Archive for the ‘Computação Gráfica(CG)’ CategoryOffshoring e terceirização na computação gráfica?Posted on: 26, AugO que é Offshoring? Esse é um modelo de relacionamento entre empresas, em que parte da produção ou prestação de serviços é passada para outros países. O movimento de Offshoring é muito forte em vários segmentos da indústria e na prestação de serviços, em especial os que falam a língua inglesa. Mas, qual a relação disso com a computação gráfica? A relação é total! Nos países em que o mercado de computação gráfica é mais maduro, muitas empresas já terceirizam partes da produção de jogos e efeitos para localidades como a Índia e países asiáticos. Um ótimo exemplo, para o mercado de jogos é a Ubisoft, que tem centros de desenvolvimento de jogos e material gráfico 3d, totalmente aportados na Índia. A razão é o preço, muito inferior ao que se paga para profissionais em outros mercados. Mesmo com preço inferior, os trabalhos desenvolvidos por profissionais nesses países têm o mesmo nível de qualidade. A conta é bem simples, com mesmo nível de qualidade e menor custo? É certeza que as empresas devem contratar profissionais nesses países, para desenvolver e criar conteúdo. Agora, como isso pode influenciar o nosso trabalho, aqui no Brasil? O nosso mercado ainda está em desenvolvimento, mas muitas empresas já começam a trabalhar de maneira séria com computação gráfica e com a explosão da construção civil, o mercado de visualização de projetos está bem aquecido. De longe esse é o segmento que mais emprega na área de computação gráfica. O nosso mercado está protegido do Offshoring, mas acredito que isso é temporário apenas, um dia isso vai começar a acontecer. Essa proteção é pela falta de cultura no uso da internet por boa parte das empresas e a língua inglesa. Se falássemos inglês, essa proteção já teria se esvaído há muito tempo. Veja que falei sobre proteção e não blindagem! Quer ver um exemplo de uma empresa que oferece serviços para Offshoring na computação gráfica? Visite o web site dessa empresa, que oferece serviços para várias áreas. Não conheço e nem contratei nada dessa empresa, mas o portfólio de imagens é impressionante. Se o custo for realmente mais baixo, é uma concorrência a se temer. Repare que isso é um movimento natural do mercado e da economia como um todo. A maioria dos artistas envolvidos com computação gráfica só quer saber de tutoriais e dicas sobre produção. Sei que é difícil se atualizar em temas como economia, mas é preciso entender o funcionamento do mercado para não ser pego de surpresa. O que fazer para se proteger? Bem, depois de ler muito sobre o assunto, fiz uma lista de coisas que você pode fazer para tentar se proteger de uma possível onda de terceirização:
Todas essas alternativas envolvem investimento, principalmente no estudo da língua inglesa para facilitar a comunicação. Sempre digo aos meus alunos, que na área de informática o inglês é uma necessidade! Não só a habilidade de ler, mas de falar também. Se você quer mesmo trabalhar nessa área, precisa pensar nessas coisas. Adotar isso como profissão, significa dedicar grande parte do seu tempo ao longo de 10, 20 ou até 30 anos nessa área. Pensar no futuro da profissão é fundamental para evitar surpresas. Para quem quiser saber mais sobre isso, recomendo a leitura do livro O Mundo é Plano, do Thomas L. Friedman. Ele fala exatamente sobre essas novas relações de trabalho, que mudaram com a internet. Eu li o livro no começo do ano e posso recomendar. Às vezes também é bom dar um tempo nas interfaces e na modelagem 3d. Curso gratuito sobre técnicas de renderização avançada na SiggraphPosted on: 21, AugA Siggraph apresenta várias coisas legais, como vídeos de demonstração e tutoriais sobre novas ferramentas ainda em desenvolvimento. Mas, para quem está realmente interessado em aprender um pouco mais, a grande oportunidade são os cursos oferecidos em técnicas de animação e renderização avançadas. Depois que a feira vai acabando, todo o material desses cursos fica disponível na internet para consulta gratuita, portanto nós que não tivemos a oportunidade de visitar a feira ou os cursos, podemos consultar e estudar o material que os artistas da ILM, Dreamworks e outros grandes estúdios têm acesso. Um desses cursos é sobre técnicas de iluminação global com Irradiance Cache.
