Deadpool: Modelagem 3d e MOCAP do filme

Um dos grandes sucessos desse início de ano é o filme do Deadpool, e se você ainda não assistiu, recomendo que visite o cinema mais próximo enquanto ele ainda está em cartaz. Mas, caso você não conheça a história que levou esse projeto até as telas dos cinemas, recomendo parar um pouco e seguir lendo o artigo. Calma, o objetivo desse texto não é compartilhar detalhes da história ou enredo, apenas alguns detalhes relacionados com a pré-produção do projeto que foram divulgados recentemente. O estopim que deu início ao projeto foi um curta-metragem financiado pela equipe de produção. A pequena animação totalmente produzida em computador, serviu para medir o interesse do público no personagem e estilo da animação.

Com o filme já em cartaz, alguns detalhes sobre a produção do projeto estão começando a ser compartilhados com o público. Antes de mais nada, esse é o vídeo:

Vídeo

O material foi todo produzido em computação gráfica e o ator principal do filme fez a captura de movimento (Mocap) para o personagem. O estúdio responsável pela produção dessa animação foi o renomado Blur.

Deadpool

Um dos artistas (Alessandro Baldasseroni) que trabalhou na produção dessa animação sobre o Deadpool compartilhou alguns dos modelos 3d, que foram usados como base para a produção dessa animação. As imagens mostram um nível de qualidade e realismo no modelo, que são um conjunto de topologia 3d bem executada (sem triângulos) e materiais projetados para passar a perfeita impressão de tecido, textura e compostos que formam o uniforme do Deadpool.

Deadpool

Essa é apenas uma das imagens do conjunto de recursos que o artista compartilhou. Se você quiser conhecer mais sobre o processo de modelagem e criação do artista, recomendo visitar o seguinte endereço que possui o conjunto completo de imagens e estudos relacionados com modelagem 3d, render e a composição do Deadpool digital.

Com o tempo, mais imagens devem ser compartilhadas com o público. Assim teremos uma melhor idéia do que foi necessário para conseguir criar essa incrível animação que deu origem ao filme.

Começando a trabalhar com arte digital

Se você te interesse em começar a trabalhar com arte digital, recomendo conferir os cursos do EAD – Allan Brito para conhecer o potencial de ferramentas e softwares próprios para esse tipo de criação:

Making of das interfaces para o filme Oblivion

A quantidade de filmes e produções relacionadas com ficção-científica nos últimos tempos tem crescido de maneira vertiginosa, e muito disso se deve ao fato de hoje ser muito mais fácil criar efeitos especiais para essas produções. Sempre que um desses filmes está na fase de produção, é necessário mobilizar um pequeno exército de artistas e animadores para criar todos os elementos gráficos para as cenas, e também as interfaces para os dispositivos eletrônicos existentes nos seus respectivos universos. Essa é uma parte curiosa e que gera diversos vídeos e discussões interessantes sobre as decisões de design para cada um desses projetos. Encontrei essa semana mais um vídeo com making of das interfaces presentes no filme Oblivion.

O vídeo apresenta diversas interfaces e elementos existentes no painel de controle usado pela personagem Victoria, interpretada pela atriz Andrea Riseborough. Sem passar nenhum tipo de spoiler sobre a história para as pessoas que ainda não assistiram ao filme, a personagem opera ao longo do filme uma mesa sensível ao toque que controla vários aspectos da interação da sua personagem com o técnico de drones interpretado por Tom Cruise.

No making of podemos conferir vários aspectos desse painel e também da filmagem.

O material é uma grande montagem de pequenos trechos e animações produzidas de maneira independente e depois reunidas de forma a criar o painel de controle. O software 3d que é apresentado no vídeo é o Cinema 4D, que é muito famoso na área de produção de efeitos para comerciais e se integra de maneira esplendida com o After Effects. No After Effects CC existe até uma versão Lite do Cinema 4D acompanhando a instalação do software.

Isso não significa que apenas o Cinema 4D foi usado na produção do filme, mas que no painel de controle o software teve presença forte.

Já comentei aqui no blog em outro artigo alguns dos gráficos produzidos para o Oblivion, mas essa é a primeira vez que encontro um vídeo com making of apresentando até mesmo a interface do Cinema 4D com o material sem renderização, o que pode ser interessante para os interessados em motion graphics.

Motion graphics no filme Tron Legacy

A produção de um filme ou animação envolve diversos aspectos técnicos e artísticos que muitos de nós acaba deixando passar, pois não são óbvios do ponto de vista de quem não participa do processo criativo. Mas, em várias situações é preciso recorrer a artistas digitais para gerar interfaces de software, gráficos e efeitos futuristas, principalmente quando o tema do projeto é a ficção-científica. Esse é o caso de um filme muito interessante pela estética e efeitos que é o Tron: Legacy. Apesar desse filme não ter feito muito sucesso, eu particularmente gosto muito dele pelo visual e principalmente devido a excelente trilha sonora do Daft Punk.

Mas, o artigo de hoje não é para discutir os méritos cinematográficos ou musicais do filme, e sim sobre a parte de motion graphics! Um dos artistas responsáveis pela criação desses gráficos junto com o estúdio mn8 divulgou vários pequenos trechos de vídeos, que fizeram parte da produção do filme, e o cgrecord compilou a lista no seu web site. O link para assistir aos vídeos sobre o Tron: Legacy é esse! Ficou curioso para saber como são os vídeos? A seguir uma pequena mostra do material, mostrando a cena em que a dupla Daft Punk aparece no filme.

