas devido ao seu modelo aberto e de não ter um suporte formalizado como acontece nos casos de empresas como Autodesk, Maxxon e outras o software nunca foi bem visto devido a sua interface “espartana”. Quem usa o Blender hoje já está aproveitando o software depois da grande reformulação que aconteceu na virada do Blender 2.4 para o 2.5. Nessa época o software foi totalmente reescrito do zero pelos desenvolvedores, o que levou um bom tempo para ser finalizado.

As mudanças na interface do Blender são bem interessantes de acompanhar, e só para passar um pouco mais de contexto histórico, vejamos uma comparação rápida da interface do Blender nas versões 2.2, 2.4 e 2.5/2.6 respectivamente.

Blender 2.2 Interface

Blender Interface 2.4

Blender 2.5 interface

Apesar de ter melhorado muito no que diz respeito a organização e uso, ainda é possível melhorar a interface? Claro que sim! Quem está acompanhando as notícias sobre o software nas últimas semanas, deve ter encontrado referências a uma nova proposta de interface apresentada pelo Andrew Price que está gerando muita polêmica entre usuários do software.

A proposta foi mostrada em dois vídeos publicados no canal do Youtube do Andrew, e explicam em detalhes o objetivo da sua proposta, inclusive apresentando o que seria a sua idéia para a nova interface. Para os interessados em se inteirar do assunto, recomendo assistir aos dois vídeos ou então conferir a apresentação do próprio Andrew Price na conferência Blender 2013, em que ele próprio faz um resumo da sua idéia em 30 minutos.

A interface que ele propõe para o Blender seria algo como essa, para os que não tem paciência para assistir ao vídeo:

Blender nova interface

O resultado seria algo muito parecido com a interface Ribbon que está presente em softwares como o MS-Office e também em vários softwares da Autodesk.

Qual a minha opinião em relação a essa interface? Particularmente, não gostei da proposta. É claro que ela tem os seus méritos em trazer algo mais familiar para muitos usuários com menos experiência com o software, mas o sacrifício necessário na parte de funcionalidade e flexibilidade da interface seriam grandes demais, e iriam acabar indo contra os benefícios dessa alteração.

A proposta também mereceu comentários do Ton Roosendaal, que é o presidente da Fundação Blender, e pelo que ele próprio explica no texto, a interface deve receber melhorias sim, mas com calma e usando contribuições de pessoas envolvidas com a criação de interfaces. Mas, essa não é a prioridade no desenvolvimento do Blender no momento.

Como recebi muitos e-mails e mensagens pedindo minha opinião sobre essa proposta, já adianto que apesar de ver mérito na idéia de transformar a interface em algo mais atrativo para novos usuários, o uso do ribbon quebraria a incrível flexibilidade que temos na interface do Blender hoje. Acho válida a discussão e espero que no futuro sejam sim feitos ajustes na interface, com a adição de novos recursos, mas não será essa interface proposta pelo Andrew Price. Mas, como disse achei válida a discussão e a proposta como ponto de partida para avaliar a interface que temos hoje e como ela poderia ser melhorada.

Já adianto para todos que estão preocupados com uma possível mudança, isso é apenas uma proposta. Absolutamente nada deve mudar drasticamente nas próximas versões. Portanto, pode ficar tranquilo ou tranquila que a interface não mudará para algo parecido com o que foi apresentado na imagem.

E você, o que achou da proposta?

Evolução da interface do Blender 3D

A evolução das interface e das ferramentas do Blender 3D nos últimos anos é impressionante e mostra os avanços conseguidos pela equipe e desenvolvedores, que com muito esforço trabalharam para chegar até a última reformulação dessa interface. Depois de uma conversa com alguns colegas e alunos dos meus cursos sobre computação gráfica, percebi que muitos deles nunca tiveram a oportunidade de usar ou conhecer as interfaces passadas do Blender 3D, para perceber como tudo mudou. A primeira vez que tentei usar o Blender 3D foi na versão 2.04, em que literalmente abri o software e depois de alguns minutos desisti de entender o funcionamento do mesmo. Apenas algumas semanas depois foi que realmente pesquisei e comecei a trabalhar e estudar com mais empenho a maneira com que o Blender funciona.