Qual o motivo de aprender isso? Quando você acessar o material do curso, que está disponível em vários arquivos PDF nesse link perceberá que tudo é relacionado à mecânica interna de funcionamento dos softwares de renderização. Sim, o curso fala sobre os algoritmos usados para fazer iluminação global. A justificativa para aprender como esse tipo de coisa funciona é simples, se você vai trabalhar com isso é importante conhecer o funcionamento interno dos softwares, ao menos os conceitos. Sei que existe um abismo enorme entre o perfil de um desenvolvedor de software e um artista, que está mais interessado no resultado final das imagens. Até já fiz uma pequena experiência nas minhas aulas, em que falava sobre técnicas de renderização. Antes de entrar direto no software abordado, comecei a falar sobre os tipos de algoritmo e técnicas usadas para gerar essas imagens, como o Irradiance Caching, Photon Mapping e Path Tracing. O resultado foi terrível! Tanto que nunca mais fiz isso, passo direto para a parte da interface dos softwares. Depois que você estuda mais esse tipo de ferramenta, percebe que essas técnicas existem desde 1988, sendo apresentadas na própria Siggraph. A maioria, ou pelos menos, grande parte das ferramentas de renderização hoje usam alguma derivação do Irradiance Caching para gerar iluminação global. O próprio YafRay, a versão antiga e não o YafaRay, usa o Irradiance Caching para gerar esse tipo de efeito. Pode parecer muita matemática, mas é importante para quem trabalha na área, ao menos um dia tomar ciência dessas técnicas. Isso complementa de maneira perfeita o conhecimento com Script, para quem sabe um dia você possa desenvolver suas próprias ferramentas e Scripts para necessidades especiais em projetos. Essa é a beleza dos softwares de código aberto como o Blender, YafRay e LuxRender. Assim que você estuda esses algoritmos, uma consulta ao código fonte dessas ferramentas permite encontrar um exemplo que funcione na prática! Como funcionam as câmeras virtuais em ferramentas 3d?Posted on: 18, AugO advento de ferramentas e renderizadores cada vez mais poderosos, muitos softwares oferecem opções para ajustar às câmeras virtuais com parâmetros parecidos ou idênticos as reais. Quem já trabalha com fotografia tem clara vantagem no entendimento desse tipo de configuração. Por exemplo, o Henrique Zorzan que anda meio sumido aqui do Blog é fotografo lá em Portugal, e usuário do Blender 3D, ele deve saber de cor o significado de configurações como ISO e Shutter speed da câmera. Muitas ferramentas como o V-Ray e Indigo oferecem a possibilidade de ajustar esses parâmetros para deixar a imagem gerada na ferramenta 3d ainda mais realista. Se você não conhece o significado e função desse tipo de opção para a câmera, encontrei algumas exemplos da câmera real (VRay Physical Camera) do V-Ray que explica em detalhes o significado de cada uma dessas configurações.
