Blocos com portas para jogos e arquitetura

Uma das partes mais impressionantes do Blender e que poucas pessoas conhecem é a sua game engine, que está totalmente integrada no software. Com essa game engine é possível criar jogos e animações interativas, sem a necessidade de recorrer a nenhum software externo. O processo completo de configuração e produção é feito no próprio Blender. Em jogos 3d e aplicações para arquitetura, é comum precisamos de componentes como portas para fazer a transição entre cenas. Quer fazer o download de blocos com portas prontas para a game engine do Blender?

Um artista chamado RedFrost compartilhou uma série de blocos com portas para jogos prontas para uso na game engine do Blender. A variedade de tipos existentes nesses blocos com portas é bem grande, e encontramos desde a famosa porta giratória até as mais simples de correr. A parte lógica que está pronta consiste no sensor que aciona a mesma, assim que o personagem ou câmera do jogo chega perto do objeto 3d. Os arquivos tem uma licença creative commons zero! Isso significa que você pode usar livremente o material.

blocos com portas

Esses blocos com portas são uma maneira excelente de acelerar a produção de qualquer projeto envolvendo arquitetura interativa, jogos ou qualquer tipo de projeto que precise simular a passagem entre ambientes. Como a lógica dos blocos com portas já está pronta, você pode tranquilamente fazer ajustes e modificações para condicionar o comportamento dos objetos ao seu projeto.

Um ponto que você deve observar em relação ao uso da game engine do Blender, é a sua limitação em termos de distribuição dos jogos em dispositivos móveis. A arte digital não tem problemas em termos de distribuição, mas a licença GPL restringe a distribuição nos formatos adotados em lojas como a Google Play ou AppStore. Nessas lojas o conteúdo é distribuído usando um formato fechado, o que não está de acordo com a GPL.

Usando os blocos com portas em jogos

Esses blocos com portas são otimizados para uso no ambiente de jogos do Blender. Mas, caso você ainda não tenha experiências com a criação de jogos 3d, o EAD – Allan Brito pode ajudar no uso e aproveitamento desses recursos. E não apenas no Blender, mas em diversas engines:

Blender 2.70 disponível para download

O instituto Blender já está promovendo o projeto Gooseberry em todos os seus canais e web sites, o que significa que teremos muitas novidades relacionadas com o desenvolvimento do Blender nos próximos meses. Essas novidades e alterações agora devem ser adicionadas nas nova família de versões do software! Sim, o Blender 2.70 acaba de ser lançado com muitas novidades relacionadas com ferramentas e também na interface para o usuário. Mas, antes que você se desespere em relação as alterações na interface, apenas algumas pequenas mudanças e ajustes foram adicionadas, nada próximo da proposta de reformulação completa que presenciamos alguns meses atrás.

Blender 2.70 Splash

O que tem de novidade nessa versão? Essa é uma pequena lista com as novidades, que podem ser conferidas com mais detalhes diretamente no release log do Blender 2.70:

  • Blender Cycles agora suporta renderização volumétrica: Agora é possível gerar imagens usando simulações de luz com aquele efeito suave de neblina.
  • Marcadores no tracking podem agora possuem atributo de peso: Na janela em que realizamos o tracking de movimento, é possível atribuir pesos para os marcadores.
  • Novas opções de modelagem e modificadores: Existe agora um modificador chamado Wireframe que como o nome mesmo já explica, transforma um modelo 3d em estruturas apenas com as arestas dos polígonos. Outras pequenas mudanças também foram adicionadas como o suporte ao uso de N-Gons pelo modificador boolean.
  • Game engine com suporte a LOD: Uma das técnicas que usamos para reduzir o consumo de recursos computacionais em jogos é o chamado Level of Detail. Agora é possível usar esse recurso na game engine do Blender.

Essas são apenas algumas das novidades dessa versão, que ganhou muitas pequenas melhorias e correções de problemas. Ao longo das próximas semanas devo produzir alguns vídeos e artigos específicos sobre cada uma dessas novidades, e também será possível encontrar alguns desses recursos nos cursos do EAD – Allan Brito.

