ArchiCAD 11: Tutoriais para download gratuito

A luta pelos usuários que precisam trabalhar com desenho técnico é árdua, mas infelizmente a grande maioria as empresas ainda acha que o AutoCAD é a solução definitiva para os seus problemas. Isso deixa de lado algumas das soluções mais especializadas do mercado. Quando alguém usa o AutoCAD, ele está com uma ferramenta “genérica” de desenho técnico que atende tanto a arquitetos, engenheiros, agrônomos, topógrafos e todos que precisam de desenho com precisão. Claro que existem soluções especializadas, como o AutoCAD Architectural Desktop, mas a maioria das pessoas ainda estuda e aprende o AutoCAD generalista mesmo.

Uma das melhores opções para quem precisa trabalhar com desenhos técnicos, voltados para arquitetura é o ArchiCAD. Para os estudantes de arquitetura ou afins, a Graphisoft é muito mais flexível que a Autodesk. Primeiro a autodesk não tem nenhuma política de incentivo para estudantes de arquitetura. Se você precisa usar o AutoCAD, mesmo sendo estudante, precisa adquirir uma licença. Já a Graphisoft, disponibiliza uma versão educacional que pode ser usada para fins não comerciais durante um ano! Depois desse ano, você ainda pode solicitar a renovação da licença para o período do seu curso. Isso inclui professores, situação na qual eu me encontro.

Já fiz download dessa versão educacional gratuita do ArchiCAD 11, o que falta agora é aprender a utilizar a ferramenta. Para isso a Graphisoft disponibiliza grande quantidade de tutoriais e material educacional para download, ensinando boa parte do uso dessa ferramenta. Tudo com download gratuito!

ArchiCAD 11

Os tutoriais estão divididos entre uma introdução breve, explicando o funcionamento do ArchiCAD 11. Depois vem a parte mais técnica, um tutorial interativo que explica todos os passos necessários para desenhar o projeto da casa Massaro, projeto do Frank Lloyd Wright. Esse vídeo em particular tem aproximadamente 500 MB, estando disponível em várias línguas. Infelizmente o português não está disponível, mas existem opções na maioria dos tutoriais em espanhol.

Para quem está interessado em fugir do AutoCAD, esses treinamentos e tutoriais sobre o ArchiCAD 11 são uma ótima opção. Os estudantes então podem começar a fazer os seus projetos acadêmicos, com uma ferramenta legalizada e que dispõe de opções e ferramentas especializadas para arquitetura. Mesmo que eu não estivesse utilizando o ArchiCAD, faria o download do material só pela curiosidade de saber como ele funciona. Sempre é possível aprender alguma coisa com esses tutoriais.

Se você ficou interessado, visite esse endereço para fazer o download dos tutoriais sobre ArchiCAD 11. Caso o download da versão educacional o interesse, visite esse endereço para fazer o cadastro e realizar o download.

Concurso internacional de visualização arquitetônica: Arquitetura asiática

Esse não é o primeiro concurso sobre modelagem e visualização para arquitetura que divulgo aqui, mas com certeza é um dos que apresenta o tema mais interessante. E além de interessante, trás uma combinação de fatores que deixam o processo ainda mais desafiador. Bem, o concurso foi lançado pelo TDT3D, com o tema de arquitetura Histórica e Medieval asiática. Confesso que fiquei um pouco surpreso com o tema, mas depois de refletir um pouco e imaginar o processo de criação desse tipo de cena, cheguei à conclusão que esse pode ser um dos temas mais difíceis que já encontrei em concursos.

Arquitetura asiática

Antes de qualquer coisa, devemos perceber a dificuldade técnica em elaborar esse tipo de modelo. As formas e características das edificações misturam curvas e planos nivelados. Aqueles telhados são belíssimos e ao mesmo tempo, trabalhosos de executar. As texturas então, se você for entrar em um concurso assim, será praticamente obrigatória a elaboração das texturas. Não acredito que alguma biblioteca de texturas tenha imagens, com temas da Ásia antiga.

Esse foi apenas um comentário sobre a dificuldade técnica em executar isso em 3d, mas agora vem a parte difícil em relação a pesquisa. Antes de começar a trabalhar, você precisa de material de referência. Quando falamos de modelos 3d para castelos medievais, podemos encontrar isso facilmente em jogos e ilustrações. Mas castelos e monumentos asiáticos, ai fica mais complicado, a quantidade de livros e ilustrações disponível não é tão grande.

Ou seja, esse é um dos concursos mais legais dos últimos tempos! Se você está procurando um desafio, que realmente teste as suas habilidades como artista 3d, se inscreva nesse concurso.

Agora vamos falar de coisas boas, como é a premiação e as condições para participar? Para participar é necessário se registrar no TDT3D, o que pode ser realizado de maneira gratuita aqui. Os participantes podem usar qualquer software para gerar as imagens, então o uso do Blender 3D está liberado. Se um artista usando Blender ganhar um prêmio, será que os patrocinadores (Newtek, Softimage, Maxxon e outros) ficariam chateados?