Agora, melhor que falar ou escrever é mostrar alguns exemplos. Esse é o ponto positivo do manual, mesmo que você não passe por nenhuma linha do texto, ele é ilustrado de maneira rica com imagens e renderizações com as mais diferentes configurações de câmera. O artigo mostra no total dez exemplos de configurações presentes em algumas câmeras virtuais:
Alguns desses parâmetros não estão disponíveis em todos os softwares, mas é importante conhecer todos eles, pois mais cedo ou mais tarde esses recursos acabam sendo adicionados. Isso só reforça o que digo sobre a integração entre a fotografia e o trabalho com computação gráfica 3d, nesse caso é necessário conhecer esses parâmetros para criar de maneira eficiente cenas realistas. Repare que a configuração correta do ISO assim como o Vignette associado à correção vertical da câmera pode fazer a diferença na criação de uma imagem realista. A correção vertical da câmera é muito importante para evitar o terrível efeito da perspectiva na imagem, quando o ângulo de visão da câmera está muito aberto. Essa ferramenta é fundamental para ambientes muito fechados, em que a manipulação do ângulo de abertura da câmera ajuda a visualizar o espaço como um todo. Tutoriais para a área biológica e médica com o Maya e Cinema 4DPosted on: 15, AugUma coisa que sempre menciono para meus alunos é que o mercado publicitário e de cinema não sãos os únicos e maiores consumidores de produtos, oriundos da animação e produção 3d. Dentre as áreas que demandam grande quantidade de material sobre visualização destaco a de saúde. Os pesquisadores dessa área, precisam constantemente demonstrar e explicar suas experiências e procedimentos. Ao invés de texto é muito melhor mostrar uma animação 3d, produzida especialmente para esse tipo de situação. O mercado para isso é enorme no exterior e um artista com bons conhecimentos na área, pode até trabalhar a distância para estúdios especializados. Quer ver alguns exemplos? Esse vídeo é de uma empresa especializada na demonstração de procedimentos médicos, e mostra o trabalho necessário para a implantação de um pino em um osso. Se você tem estomago fraco para essas coisas, NÃO ASSISTA! O material mescla animação 2d com 3d e faz uma ótima introdução ao procedimento. Isso fica fantástico na demonstração de um procedimento, em palestras ou até mesmo em uma aula de ortopedia. Agora outro vídeo, relacionado mais com processos celulares:
Nesse caso, o material é completamente ilustrado e animado em 3d, também por uma empresa especializada na visualização de procedimentos médicos. Já pensou se você tivesse acesso a esse tipo de material, quando teve aulas sobre genética? Agora vem a parte interessante, você quer aprender a fazer esse tipo de material? Pois, para os que estão interessados em aprender, encontrei um web site especializado no ensino desse tipo de animação e imagem, usando o Maya. Para visitar o Molecular Movies, visite esse endereço. Lá é possível encontrar tutoriais em vídeo na área de Lectures e documentos PDF com instruções sobre como criar visualizações de DNA, células e outros elementos em 3D. Além da parte de visualização, ainda existem tutoriais sobre scripts para automatizar alguns procedimentos. Já fiz o download de quase tudo e devo dizer que é simplesmente fantástico o nível do material! Depois de assistir a boa parte dos vídeos e consultar alguns dos PDF`s, vou tentar adaptar alguns dos conceitos para o Blender e usar isso nas minhas aulas também. Sei que muita gente só quer saber de modelar personagens, mas isso pode ser a porta de entrada para um mercado de trabalho em computação gráfica. Como estou querendo muito formular um projeto de pesquisa para o meu Mestrado, que ainda está só na vontade, esse pode ser um tema interessante. Um projeto de pesquisa que faça a união entre a visualização de procedimentos médicos, com uso de software livre (Blender 3D), em ambiente Linux. Acho que o tema é ao mesmo tempo interessante e difícil de realizar, ou seja, um potencial projeto científico. Autodesk Maya 2009 lançado na Siggraph 2008Posted on: 13, AugEssa é a semana da Siggraph, portanto espere por anúncios e promoções de web sites relacionados com computação gráfica, com produtos laçados diretamente do evento. A Autodesk está fazendo isso, ela aproveitou para anunciar o lançamento de várias ferramentas novas e também de uma atualização para o Maya. Segundo relatos da própria feira, o Maya 2009 foi demonstrado no stand da Autodesk. A lista de novidades é bem interessante, e pode ser conferida nesse link que leva a uma página da própria Autodesk, quem em breve deve atualizar as suas referências, para a versão 2009 do Maya. Aqui está a lista com algumas das novidades:
Dentre todos esses recursos, o que me deixa mais curioso é o novo paradigma na seleção de entidades em 3d, como promete o texto no web site. Pouca coisa foi liberada na web até agora, mas provavelmente aos poucos a Autodesk deve divulgar vídeos de demonstração. Acho que isso é uma maneira de prestigiar as pessoas que visitam a Siggraph nesse momento, e podem conferir conteúdos exclusivos. Bem, nesse sentido qualquer pessoa com uma câmera na mão pode burlar essa falta de informação. Um usuário que estava assistindo a apresentação sobre o novo sistema de camadas para animação, gravou a palestra e o vídeo, publicando o conteúdo no Youtube. O áudio está ruim, mas já ajuda os que ficaram de fora da feira.
