Novo modificador Skin para o Blender

O Blender está em constante desenvolvimento e sempre temos em vista novos recursos ou ferramentas que podem ajudar de maneira significativa o trabalho de animação ou modelagem. Entre as ferramentas que podem aparecer em futuras versões do Blender está um modificador que é bem familiar para usuários do 3ds Max. Esse modificador se chama Skin e assim como acontece no 3ds Max a sua função estará ligada a animação de personagens por deformação.

Na animação por deformação é preciso trabalhar com duas estruturas principais que são o objeto poligonal que será deformado, e outro objeto chamado de Armature. No Blender é esse o nome que os objetos formados por múltiplos bones (ossos) recebe. Os bones do armature precisam estar relacionados de alguma forma com os objetos poligonais para que os mesmos recebam deformações. Hoje isso é feito principalmente com o uso de hierarquias. Ao selecionar a estrutura poligonal e o armature e pressionando as teclar CTRL+P criamos uma hierarquia entre os dois objetos.

O modificador Skin do Blender tem uma função um pouco diferente da executada pelo 3ds Max, e deve ajudar mais em tarefas relacionadas ao Rigging. Com a proposta do modificador Skin do Blender, poderemos criar estruturas de bones (armatures) de maneira automatizada, usando a forma do modelo 3d como base e adicionando os bones no interior da sua estrutura. Isso não deve eliminar a edição posterior da estrutura como um todo, mas pode ajudar na configuração de rigs rápidos para animação.

O vídeo abaixo é uma amostra do que podemos esperar desse modificador Skin:

O autor desse projeto é Nicholas Bishop, a mesma pessoa que já trouxe inúmeras ferramentas e funcionalidades para o Blender, seja por intermédio do Google Summer of Code ou por iniciativa própria.

O modificador Skin ainda está em desenvolvimento e deve ser lançado apenas em versões posteriores ao Blender 2.63. Assim que ele estiver disponível como opção estável para skinning, aviso aqui no Blog. Para quem já quiser testar o recurso, esse endereço dispõe de versões experimentais do Blender com o modificador Skin para Windows e Linux para download gratuito.

Animação e Rigging no Blender

Se você quiser aprender a trabalhar com animação 3d no Blender, recomendo uma visita a página do curso sobre Animação 3D com Blender. Nesse curso você aprende a trabalhar com as principais ferramentas do Blender voltadas para animação em exercícios e exemplos práticos. E também o curso sobre Rigging de personagens com Blender, em que você aprende a configurar personagens completos para animação usando as estruturas de bones, constraints, drivers e as ferramentas usadas para trabalhar esse tipo de dinâmica no Blender.

Tutorial Blender: Usando o Add-on ghosting para animação

As ferramentas e processos que ajudam a editar e montar animações são as mais diversas, e dependendo do tipo de edição desejada precisamos partir para ajustes em curvas e mapas de posicionamento de keyframes. Entre essas ferramentas de edição para animação encontramos o processo chamado de ghosting, quem em alguns softwares de animação é conhecido como onion skin (Flash). O ghosting consiste na visualização simultânea das posições dos keyframes de uma animação com o objetivo de fazer ajustes na sua trajetória. O Blender disponibiliza uma ferramenta como o ghosting de maneira nativa, mas ela só funciona com bones em personagens. Se você quiser usar a técnica para visualizar o movimento de objetos de maneira geral, é preciso recorrer a Add-ons.

E um desses add-ons do Blender adiciona exatamente a possibilidade de trabalhar com ghosting para qualquer tipo de objeto em animação. Para mostrar o seu funcionamento, resolvi gravar um tutorial em vídeo demonstrando o ghosting. Antes de continuar, como você pode fazer o download desse Add-on? O download do ghosting pode ser realizado nesse endereço. A instalação é simples, e pode ser feita na própria janela dos Add-ons exibida no vídeo abaixo, basta pressionar o botão “Install Add-on” localizado na parte inferior, e indicar o arquivo do ghosting.

O processo de funcionamento do Add-on é simples, e depois que acionamos a ferramenta no painel de controle dos Add-ons o ghosting fica disponível na barra de ferramentas do Blender, e se selecionarmos um objeto que tenha animação e pressionarmos o botão Create/Update do ghosting, será criada a visualização dos frames de animação para o objeto selecionado.

Os ajustes no ghosting podem ser realizados com dois parâmetros que são:

  • Ghosting Step: Controla quantos frames devem ser exibidos antes e depois do frame atual da animação.
  • Ghosting frame step: Intervalo de exibição entre cada visualização dos frames de uma animação.

Esse tipo de ferramenta ajuda muito a editar e visualizar a trajetória das animações, e pode ser fundamental em alguns tipos de projetos. Portanto, se você gosta de criar animações com o Blender, recomendo o download e instalação do Add-on!

Só um detalhe, o addon ghosting ainda está em desenvolvimento e deve ser usado com cautela.

Curso de animação 3d com Blender

Ainda não sabe trabalhar com animação no Blender? Recomendo uma visita a página do curso de animação 3d com Blender, para conhecer mais sobre o curso e como você pode desenvolver mais as suas habilidades em animação com o Blender.

