Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for November, 2007


Uma das tarefas mais complexas ou trabalhosas de se fazer com o Blender, quando estamos trabalhando com cenários reais é o ajuste de câmera, para poder inserir objetos virtuais em cenas reais. Por exemplo, quando temos uma fotografia e queremos inserir uma maquete eletrônica nessa foto, ou então objetos que estejam posicionados exatamente no plano principal da imagem. Esse tipo de tarefa é perfeitamente possível de ser executada, mas demandava certo trabalho para que o ajuste ficasse perfeito. Agora temos um script no Blender, chamado de BLenses que auxilia nessa tarefa!

BLens

Nota: Imagem gentilmente cedida por Chip Nyman

Esse script tenta simular no Blender, valores e propriedades de câmeras reais para que fique mais fácil simular os valores e propriedades das lentes. Assim o processo de ajuste fica muito mais fácil.

Devo confessar que ainda não tive oportunidade de colocar o Script em prática, mas depois de alguns testes á possível perceber que ele ajuda muito. Para instalar e usar o BLenses é necessário seguir algumas regras, que estão publicadas na documentação oficial, nesse mesmo endereço é possível fazer o download do Script.

  • O Script só funciona com uma câmera por vez. Para múltiplas câmeras, será necessário deixar a câmera ativa para que o Script possa fazer a manipulação. Selecione e a câmera e pressione CTRL+0.
  • Os arquivos do script devem ser posicionados nas pastas corretas, para que todas as opções estejam habilitadas.

Vejamos como instalar o Script, primeiro é necessário fazer o download do arquivo do BLenses. Depois, descompactamos os arquivos com extensão “.py” na pasta de scripts do Blender. Além desses dois arquivos, um terceiro arquivo com extensão cfg, deve ser copiado na pasta:

  • \Blender\.blender\scripts\bpydata\config

Esse arquivo armazena várias informações com configurações prontas de câmeras.

Agora vamos ao que interessa, como é que usamos o Script?

Primeiro precisamos abrir o Script que está localizado na janela de Scripts na pasta Wizards.

BLens - Acesso

Depois ajuste os valores para as propriedades da câmera. Se você trabalha com fotografia, os valores devem ser familiares. Assim que os valores forem ajustados, pressione o botão Calculate & Set FOV para que a câmera assuma os valores determinados.

BLens - Interface

Pronto! Agora a sua câmera exibe os valores corretos. Claro o uso do Script é mais complexo que isso, mas já será possível começar a trabalhar com ele, usando essa breve introdução. Sempre digo que é preciso entender um pouco de fotografia, para trabalhar com 3D. Isso ajuda no ajuste das cenas e também na configuração da iluminação, mas isso é outra história.

Nov
30

Qual a melhor opção para produzir imagens fotorealísticas com o SketchUp? Seria o V-Ray? Com certeza o V-Ray é a opção mais famosa e consolidada no mercado de computação gráfica. Mas para o SketchUp, existe um outro renderizador, exclusivo para a sua plataforma, que também não faz feito, e por um investimento muito menor. Esse renderizador se chama SU Podium, que pelas imagens exibidas na sua galeria, consegue fazer imagens com qualidade muito próxima ao V-Ray! Veja a diferença é gritante no preço também, uma licença do V-Ray custa quase oitocentos dólares, sendo que o SU Podium custa cento e oitenta dólares, produzindo praticamente os mesmos resultados.

SU Podium e SketchUp

Autor da imagem: Christ Haseldonckx

Para nós, usuários brasileiros, o SU Podium se mostra uma opção muito mais interessante que o V-Ray, devido à relação custo x benefício ser infinitamente melhor. Mas como é que ele funciona? Para ajudar aos usuários que tem interesse em aprender a usar essa incrível ferramenta, os desenvolvedores disponibilizaram uma série de tutoriais em vídeo no seu web site, mostrando vários aspectos do SU Podium. O acesso aos tutoriais é gratuito, então visite esse endereço e aproveite.