Qual a função desse tipo de ferramenta? Ele funciona de maneira parecida com o Layers de ajustes do Photoshop, que permitem fazer alterações nas imagens sem danificar os pixels originais. Em animação o resultado é semelhante, mas aplicado na edição e ajuste de keyframes. Por exemplo, ao criar uma animação ou editar os dados oriundos da captura de movimento de um personagem, você pode manter os dados originais e aos poucos, adicionar camadas de animação, para fazer ajustes e modificar a dinâmica do movimento. Caso as alterações não fiquem de acordo com o que a animação demanda, o artista pode excluir a camada de animação e fazer o movimento retornar ao estado original. Poucos detalhes foram divulgados sobre a ferramenta, mas já é possível ter uma idéia da quantidade e qualidade das atualizações. Qual sistema operacional usar para computação gráfica?Posted on: 28, JulA pergunta formulada no título desse artigo é de difícil resposta e pode até mesmo em algumas situações gerar conflitos inflamados. A verdade é que tudo é questão de ponto de vista e objetivos profissionais. Muita gente trabalha bem com Windows, Mac Os ou Linux sem maiores problemas. Isso acaba sendo mais uma questão de preferência pessoal, relacionada com a sua experiência em ferramentas ou softwares necessários para algum desses sistemas. Por exemplo, uma pessoa que já trabalhe e tenha uma licença do V-Ray dificilmente irá migrar o seu parque de computadores para Linux ou Mac Os. Ele está errado? Claro que não, tudo é questão de costume ou necessidade. Se esse mesmo usuário que está acostumado com V-Ray aplicado no 3ds Max, achar que o uso desses softwares não compensa mais, então a migração para outro sistema é válida. Mas, imaginando que você queira migrar qual é a melhor opção? Não vou tentar responder essa pergunta, mas sim apontar um artigo interessante, escrito em Francês, sobre a escolha de sistemas operacionais para computação gráfica. Para os que não falam Francês, aqui existe uma tradução automática da página para o português.
No artigo, o autor fala sobre a experiência de um artista que precisa migrar do Windows para o Linux. No decorrer desse mesmo artigo, ele acaba fazendo uma análise rápida dos prós e contras de cada sistema, para a área de computação gráfica. Junto com a análise ele acaba listando algumas das principais ferramentas como o Blender 3D, Maya e outros. O artigo é interessante e útil para pessoas que estejam nessa encruzilhada, querendo migrar para outros sistemas que não sejam o Windows. Grande parte dessa iniciativa pela mudança é decorrência da fama negativa do Windows Vista. Por exemplo, você sabe o motivo pelo qual a Autodesk não lança o 3ds Max para outras plataformas? No artigo o autor comenta o motivo que faz com que essa ferramenta seja “exclusiva” do Windows e também os motivos que fazem outras empresas, que desenvolvem softwares comerciais, literalmente ignorarem sistemas com o Mac Os e Linux. Quer um conselho? Leia, mas tente tirar as suas próprias conclusões. Muito do que é falado é interpretação subjetiva. O que vai importar mesmo no final é se a sua renderização ou animação é de qualidade. Como renderizar materiais em wireframe no Houdini?Posted on: 24, JulA Sidefx disponibilizou mais um tutorial sobre Houdini no web deles, mas dessa vez não é nada relacionado com a impressionante gama de ferramentas para simulações físicas ou partículas do Houdini. O assunto do tutorial é algo muito simples, mas que ainda deixa alguns artistas em dúvida sobre como fazer; renderizar materiais mostrando ao mesmo tempo as superfícies e o wireframe. Por qual motivo alguém poderia querer fazer esse tipo de render? Existem vários motivos. Por exemplo, você pode querer usar esse tipo de render para exibir na sua Demo Reel, as suas habilidades como modelador. Mostrar apenas o modelo em shade é uma coisa, mas quando aparece uma topologia bem resolvida é outra coisa. O tutorial sobre o Houdini faz uso das ferramentas de composição do software e pode ajudar outros usuários de ferramentas 3d diferentes a reproduzir a técnica. O vídeo pode ser copiado desse endereço.