Por enquanto, você já pode fazer o download da nova versão do Blender e já conferir o que será usado pelos artistas e estúdios participantes do projeto Gooseberry. O projeto já está na fase de crowdfunding e você pode ajudar de imediato assinando o serviço Blender Cloud. A maneira de ajudar no projeto mudou um pouco, mas ainda é com base na pré-venda do conteúdo. Mas, isso é assunto para outro artigo!

É possível comercializar jogos criados no Blender?

Uma dúvida que sempre recebo pelo formulário de contato do Blog está relacionada com o desenvolvimento de jogos usando o Blender. Existem muitas pessoas que gostariam de trabalhar com a criação de jogos usando o Blender, mas possuem uma dúvida fundamental: é possível vender jogos criados com o Blender? A resposta é muito simples! Claro que sim. A confusão entre a possibilidade ou não da comercialização de matéria produzido com o Blender aparece quando a produção de conteúdo com o software se mistura com o próprio Blender, distribuído sob a licença GPL. Como trabalho diariamente com o Blender, e recebo muito esse tipo de questionamento, acho válido abordar o assunto periodicamente.

No que se refere a produção de jogos, a dificuldade inicial na comercialização de jogos produzidos com o Blender está no fato dos arquivos fonte do jogo precisarem necessariamente acompanhar o binário gerado pelo Blender, para que o jogo em si possa ser executado. Esse binário nada mais é do que uma versão simplificada do Blender chamado de Standalone Player, e os arquivos fonte ficam mesclados com o binário. Como o binário do Blender é regido pela licença GPL, o conteúdo do seu jogo acaba sendo enquadrado na categoria de material derivado e também é regido pela GPL. Isso significa distribuir o material de forma aberta.

Existe até mesmo um excelente artigo na Wiki do Blender explicando o problema em detalhes com base em um artigo publicado pelo Dalai Felinto. Entre as opções apresentadas no artigo, e que considero a mais interessante é o uso de player diferentes do Standalone Player. A minha escolha é pelo BPPlayer, que além de permitir executar jogos criados no Blender, também permite criptografar o conteúdo dos arquivos fonte do jogo, impedindo o acesso a qualquer tipo de objeto ou texto dentro do seu jogo.

Só para responder a pergunta título desse artigo. Sim, é possível comercializar jogos produzidos com o Blender. O material produzido com o software pode ser livremente comercializado, assim como fazemos nos casos de imagens e animações renderizadas com o Blender. O único problema está no fato da distribuição dos jogos usando o Standalone Player pois isso exigiria que os arquivos fonte associados ao software fossem oferecidos de maneira aberta, para não entrar em conflito com a GPL. Mas, usando recursos como o BPPlayer é possível contornar esses problemas, e até mesmo criptografar o conteúdo dos jogos para impedir o acesso ao material.

Quer vender um jogo criado com o Blender? Vá em frente e comece seu projeto, pois é perfeitamente possível explorar a plataforma em jogos comerciais.

Aprendendo a criar jogos no Blender

E caso você tenha interesse em conhecer a plataforma de desenvolvimento de jogos do Blender, recomendo visitar o curso sobre produção de jogos com Blender do EAD – Allan Brito. No curso os participantes aprendem a usar a Game Engine para criar 3D interativo e também a usar recursos como animações dentro desse contexto.

Existe até uma aula no curso em que ensino a utilizar o BPPlayer para proteger o conteúdo desenvolvido para jogos usando o Blender. E para complementar o seu conhecimento com o Blender, existem também diversos outros cursos de Blender disponíveis no EAD – Allan Brito que ajudam no processo de criação dos jogos.