Essa é a lista com os assuntos abordados nos tutoriais:

  • Vídeo 1: Interface e controles básicos
  • Vídeo 2: Configurando a iluminação de uma cena interna
  • Vídeo 3: Configurando uma cena externa, com a fonte de iluminação sendo o sol
  • Vídeo 4: Opções necessárias para configurar luzes do tipo Omni
  • Vídeo 5: Renderização avançada com luzes do tipo Omni

Preste bastante atenção no primeiro vídeo, ele é que mostra os fundamentos necessários para usar a ferramenta.

Se você quiser testar o SU Podium, existe uma versão de testes disponível para download. Para minha grata surpresa o modelo de distribuição é no formato PLE, mas eles não chamam assim. Essa versão gratuita pode ser usada por tempo indeterminado, mas com algumas restrições.

A principal está no tamanho do render, que no máximo só pode gerar imagens com 500 por 500 pixels. O tamanho não é grande, mas para uma avaliação gratuita e por tempo indeterminado está ótimo!

Nov
30

O projeto Peach está a todo vapor, mais e mais material está sendo publicado sobre o progresso do projeto, assim como imagens dos storyboards e animações. Além do material de arte, que está sendo publicado, os recursos solicitados pelos artistas, para a conclusão do projeto estão entre os sonhos de consumo dos artistas que usam Blender. Por exemplo, ferramentas para gerar paisagens com céu e nuvens realistas, opções para manipular grandes volumes de vegetação e outros. As opções para gerar pelo e cabelos também estão na lista.

Peach - Rodents

Semana passada foi publicada no blog do projeto Peach, uma entrevista feita por Campbell Barton com Sacha, um dos artistas/diretor envolvidos no projeto. O tema dessa entrevista era a produção dos animatics para o projeto. Assim como a importância dos animatics de maneira geral, eles mostram como estão sendo feitos os animatics para o projeto peach, claro que tudo no Blender, usando o seqüenciador de vídeo.

Assista ao vídeo, depois eu faço alguns comentários sobre o conteúdo:

Entrevista – Fazendo os animatics

No começo do vídeo, o Sacha comenta a importância dos animatics e como eles podem ajudar no desenvolvimento de uma animação. Ele comenta que a maior deficiência em relação ao storyboard, é que não podemos avaliar o timing da animação com ele. Assim o animatic acaba sendo uma ótima ferramenta para isso.

Como eles fazem? O processo é simples, logo depois que ele mostra como fazer um animatic com o seqüenciador de vídeo do Blender. Como eles têm uma grande quantidade de ilustrações, produzidas para o animatic, o processo fica simples, ele só importa a seqüência de imagens e monta as trilhas no seqüenciador.

No primeiro exemplo em que ele monta essa trilha, já é possível perceber que o timing da animação não ficou correto. Assim ele usa os comandos de edição do seqüenciador, para editar e ajustar o animatic. Assim os animadores podem se basear nesse tempo, para produzir as animações com maior eficiência e menos tempo de teste.

Assim que ele termina de explicar as vantagens em se usar animatics, uma pequena demonstração dos trechos prontos, do projeto que já somam 20 segundos! Calma, ele só mostra as trilhas no seqüenciador, o vídeo não estraga a surpresa.

Assista ao vídeo! Vale a pena.

Nov
29

Sempre que falo com professores que precisam ministrar aulas de Photoshop, eles comentam comigo que os alunos são ávidos pelas famosas receitas prontas, para criar aqueles efeitos pirotécnicos com o Photoshop. A quantidade e variedade são enormes, como seqüências de ações para criar efeitos de fogo, gelo, neve, chuva e outros. Alguns deles até perguntam como é possível chegar nesses efeitos? A resposta é simples, na base da tentativa e erro. Isso mesmo! Na maioria dos casos, esses efeitos são o resultado de horas de experimentação em frente ao computador.

Essa semana mais um desses efeitos me chamou a atenção, agora um muito útil já que ele pode ser usado para vários propósitos. Como por exemplo, o plano de fundo de uma apresentação ou vídeo produzido no after effects.