Dependendo do software, você pode ou não reproduzir a mesma técnica. Eu mesmo uso essa técnica nas minhas aulas de modelagem 3D. Todos os trabalhos que passo para os alunos, que envolvem a entrega do modelo, eu solicito que o mesmo seja entregue em vídeo, com uma câmera girando ao redor do modelo em shade e com o wireframe a mostra. Como eles fazem para resolver isso? Quando lancei a atividade isso serviu como um desafio, até pelo motivo do Blender 3D não dispor de um módulo próprio para isso na época. Mas dois alunos acabaram resolvendo isso com um truque muito simples! O truque funciona assim, você termina de fazer o seu modelo 3d de maneira normal, adiciona texturas e configura os materiais. Assim que o modelo estiver pronto, você deve fazer uma duplicata desse modelo 3d, exatamente no mesmo local do objeto original. Em uma das cópias, você deve aplicar uma escala bem pequena, apenas para que o modelo 3d fique um pouco maior que o original. No modelo que está um pouco maior, aplique um material com o modo Wire acionado. Na prática a renderização será realizada com dois modelos 3d, mas o efeito no render será o mesmo da imagem exibida no tutorial. Como praticamente todas as ferramentas 3d tem essa opção, fica fácil de reproduzir essa técnica. Nesse caso a solução mais simples resolve mesmo. Wiki sobre renderização e termos técnicos de computação gráficaPosted on: 22, JulUma coisa que é inerente a todos que estão começando a ter experiências com softwares e sistemas modelagem 3d, é a adaptação aos inúmeros termos técnicos existentes nessa área. Para dificultar um pouco mais esse processo, a maioria desses termos relacionados com a área gráfica são escritos em língua inglesa. Vejo essa dificuldade, sempre que inicio uma nova turma, com alunos muito interessados em aprender computação gráfica, mas sem conhecimento dos termos. Quando começo a falar em Ray Tracing, Shader, Topologia, Mesh, N-Gons e outros, o pessoal fica voando. Por isso é sempre bom, encontrar referências para estudo dessa área, como uma Wiki sobre termos técnicos de usados apenas na renderização, como essa. Como o próprio nome diz, essa é uma Wiki, em que usuários adicionam um pouco do conhecimento deles, explicando os mais variados assuntos.
Por exemplo, você sabe a definição de Antialiasing? Na Wiki existe uma página inteira apenas explicando o conceito do aliasing, e como ele se dá na finalização da imagem. Além da parte técnica, existe uma ótima lista com renderizadores externos, que podem ser utilizados por uma vasta gama de ferramentas 3d. A lista de renderizadores nem é apenas ilustrativa e não é a parte de maior destaque da Wiki. Na parte inferior do menu de navegação existe um tópico chamado “How Render Works?”, que em tradução direta seria algo assim “Como funciona o Render?”. Esses são alguns dos tópicos abordados e explicados na Wiki:
Interessante não é? A Wiki como um todo ainda não está finalizada, mas já conta com muita informação valiosa para quem está interessado em estudar em profundidade o funcionamento das ferramentas de computação gráfica. O material será de uso obrigatório nas minhas aulas, por ser difícil encontrar referências como essa, principalmente para quem está começando na área. Se você tem dificuldades com o inglês, recomendo usar o Google Translate para traduzir as páginas, mas use apenas para auxiliar o entendimento geral, pois a tradução não é perfeita. Como são os salários na área de computação gráfica e 3D?Posted on: 11, JulA grande maioria das pessoas começa a trabalhar com computação gráfica, olhando pelo lado romântico da coisa, procurando criar algo virtual e realista. Esse foi o meu caso e muito provavelmente é o seu, que está lendo esse artigo. Mas com o tempo e um pouco de habilidade, você começa a encarar o seu trabalho com computação gráfica 3d com fins comerciais. O quanto antes você se inserir na economia de mercado, mais rápido será o seu processo de profissionalização. Logo depois que você começa a trabalhar, aparece uma dúvida comum a todos que almejam um dia viver da sua produção com 3d, quanto ganha um profissional nessa área? Quando ganham os profissionais da indústria americana? E no Brasil? Essa é uma pergunta muito complicada de responder, pelo fato de não haver sindicalização ou associações de usuários no Brasil, os profissionais precisam negociar diretamente com as empresas os seus salários e fica a critério de cada uma avaliar a remuneração. Eu sei bem o que é isso, na época em que eu coordenava um curso técnico de computação gráfica, tinha que tirar as dúvidas de vários pais de alunos, sobre o quanto de ganha nessa área. E nos EUA? Bem, lá esse trabalho é um pouco mais organizado. Um colega me enviou um link interessante essa semana, com o resultado de uma pesquisa informal, realizada com profissionais da área de computação gráfica e efeitos especiais, perguntando a sua média salarial! Apesar do caráter informal, nem todos os profissionais precisam participar, os dados da pesquisa podem ajudar muito na hora de ter uma idéia do valor que gera esse trabalho. Para acessar os dados da pesquisa, visite esse link direto para o arquivo PDF.