Os projetos enviados para o concurso podem concorrer em duas categorias:

  • 3d interativo
  • Imagens estáticas

Lembra que eu já havia dito aqui que a renderização em tempo real é o futuro do mercado 3d? Esse é um ótimo exemplo de como isso é verdade. Um concurso como esse, abriu uma categoria especial para receber projetos desse tipo. Se você não se ambientou no desenvolvimento de jogos, essa pode ser a deixa para começar a estudar.

Sobre os prêmios, os três primeiros colocados de cada categoria ganham prêmios, que consistem em licenças de softwares oferecidos pelos patrocinadores, assinaturas de revistas e outros. Para conferir a lista completa, assim como as regras e informações (em inglês e francês), visite esse endereço no TDT3D.

O prazo para participar e enviar trabalhos termina em 1 de Agosto, de 2008. Se você decidir participar, parabéns pela iniciativa e boa sorte!

QCAD para usuários do AutoCAD

Qual a maior barreira para fazer a migração entre duas ferramentas? Interface? Comandos? Na verdade o problema é cultural e de credibilidade. Ao começar a trabalhar em uma determinada ferramenta, nos acabamos nos acostumando com as suas ferramentas e soluções para os mais variados problemas, desde a parte de desenho até a entrega do projeto finalizado ao cliente. Quando mudamos de ferramenta, várias perguntas vêm na nossa cabeça; será que funciona da mesma maneira? Será que consigo fazer meus trabalhos? A qualidade será a mesma? Os prazos de entrega para meus projetos podem ser cumpridos?

Uma das migrações mais traumáticas que já presenciei foi de usuários do AutoCAD, eles estão tão acostumados com o sistema de funcionamento e trabalho do CAD, que qualquer ferramenta aparentando diferenças no funcionamento é rejeitada imediatamente. Pode até ser uma ferramenta otimizada para o desenho arquitetônico, como o ArchiCAD ou VectorWorks, os usuários acabam fugindo.

Os desenvolvedores de software sabem disso, para angariar mais usuários de AutoCAD eles produzem ferramentas parecidas, senão idênticas no que se refere à interface e ferramentas para facilitar a migração.

Hoje resolvi escrever mais um artigo sobre o QCAD, a ferramenta de CAD que utilizo desde que migrei do AutoCAD. Ele é extremamente leve e simples de usar, sendo totalmente projetado para funcionar quase como um clone do AutoCAD. Desde a interface até a famosa linha de comando na parte inferior, tudo remonta ao AutoCAD.

Para ajudar nessa tarefa, resolvi produzir um pequeno vídeo introdutório. Nele eu falo sobre algumas ferramentas do QCAD, assim como as suas semelhanças com o AutoCAD:

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Como você deve ter percebido, a interface e ferramentas do QCAD são muito parecidas com as do AutoCAD.

Agora vem a pergunta de “ouro”, ele é gratuito? A melhor reposta é; depende. Apesar de não ser totalmente de código aberto, o QCAD apresenta uma versão chamada de community edition, que é gratuita e pode ser usada sem restrições. A Ribbonsoft disponibiliza o código-fonte do QCAD Community Edition, para usar a ferramenta é necessário compilar o código. Mas essa versão apresenta menos ferramentas que a Professional, que é paga e pode também ser usada sem maiores restrições. Agora vem a surpresa, o custo da versão Professional é de 24 Euros. Para uma ferramenta de CAD estável e que pode ser executada em sistemas Linux, Windows ou Mac OS X, acho esse preço mais que razoável.

Como funciona a parte de plotagem? Quanto a isso você não precisa se preocupar em gerar arquivos compatíveis com a maioria das plotters, para isso é só gerar um arquivo PDF com alguma das várias impressoras de PDF gratuitas, disponíveis para download hoje.

Pronto, agora você já sabe mais sobre o QCAD. O AutoCAD não é a única e melhor solução de CAD existente hoje. Existe vida além das ferramentas da Autodesk, quando usamos o QCAD com o Blender 3D, temos uma combinação poderosa entre desenho técnico e ferramenta de visualização!

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SketchUp, Arranha-céus e maquetes eletrônicas

Qual o tipo de modelagem que você mais gosta de fazer? Caso você esteja começando a trabalhar com 3D, o passar do tempo e a experiência vão fazer você gostar de um tipo de modelo 3d em particular. Alguns deles são fáceis ou então acabam se tornando ótimas adições em um portfólio. Por exemplo, quando estou ministrando aulas de modelagem para arquitetura, com muita freqüência vejo os meus alunos investindo tempo na modelagem de casas. Esse é o pior tipo de modelagem para se começar a trabalhar com maquetes. Na verdade o melhor tipo de modelagem, para as pessoas que estão começando a trabalhar com 3d é a criação de arranha-céus! Não, eu não estou louco.