Esse efeito simula um efeito de Glow avançado, que resulta na imagem abaixo:

Tutorial Photoshop Glow

O tutorial está disponível nesse endereço, no total são aproximadamente 15 passos necessários para se conseguir esse efeito. Tudo envolve o uso correto de transparências e misturas de camadas. Veja uma pequena descrição dos principais passos:

  • O primeiro passo é criar um plano de fundo, com um gradiente alaranjado, que serve como base para o fundo.
  • Depois esse mesmo fundo deve ser duplicado, e nele aplicado uma mistura de camada do tipo Color Dodge.
  • Para compor o efeito é necessário um pouco de texturas. Então o tutorial orienta o usuário a criar uma imagem com o filtro de clouds. Configure as cores do efeito para que a texturas seja em escala de cinza. Depois precisamos transformar essa imagem com o filtro Chrome, assim a imagem lembrará algo parecido com um líquido.
  • O fundo da imagem está pronto, agora é necessário criar uma curva que será usada no efeito de glow. O desenho da curva é simples e não envolve nenhuma técnica especial.
  • Na camada da curva o tutorial orienta o artista a aplicar uma série de efeitos de mistura, como sombras, outer glow e color overlay. Esse conjunto de efeito dará o efeito final.

Além desses passos básicos, existem outros ajustes necessários até que se chegue ao resultado final. O importante é entender a seqüência, para quem sabe planejar algumas variações ou adaptações do efeito. Quem sabe algo parecido com o Gimp.

Se você quiser, existe um tutorial muito parecido com esse, voltado para o Gimp, nesse endereço.

Nov
29

O que você acharia em fazer o download do Maya 8.5 PLE, para testar a ferramenta? Seria ótimo, aproveitar uma ferramenta como o Maya de maneira gratuita. O único problema é que ele não vem com um manual de instruções muito claro. Por isso muita gente acaba desistindo de estudar a ferramenta. Mas com um tutorial disponibilizado pelo pessoal do CG Arena, as coisas tendem a ficar mais fáceis. Eles elaboraram um vídeo, explicando as nuances e detalhes da interface do Maya, assim como os principais comandos e controles, para começar a utilizar a ferramenta.

Tutorial Introdução ao Maya

Como o material está em inglês, resolvi fazer um pequeno guia, explicando a seqüência do tutorial:

  • Viewport: O primeiro aspecto que o autor do tutorial aborda é a viewport e como é possível navegar em 3d nela. A tecla mais importante para fazer essa navegação é o ALT. Pressionando o ALT e usando os botões do mouse, podemos controlar a posição da câmera. O botão esquerdo gira a câmera, o do meio move a câmera e o botão direito aciona o zoom. Tudo isso em conjunto com o ALT.
  • Dividindo a tela: Depois que os comandos da Viewport foram explicados, o tutorial mostra como dividir a interface em 4 vistas. Assim como redimensionar as divisões. Um atalho muito importante apresentado nessa parte é a maximização de uma Viewport, que pode ser acionada com a barra de espaço.
  • Ferramentas: O próximo passo é explicar como funcionam as principais ferramentas de transformação do Maya. O autor aborda o uso do Mover, Girar e Escalonar. Os atalhos para as ferramentas são as seguintes (A semântica poderia ser melhor…):
    • Q: Selecionar
    • W: Mover
    • E: Girar
    • R: Escalonar
  • Menus de propriedades: Assim que os objetos de teste são criados, o tutorial aborda uma área na direita. Essa área abriga os menus com as propriedades numéricas. Para acessar o editor de atributos, pressione a tecla CTRL+A, para expandir o menu.
  • Menu de contexto: Clicando com o botão direito do mouse, podemos acionar um menu muito poderoso do Maya, parecido com o Quad menu do 3ds Max. Com esse menu é possível acionar várias opções de edição para o objeto de maneira rápida. Outro atalho útil para acionar esse menu, pressione e segure a barra de espaço.
  • Módulos: O Maya é segmentado em módulos, que dividem o tipo de edição que podemos fazer com a ferramenta. Por exemplo, existem módulos próprios para realizar modelagem e animação. Assim que um módulo é escolhido, as opções na interface se alteram, para que os controles fiquem contextualizados com o módulo escolhido. Para alterar os módulos, existe um menu na parte superior esquerda.

Com isso você já pode ter uma boa idéia, sobre como funciona a interface do Maya e os seus principais atalhos de navegação. Agora é só fazer o download do Maya PLE e começar a testar. Se você quiser fazer o download do vídeo, será necessário realizar um cadastro nos fóruns da CG Arena.