Add-on para animação em tempo real no Blender

A criação de animações em softwares 2d ou 3d é sempre um processo que exige muito dos artistas, seja no conhecimento técnico da ferramenta usada para produzir a animação ou então na sensibilidade e habilidade artística necessária para criar dinâmicas interessantes para a animação. O processo tradicional de animação é a chamada interpolação de movimento, que é a base de toda a animação gerada por meio de software. Mais tradicional ainda é o método de movimento chamado de “quadro-a-quadro” em que precisamos fazer todos os quadros da animação, sendo derivado dos sistemas “analógicos de animação”. Nos meios digitais é mais comum trabalhar com a interpolação. Existem outras maneiras? Claro que sim, e podemos usar métodos de animação procedural para gerar movimento, como é o caso das animações baseadas em física.

No Blender ainda é possível usar outro método para criar animações, graças a um Add-on muito interessante chamado de Real Time Animation. Antes que você continue lendo, é importante lembrar que esse Add-on em particular é diferente dos outros existentes para o Blender, pois ele é pago. Sim, para usar na sua totalidade esse Add-on é preciso adquirir o mesmo, mas o autor disponibiliza uma versão de testes gratuita.

Mas, o que faz o Real Time Animation? Muito simples, ele permite que você realize uma animação usando métodos semelhantes aos da Game Engine do Blender. Você pode criar e gravar keyframes com base no movimento dos objetos usando o teclado. Assim, o movimento pode ser criado de maneira “livre” usando o as setas. Esse tipo de animação permite aos artistas 3d trabalhar com métodos bem diferentes e interativos de animação, praticamente como se fôssemos jogar dentro de um ambiente de render em tempo real.

A versão de testes do Add-on funciona com os mesmos recursos da versão paga, mas depois de algumas interações alguns dos botões do Add-on ficam desabilitados, sendo necessário instalar novamente o Add-on. Será que vale a pena adquirir esse Add-on para o Blender? Dependendo da sua necessidade e habilidade em criar animações baseadas em keyframes, pode ser uma ótima solução para gerar movimento. O processo fica mais interativo e direto, dependendo menos do artista para posicionar keyframes.

Tutorial de modelagem e texturização de uma pedra realista no Blender 3D

Apesar de ser um tema relativamente simples, a modelagem e texturização de uma pedra realista pode ser um desafio e tanto, principalmente se você não tem muita intimidade com a manipulação e ajuste de texturas nos softwares 3d. Esse é o segredo para representar objetos dessa natureza em 3d, até pelo fato da sua topologia e morfologia serem bem simples, o resultado final acaba dependendo muito do manejo das texturas. No Blender 3D não é diferente e o artista precisa de muita habilidade e imagens de boa qualidade para conseguir representar as texturas de uma rocha, para ambientes de renderização em tempo real.

Se você nunca tentou criar algo semelhante no Blender 3D, o tutorial abaixo é uma excelente demonstração de como editar texturas no GIMP para melhorar a representação de objetos no Blender 3D. O vídeo é bem detalhado e longo, com aproximadamente 45 minutos de duração, perfazendo o processo completo.

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No vídeo podemos acompanhar o processo de modelagem para esse objeto que é bem simples, nada mais que um sólido geométrico que é deformado para parecer uma pedra. Assim que o modelo 3d está criado, o autor aplica um mapeamento de texturas UV para organizar o posicionamento da textura sobre o modelo 3d. O uso do GIMP no tutorial tem como objetivo fazer ajustes no tamanho e organização da imagem, para que a textura se alinhe da melhor forma possível com o modelo 3d.

Apenas a textura aplicada ao objeto não é suficiente para representar as deformações existentes na superfície de uma pedra. Esse tipo de deformação é simulada com a inclusão de um modificador do tipo Displace usando a textura.

Repare que logo depois de adicionar o modificador no objeto, a textura acaba gerando grandes deformações no modelo 3d resultando na criação de pontas. Sempre que for necessário deformar objetos 3d com base em texturas, principalmente quando a resolução dos modelos 3d demandar boa qualidade em visões próximas a câmera, a melhor opção é o Displace. Em outros softwares 3d essa opção está disponível também, mas não como um modificador, mas como mapeamento nos materiais.

O tutorial ajuda muito os artistas interessados em trabalhar com desenvolvimento de jogos ou animação interativa, usando a Game Engine do Blender e os recursos avançados de visualização.

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