No que diz respeito a maquetes eletrônicas, podemos classificar os projetos em dois grandes grupos:

  • Projetos de pequena escala
  • Projetos de grande escala

Para definir de maneira mais clara o meu ponto de vista, podemos listar algumas características de uma maquete eletrônica de pequena escala:

  • O primeiro ponto determinante desse projeto é a posição da câmera no projeto, como a escala da edificação é pequena, a câmera precisa estar mais próxima.
  • Com a câmera mais próxima, para que o resultado seja mais real, os detalhes do projeto precisam estar muito bem representados.
  • As texturas devem apresentar nuances e detalhes que transmitam o nível de realismo das superfícies
  • Projetos de pequena escala apresentam pouco nível de repetição, então não podemos usar com freqüência modificadores como Array e Mirror para acelerar a modelagem 3D.

Consegui convencer você? Depois dessa pequena lista com aspectos negativos sobre a modelagem 3d para pequenos projetos, acho que ao menos devo ter estimulado uma pequena reflexão sobre o assunto.

Já a modelagem de projetos em grande escala, apresenta várias vantagens:

  • Como a escala do projeto é grande, a câmera precisa estar posicionada a uma boa distância da edificação. Isso elimina a necessidade de grande quantidade de detalhes no projeto.
  • Texturas e materiais podem ser mais simplificados.
  • Esse tipo de projeto geralmente apresenta muita repetição de padrões, o que permite o uso intensivo de modificadores como Mirror e Array para acelerar a modelagem.
  • Como a câmera está distante, geralmente precisamos trabalhar mais no entorno e cenário do projeto, mas isso pode ser resolvido com blocos.

Convenci agora? Um conselho que eu sempre passo para quem está começando nessa área: comece e trabalhar na modelagem de arranha-céus! Esse tipo de projeto é uma ótima adição a um portfólio, além de ser mais fácil de modelar, a magnitude do projeto acaba sendo positiva para o portfólio do artista. Para uma pessoa que não entende, a simples execução desse tipo de modelo é algo digno de glória.

Quer começar a trabalhar com esse tipo de modelagem 3d? Veja como é fácil fazer esse tipo de modelo no SketchUp:

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Percebeu como os padrões se repetem? Com a câmera afastada do modelo, a escala do edifício sugere uma maior complexidade de formas. Bem, está ai a dica! Espero que agora você possa direcionar os seus esforços para a criação desse tipo de modelo, caso queira construir um bom portfólio.[/fusion_builder_column][/fusion_builder_row][/fusion_builder_container]

Tutoriais de SketchUp e V-Ray

A facilidade de modelagem do SketchUp é um chamariz muito grande para a maioria dos arquitetos e estudantes de arquitetura, que precisam elaborar maquetes eletrônicas de projetos. Agora, quando a facilidade de uso do SketchUp é aliada ao poder de renderizadores como o V-Ray, esse poder é potencializado e ele se transforma em uma verdadeira ferramenta de visualização de projetos. Apesar de ser compatível com um grande número de renderizadores, a fama do V-Ray faz com que a maioria das pessoas ainda o procure como renderizador para os seus projetos.

A empresa que desenvolve e comercializa o V-Ray para o SketchUp, disponibiliza vários tutoriais que mostra como usar e configurar o renderizador. O material está em inglês, mas é uma ótima opção para quem não sabe nada sobre a integração dos dois.

V-Ray e SketchUp

Ainda fico intrigado sobre como as soluções aparentemente mais fáceis, podem às vezes confundir as pessoas. O SketchUp tem os seus méritos sim, mas o que faz uma pessoa abdicar do uso de uma ferramenta gratuita, para encarar o V-Ray que é pago, e muito bem pago por sinal. Fico me perguntando se as pessoas que me escrevem com dúvidas sobre como usar o V-Ray para o SketchUp, realmente possuem a licença de uso do mesmo?

Seria mais ou menos como adotar o Blender 3D, como ferramenta de modelagem e comprar o Mental Ray para renderizar. Não há nada de errado com isso, mas é estranho adotar uma ferramenta de modelagem gratuita (por ser gratuita) e usar um renderizador de 1000 dólares.

Bem, se é por falta de informação eu posso ajudar!

Além do V-Ray o SketchUp é compatível com dois ótimos renderizadores gratuitos, isso mesmo, gratuitos! Ele pode usar o Kerkythea e o Indigo. Ambos são baseados em física real, de maneira semelhante ao que faz o Maxwell render. Se você trabalha com visualização arquitetônica já deve ter ouvido falar sobre o Maxwell. Ele é uma poderosa ferramenta de visualização, que produz imagens hiper realistas.

Claro, eles não são simples de usar. Ambos exigem um pouco mais de trabalho para configurar, mas o trabalho compensa a economia com o renderizador.