Nov
28

Quando iniciamos um novo projeto que envolve a modelagem de personagens complexos, sempre precisamos passar por um período de experimentação, com a chamada arte conceitual. Nesse período são feitos vários estudos, com base em rascunhos e esboços dos personagens e cenários de uma animação ou imagem. Por exemplo, se precisarmos elaborar uma cena que apresente dois lutadores, um com uma arma de fogo e outro com uma katana. Temos ai vários problemas para resolver na arte conceitual dessa cena; como é a arma? Como é a katana? Como é o personagem? Como representar o personagem segurando a arma/espada?

Para responder a esse tipo de pergunta, precisávamos fazer pesquisas em livros de arte e até mesmo em histórias em quadrinhos para referência. Pois agora um novo repositório de fotografias foi lançado, voltado exclusivamente para artistas e ilustradores que trabalham com computação gráfica. Ele se chama Fantasy Stock Photo, e disponibiliza uma série de fotografias interessantes para usar como referência na modelagem de personagens. Claro que a variedade de personagens, armas e poses é enorme! Para quem trabalha com desenvolvimento de jogos esse web site é uma mina de ouro.

Referencia para modelagem 3D

Claro que nem todas as imagens são gratuitas, mas existem várias opções de fotografias que podem ser consultadas de maneira gratuita. A biblioteca de imagens está dividida em categorias:

  • Amostras gratuitas:
  • Poses de ação – Homens
  • Poses de ação – Mulheres
  • Cabeças – Homens
  • Cabeças – Mulheres
  • Animais e criaturas de fantasia
  • Armaduras medievais
  • Armas
  • Esqueletos e crânios
  • Arquitetura
  • Cenários e paisagens

A primeira categoria será visita obrigatória, para os artistas que quiserem verificar a qualidade do material. Pelo menos agora você já conhece uma ótima opção, que economiza muito tempo na pesquisa por materiais de referência. Para projetos com algum tipo de investimento, essa pode ser uma ótima opção.

Mesmo que você seja apenas um curioso, pode aproveitar muito a biblioteca de imagens disponibilizada no sistema. Espero que com o tempo eles usem a mesma estratégia com o iStockPhoto, disponibilizando toda semana uma imagem gratuita para download. Os estudantes e usuários com poucos recursos financeiros agradeceriam muito!

Nov
28

Você quer saber como fazer para usar o V-Ray em conjunto com o SketchUp? Para quem queria descobrir como realizar essa integração, agora existe um tutorial, que mostra em detalhes todo o processo de configuração necessário para fazer as duas ferramentas “se comunicarem”. O tutorial foi publicado no mesmo web site, que já havia mostrado como fazer a integração entre o V-Ray e o Maya.

Para acessar o tutorial, visite esse endereço. O processo é simples, antes de mais nada, recomendo que você faça uma visita ao web site da ASGVIS, para fazer o download do V-Ray. Existe uma versão lá, que funciona por 30 dias e pode ser copiada, mediante o preenchimento de um cadastro.

SketchUp e V-Ray

Depois que o V-Ray estiver instalado no SketchUp, podemos encontrar as suas opções no menu Plugins. O artigo mostra claramente as opções existentes lá, para configurar os materiais, opções gerais e acionar a renderização pelo V-Ray.

Assim que estiver tudo configurado, o tutorial passa a mostrar individualmente cada opção de configuração. O primeiro passo é ajustar os materiais, para fazer isso o procedimento é muito simples. Crie qualquer forma no SketchUp, depois de essa forma estiver criada, clique com o botão direito do mouse sobre o objeto. No menu de opções, teremos na parte inferior a opção de materiais do V-Ray.

Para exemplificar como usar os materiais do V-Ray no SketchUp, o tutorial mostra como configurar uma superfície simples. Para complicar um pouco, o autor sugere a utilização de reflexões para adicionar mais sofisticação ao material.

O próximo passo é adicionar um Emissive layer, que funciona como um emissor de energia luminosa. Assim podemos criar no próprio SketchUp, materiais e objetos que emitem energia luminosa. Não preciso dizer que para visualização arquitetônica, esse tipo de opção é muito importante e abre um leque de oportunidades para iluminar a cena.

Em relação às luzes, essa versão do V-Ray apresenta dois tipos de luzes que são a VRayRecLight e a VRay Omni-directional. Ambas as luzes são abordadas rapidamente no tutorial.