Desde esse dia fui deixando gradativamente de usar o 3ds Max como minha principal ferramenta 3d, para adotar apenas o Blender 3D nos projetos. Como ainda tenho algumas dessas versões mais antigas e a própria fundação disponibiliza nesse endereço, praticamente todas as versões anteriores do Blender para consulta e download, resolvi fazer um pequeno vídeo demonstrando a evolução das interfaces.

Como fica claro pelo vídeo em questão a evolução da interface “espartana” do Blender 3D 1.60 até o que vemos no final do vídeo, com a versão 2.50 Alpha 0 é impressionante e perfaz diversas pequenas melhorias que são complementadas pelos lançamentos intermediários.

Naquela época era complicado e trabalhos realizar operações simples de modelagem 3d, como a restrição de movimentos dos objetos ao receber algum tipo de transformação como escala ou rotação. Essa era uma das funções destinadas ao botão do meio do mouse, que junto do grid funcionava para modelar com mais precisão.

Repare que os famosos modos Object, Edit e muitos outros não estavam agrupados em seletores de fácil localização na interface, mas em botões espalhados sobre uma Header montada sobre ou abaixo da 3D View ou painel de botões. Com o tempo, a interface foi ganhando mais retoques e ferramentas mais sofisticadas como os modificadores. Basta fazer uma rápida comparação com o número de modificadores disponíveis na versão 2.

O vídeo em si não tem como objetivo mostrar o funcionamento da ferramenta, apenas demonstrar o quanto já foi melhorado e aprimorado nos últimos anos, e que deve culminar com o lançamento do Blender 2.60 no final desse ano. Agora é só esperar!

Palestra e análise sobre usabilidade da interface do Blender 3D

Na conferência Blender 2008, a palestra que foi apresentada logo depois da abertura foi a do William Reynish, sobre interface do Blender em comparação com outros softwares 3d e os principais conceitos de usabilidade de softwares. A interface do Blender é um assunto extremamente controverso, mais ou menos da mesma maneira que a interface do Gimp. Para algumas pessoas ela é perfeita, mas para outros é confusa e atrapalha o início dos trabalhos para usuários menos experientes.

A palestra começa fazendo uma análise sobre as vantagens e compara a interface do Blender com ferramentas comerciais como o Modo 302, Apple Motion e o Photoshop CS4. Sim, até o pessoal da Adobe se inspirou em alguns conceitos usados na interface do Blender para reformular a maneira com que o Photoshop trabalha. Não acredito que a inspiração da Adobe tenha sido o Blender, mas o conceito usado na interface foi o mesmo.

Ainda na primeira parte da palestra, um ponto importante é levantado sobre o Blender; ele foi criado para ser a ferramenta de animação da NaN, por isso os conceitos de usabilidade e facilidade de uso não se aplicam a ele. Seria mais ou menos, como se a Pixar disponibilizasse para o público o seu Marionette. A ferramenta é feita para servir aos propósitos da empresa e não aos usuários de maneira geral.

Depois disso aparecem as vantagens do Blender:

  • Interface modulada, livre de janelas
  • Alto nível de personalização

Esses conceitos foram “copiados” pelas ferramentas comerciais citadas no início do artigo.

Agora, a parte que deve interessar a maioria dos usuários é a sugestão feita para a interface do Blender 2.50. Sim, é apenas uma sugestão, mas já nos deixa animados em ver uma concepção artística do que pode vir a ser o Blender 2.50.

A proposta se baseia na correção de alguns dos problemas da interface atual do Blender, que é a falta de organização e posicionamento de alguns elementos na interface. Por exemplo, as propriedades e os controles para algumas ferramentas estão espalhados por vários menus e muitas vezes, isso pode atrapalhar usuários com menos experiência.

Uma das propostas é fazer desaparecer o painel de botões, sendo que ele será substituído por um painel de propriedades, semelhante ao que é exibido na imagem que ilustra esse artigo. Esse novo painel reuniria as principais propriedades dos objetos selecionados, para facilitar o processo de edição.

Caso você tenha interessem em estudar o design de interfaces de softwares 3d, recomendo o download essa palestras, principalmente para as pessoas que estão escrevendo trabalhos acadêmicos sobre usabilidade de software ou computação gráfica, a interface do Blender pode ser um ótimo tema para sua monografia ou artigo. Para fazer o download dos vídeos, visite esse endereço.

Esse artigo é parte da cobertura sobre a conferência, amanhã continuo falando sobre mais apresentações.