Existem vários pequenos vídeos como esse na coletânea, e mesmo você não sendo fã do filme, recomendo uma visita para conhecer esses pequenos trechos de vídeo que ajudaram na contextualização do mundo e cenários do filme. Essa é uma arte muitas vezes esquecida pelos animadores, mas que desempenha papel fundamental em contextos com o do filme e principalmente no mercado publicitário. O trabalho com motion graphics é uma arte a parte, tanto é que a maioria das grandes produções para o cinema, acaba contratando estúdios especializados apenas para criar vinhetas de abertura e encerramentos para seus filmes, apresentado gráficos mais elaborados.

Aqui no blog já comentei sobre outras produções para o cinema que também usaram de recursos com motion graphics avançados, como foi o caso dos vingadores. E como você pode perceber pelo exemplo desses vídeos de produção do Tron: Legacy o material foi todo produzido em softwares 3D.

tron-motion-graphics

Tutoriais e vídeos sobre captura de movimento para animação 3D

O uso de sistemas de captura de movimento para projetos de animação 3d é algo relativamente comum nos dias de hoje, pois a tecnologia é bem conhecida e existem diversos artistas e técnicos com conhecimentos na área que podem ajudar na produção. Mas, existe uma grande diferença da captura de movimento, chamada também de Mocap, realizada com limitações orçamentarias e outras que dispõe de estúdios e vasto material de referência para ajudar na contextualização dos cenários e ajudar os atores.

Caso você tenha interesse em captura de movimento para animação, encontrei uma playlist no Youtube que pode ser muito útil para as pessoas estudando o assunto. O material consiste em diversos vídeos das mais variadas produções para o cinema e jogos, mostrando como foi realizado o processo de captura de movimento em cada um dos projetos. As tecnologias usadas acabam variando um pouco, mas é possível perceber e entender bem o procedimento. Alguns dos vídeos contam também com entrevistas da equipe técnica e uma breve comparação entre o que foi capturado em estúdio, e o resultado final quando os dados são aplicados nos personagens 3d.

O vídeo abaixo é apenas um exemplo de making of sobre captura de movimento que está disponível na playlist.

Qual o total de vídeos na playlist? É uma boa quantidade de vídeos, mas se formos colocar o tempo total dos vídeos somados, passa de três horas de making of! Isso sim é referência sobre captura de movimento para animação.

Para quem quiser começar a trabalhar com esse tipo de recurso em ambientes de animação, recomendo procurar por arquivos no formato BVH, que foi desenvolvido pela Biovision. A vantagem desse formato é que os dados são formatados de maneira a conter sempre um esqueleto já em hierarquia e próprio para aplicação em personagens bípedes! O próprio Blender já possui um Add-on chamado de Mocap Tools que está preparado para trabalhar com esse tipo de arquivo. Outros softwares como o Motion Builder da Autodesk podem manipular arquivos no formato BVH e muitos outros, como é o caso do C3D. Tudo vai depender do seu ambiente de trabalho.

Videolog – Episódio 03 – Indie Game: The Movie

E como já havia prometido na semana passada, acabei de publicar mais um episódio do videolog! Depois de ficar quase 6 meses sem produzir absolutamente nada nesse sentido, consegui me organizar e com intervalo de apenas uma semana já estou com o terceiro episódio online! Você deve perceber também que ainda estou estudando o melhor formato para os vídeos, inclusive com as chamadas de texto e logos que aparecem quando faço alguma recomendação. No início a coisa é sempre um pouco mais complicada, mas com o tempo a tendência é que a dinâmica do vídeo fique melhor.

Qual o tema desse desse vídeo? Faço uma pequena análise sobre um documentário bem recente que ganhou prêmios em festivais de cinema, e que pode ser interessante dentro do contexto das produções independentes de conteúdo. O nome do documentário é Indie Game: The movie que aborda o cotidiano dos produtores de jogos independentes e os seus desafios. É quase um reality show voltado para a produção de jogos.

Já entrando um pouco no assunto do vídeo, o motivo que me fez recomendar esse filme para os que tem interesse de trabalhar na área de animação 3d, modelagem e computação gráfica em geral, é a semelhança das situações enfrentadas pelos produtores que fazem praticamente tudo sozinhos, desde a arte até a programação e as suas dificuldades no mercado de trabalho.

O filme ainda apresenta uma vantagem interessante para os que tiverem interesse em assistir ao material, pois o filme está disponível para compra na Steam por download digital, inclusive com legendas em português! Portanto, a desculpa de que o material está em inglês não funciona dessa vez.

Do ponto de vista do entretenimento, o filme não é empolgante ou conta com um roteiro envolvente. Não espere isso do filme, pois ele funciona mais como um material de motivação sobre como é a vida desses produtores de jogos independentes, e mostra um pouco dos desafios que são compartilhados com áreas correlatas da computação gráfica, animação e modelagem.

Assim como aconteceu em outras ocasiões, se você gostou o vídeo não deixe de avaliar o mesmo no Youtube com um “joinha” e também deixar os seus comentários. Agora, com licença que preciso pensar na pauta para o vídeo da próxima semana.