No final do artigo o autor ainda aborda rapidamente outros parâmetros do V-Ray, e como eles se comportam com o SketchUp. Para uma introdução, o tutorial se mostra muito instrutivo e dá o pontapé inicial no uso da ferramenta. Se você tem interesse em aprender a integração, recomendo a leitura.

Se você não conhece o SketchUp, recomendo fazer uma visita ao meu curso gratuito sobre o SketchUp, em que ensino os comandos básicos. A grande popularidade do SketchUp entre arquitetos e projetistas, reside na sua facilidade e rapidez com que constrói os seus modelos.

Nov
27

Quem trabalha com ilustração, provavelmente já deve ter trabalhado com o processo de vetorização. Para quem nunca trabalhou, mas gostaria de saber do que se trata, vou explicar rapidamente o processo. Não existe segredo, o que se faz na vetorização é pagar uma imagem em bitmap (raster) e converter essa imagem para o formato vetorial. Depois que a imagem está no formato vetorial, podemos alterar a sua escala, de qualquer maneira sem perda de qualidade.

Esse tipo de tarefa é comum em gráficas rápidas e escritórios que trabalham com ilustração, como agências de publicidade e escritórios de arquitetura.

Estou escrevendo esse artigo para falar sobre um sistema, que pretende facilitar o processo de vetorização, chamado de VectorMagic. Com ele, podemos automatizar o processo.

Isso não seria novidade, se o sistema não fosse online e gratuito!

já existem várias ferramentas que realizam esse processo, como o Corel Trace e o Adobe Live Trace, mas nenhum deles é oferecido de maneira gratuita e que eu conheçca, sem versão online.

VectorMagic

O sistema é um projeto da universidade de Standford, sendo de uso liberado para qualquer pessoa interessada. Como o sistema é um projeto universitário, tentei encontrar alguma documentação mais detalhada, explicando como funciona o sistema, quem sabe um artigo científico, mas não existe nenhuma documentação.

Depois de ler o FAQ, descobri que os desenvolvedores planejam escrever um artigo sobre a tecnologia, mas ele ainda está em processo de elaboração.

Esses são os tipos de arquivo de imagem suportados:

  • JPG
  • GIF
  • PNG
  • TIF
  • BMP

Os arquivos de imagem podem ser convertidos para os seguintes formatos vetoriais:

  • EPS
  • SVG
  • PNG

Existe alguma limitação ao sistema? Sim, ele não suporta gradientes, por isso a sua imagem ou fotografia que for enviada para o VectorMagic, apresentará apenas cores sólidas na sua versão vetorizada.
Se você precisa realizar vetorizações complexas, ainda fica difícil migrar completamente para o VectorMagic. Além da falta dos gradientes, recursos como o OCR estão ausentes no sistema. Quem sabe no futuro com os upgrades no sistema, os desenvolvedores acabam adicionando esse recurso, assim teremos uma opção de peso para concorrer com o Live Trace e Corel Trace. Por enquanto, podemos aproveitar a conversão de vetores rápida e eficiente, para trabalhar as ilustrações no Inkscape. Faça um teste, mande uma fotografia para o sistema e tente ajustar depois no Inkscape!

Nov
27

Caso você não lembre o pessoal do Mortage Studio, publica periodicamente tutoriais sobre modelagem com o Blender. Alguns desses tutoriais são completos e envolvem técnicas avançadas, para usuários mais experientes. Pois agora eles resolveram elaborar um vídeo tutorial, voltado a usuários menos experientes, com o intuito de mostrar o processo de modelagem por subdivisão, para criar um personagem. O vídeo tem no total 22 minutos e aborda todos os comandos básicos, necessários para elaborar esse tipo de modelo. Se você já sabe elaborar personagens, talvez aprenda só um novo fluxo de trabalho. Mas mesmo assim, vale o download para conhecer como eles fazem os modelos 3D.