Na lista você encontra as mais diversas atividades e cargos dentro da indústria de computação gráfica, desde as pessoas que escrevem scripts, modeladores, animadores, especialistas em personagens, diretores de arte, especialistas em cabelo e roupas digitais e muito mais! Os valores estão divididos em mínimos, médios e máximos para que seja possível ter uma idéia da variação dos cargos. Os pagamentos ali são baseados em semana, então os valores refletem os pagamentos semanais. O que podemos concluir com a pesquisa? Um dos cargos com menor salário é o de modelador 3d. Quase todos os profissionais envolvidos no processo de produção, ganham mais que um modelador. Outra coisa, os níveis de salário lá estão bem mais altos que os padrões brasileiros, mas acho que isso já era óbvio. Como atingir os cargos com salários mais altos? Estudem bastante! Os cargos de supervisão são os que pagam mais. Mas, para chegar lá você precisa de conhecimento técnico e muita experiência. Acho que essa receita para o sucesso “estudar muito” já era conhecida também, não é? Pintando texturas nos modelos 3d com o BodyPaint 3DPosted on: 9, JulTodos que trabalham com computação gráfica 3d sabem que a quantidade de softwares e ferramentas, que facilitam e proporcionam facilidades nessa área é muito grande. Uma dessas ferramentas, que proporciona facilidades e recursos que deixariam qualquer artista 3d “babando” é o BodyPaint 3D da Maxon. Essa empresa é mais conhecida por desenvolver o Cinema 4D, mas com o BodyPaint eles tem mercado em praticamente todas as produções e estúdios de animação e jogos. O que essa ferramenta faz? O BodyPaint, permite que você selecione um modelo 3d e possa pintar as texturas diretamente sobre o modelo. O processo é muito fácil! Veja esse vídeo de demonstração, que mostra alguns trabalhos em computação gráfica realizados com a ajuda do BodyPaint, depois passa a uma demonstração da ferramenta.
Como você pode perceber no vídeo, muitas produções de cinema e jogos usam o BodyPaint 3D para criar texturas. Agora a demonstração mesmo fica para o final do vídeo. Como você pode perceber, o autor do vídeo faz a integração entre ferramentas como o 3ds Max com o BodyPaint de maneira bem rápida. O que ele faz é o seguinte, você cria o modelo completo no software de sua preferência e depois exporta o mesmo para a ferramenta de pintura. Assim que você estiver no software, uma série de ferramentas para pintura e edição de imagens fica disponível, para que você pinte sobre o modelo 3d! Seria como usar o photoshop ou Gimp dentro da sua ferramenta 3d. No primeiro exemplo mostrado no vídeo, o autor demonstra a configuração e pintura das texturas sobre um personagem e depois no modelo de uma nave espacial. Claro que é necessário um mínimo de habilidade com pintura digital, para tirar proveito da ferramenta e conseguir elaborar texturas realistas. Quem deve usar essa ferramenta? Bem, fica a critério de cada um. Na verdade tudo depende do seu orçamento e disponibilidade de equipe. Projetos de jogos e filmes que dispõe de alguns milhões para efeitos e 3d, não se importam em comprar uma licença de software que custa aproximadamente 1000 dólares. Mas esse é um extra! Não há nada de errado em usar o bom e velho mapeamento UV. |
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