Tutorial Blender - Personagens

Como vários tutoriais que abordam a modelagem por subdivisão, tudo começa com uma forma primitiva, nesse caso um cubo. Usando as técnicas próprias da modelagem por subdivisão:

  • Extrude: Acionado com a tecla E
  • Corte: Aqui é usado com freqüência o Face Loop Cut (CTRL+R)
  • Transformação: Teclas de atalho (G, R ou S) ou o Widget

O autor do tutorial trabalha no cubo, com sucessivos extrudes e ajustes na topologia até que o objeto ganhe a forma aproximada de um tórax. Como a modelagem por subdivisão, envolve a transformação e ajuste dos vértices, para deformar os objetos, observe atentamente as alterações realizadas no objeto. Assistir esse tipo de tutorial, só é produtivo se pudermos aprender e identificar as razões que levam o artista a fazer cada edição.

Um ponto complicado, que geralmente resulta em muitas dúvidas é a junção dos braços. O artista cria uma conexão interessante nos ombros, para poder fazer os modelos dos braços. A topologia do modelo já fica preparada para receber animações. Se você for seguir o tutorial depois, outro ponto importante para elaborar o modelo é a paciência. Isso mesmo! Muita gente acaba criando modelos com topologias pobres ou mal elaborados. Então vá com calma. Muito provavelmente o autor do tutorial elaborou esse modelo, várias vezes, até que o processo de modelagem fosse “automático”. Para ficar como ele, será necessário realizar o mesmo processo de repetição.

Ficou interessado? Para se precaver de possíveis problemas de tráfego com o download do arquivo, o autor disponibilizou o tutorial para download apenas por Torrent. Então é preciso usar um cliente da rede Torrent para o download. Visite esse endereço para acessar o link necessário para download.

Outro ponto importante, o arquivo está no container Matroska. Para reproduzir o tutorial é necessário possuir os softwares necessários para reproduzir esse tipo de arquivo. Caso você não tenha os arquivos necessários, pode fazer o download aqui.

Nov
26

Um novo episódio do melhor videocast sobre o Adobe Indesign está disponível para download. O The Indesigner, na sua edição de número 45, comemora 2 anos de aniversário falando sobre seis ferramentas do Indesign CS3 ao mesmo tempo. Geralmente os tutoriais são focados em apenas uma ferramenta, mas dessa vez o autor preferiu mostrar vários recursos em conjunto, para realizar uma tarefa mais complexa. Que tarefa foi essa? O tutorial aborda a criação de um catálogo de músicas com os nomes de várias bandas. A tarefa, a principio, não apresenta grandes desafios, mas com um pouco de criatividade o Michal Murphy conseguiu complicar o processo de criação.

Indesign CS3 GREP

No layout do catálogo, existem os nomes das bandas com as respectivas imagens dos álbuns. O que acontece é que ele pretende automatizar o processo de inclusão das capas. Assim o próprio Indesign CS3 cuidaria do trabalho, identificando o nome do álbum e associando a imagem correta, exatamente ao lado do nome. Mas como fazer isso? Quer descobrir? Assista ao tutorial em vídeo!

O procedimento envolve o uso de ferramentas como o Anchor Object, ligado a uma caixa de texto. Além da configuração das âncoras, o autor também usa estilos de objetos para configurar a moldura em que as capas devem aparecer. Se você não sabe usar esse recurso, essa é uma ótima oportunidade de aprender.

Agora o que é realmente interessante nesse tutorial, e que faz a diferença no Indesign CS3, é a opção de busca chamada GREP. Essa ferramenta de busca procura por padrões repetidos no layout do documento, para realizar alguma tarefa de edição. Com o GREP será possível distribuir as capas dos álbuns, no início de cada parágrafo.

O tutorial mostra como associar a busca com um estilo de parágrafo, para deixar a busca ainda mais fácil e precisa. A ferramenta usa até dados que estão na área de transferência!

Mesmo mostrando esse pequeno exemplo, o autor deixa claro que seria necessário muito mais tempo para demonstrar o real poder dessa nova ferramenta. Inclusive, ele cita como exemplo que em suas palestras sobre o Indesign, geralmente leva uma hora para explicar por completo a função do GREP.

Devo confessar que não esperava algo assim no tutorial, fiquei surpreso com o poder dessa ferramenta. Para quem passou um bom tempo usando o Indesign sem o GREP, essa nova ferramenta é uma benção! Não perca mais tempo e corra para assistir ao tutorial, que está no formato MP4.

Nov
26

Leitura recomendada

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