Sistema de Mocap para o Blender usando Kinect

A captura de movimento já foi uma grande para animadores 3D, quando a tecnologia ainda estava em desenvolvimento, pois prometia facilitar o trabalho de animação e passava a responsabilidade da performance para os atores, o que é perfeitamente natural, e deixava os animadores com a parte técnica do processo. Os animadores não gostaram de perder a liberdade criativa, e a captura de movimento acabou não oferecendo tantas facilidades técnicas como era previsto. E dependendo da técnica escolhida, podemos ter até mais trabalho para conseguir filtrar os dados gerados pela captura, e principalmente acabar extrapolando os custos destinados ao projeto. Mas, se existe um aspecto aspecto em que a captura é imbatível é na economia de tempo! Podemos fazer muito mais animação usando Mocap (sigla usada para identificar o processo de captura) do que usando animação tradicional, e esse é o motivo que leva inúmeros projetos a apostar na tecnologia.

Usando o Kinect com Blender para capturar movimentos em animação

E para a felicidade de quem gostaria de usar sistemas de Mocap em seus projetos, mas não dispõe de grande quantidade de recursos financeiros, existem inúmeras alternativas de baixo custo para realizar Mocap. Uma delas até usa a game engine do Blender junto com o Kinect do XBOX 360.

O vídeo abaixo mostra um exemplo da tecnologia de captura de movimento do XBOX, sendo usada com a game engine do Blender. Apesar do video não representar o processo de captura em si, apenas uma prova de que as duas tecnologias podem interagir, já é bem interessante pensar no que poderíamos fazer com esse tipo de recurso.

Basta imaginar a tecnologia sendo usada para capturar os movimentos corporais e transportar os movimentos já para a translação e rotação de bones, e aplicando Keyframes? A quantidade de ruído e pos-produção necessária para deixar os movimentos “usáveis” em animação pode ser desanimadora, mas seria muito legal poder passar os seus movimentos diretamente para os modelos 3D.

É complicado adotar a ferramenta como alternativa para produções mais sérias e que demandem qualidade na animação, mas é legal imaginar que no futuro esse tipo de tecnologia pode transformar de maneira significativa a maneira com que criamos animações. Os artistas envolvidos na criação desse tipo de material precisariam interagir muito mais com atores e pessoal de artes cênicas.

Rigging e animação usando CAT no 3ds Max

O 3ds Max oferece uma facilidade muito interessante para os artistas que procuram trabalhar com animação de personagens, que é o seu sistema automatizado de Rigging chamado de CAT. Esse é um sistema que foi adquirido pela Autodesk na época em que a empresa comprou a Softimage, e o incorporou ao 3ds Max para substituir o antigo Character Studio. O sistema ajuda muito na criação de animações devido a sua boa base de modelos de rigs prontos para uso, principalmente se você tiver que criar personagens que não sejam bípedes.

O foco do antigo Character Studio em personagens bípedes era criticada por artistas que trabalhavam em projetos que exigiam animar animais ou criaturas com anatomia diferente.

Aprenda o básico sobre Rigging com CAT no 3ds Max

Se você é usuário do 3ds Max 2012 e gostaria de aprender a usar o CAT para animação 3d, o vídeo abaixo mostra o básico sobre como começar a usar o CAT para configurar um Rig para animação.

No tutorial que mostra como criar e começar a configurar um template de personagem bípede. Assim como acontecia com o antigo Character Studio, o primeiro passo para começar a configurar a estrutura do personagem é ajustar a escada dos objetos para que fiquem de acordo com a morfologia do personagem. Uma dica interessante do vídeo, é o botão que consegue espelhar as transformações de escala aplicadas aos “ossos” do CAT para que o personagem fique perfeitamente simétrico.

O próximo passo no processo de configuração do personagem é usar o modificador Skin, que é usado para fazer a ligação entre os objetos do CAT e a malha poligonal do personagem. Esse modificador deve ser configurado para usar os objetos do CAT, e então ao mover um desses objetos a malha do personagem é deformada.

Com tudo configurado, podemos abrir o painel Motion e ao selecionar um dos objetos do CAT teremos acesso aos ajustes e configurações de animação. Nesse painel existe um recurso chamado de CAT Motion Layer. E com esse painel podemos adicionar templates de animação prontos, assim como o autor do vídeo faz no seu tutorial. O resultado final não é perfeito, o movimento do personagem ainda fica estranho. Mas, considerando que tudo foi feito em aproximadamente cinco minutos, podemos dizer que boa parte do processo de criação foi criada, e ficamos apenas dependendo dos ajustes finais no movimento.

Curso de animação baseada em física: Aula 02 disponível

O curso de Animação baseada em Física com Blender acabou de receber uma atualização com a sua segunda aula publicada. Esse curso é um pouco diferente dos outros disponíveis no EAD – Allan Brito, pois é o único em que são usados elementos da Game Engine do Blender, para conseguir aplicar alguns conceitos e ferramentas de animação baseada em física. As duas primeiras aulas são destinadas a aplicação das simulações do tipo Rigid Body. Quando um determinado objeto faz parte desse tipo de simulação, os mesmos são suscetíveis a gravidade e colisões entre objetos.

Como resultado temos um movimento realista e a possibilidade de criar animações baseadas em gravidade de maneira bem rápida. E o melhor de tudo é que podemos gravar keyframes nesse tipo de animação, para conseguir renderizar os projetos usando qualquer renderizador, até mesmo o Blender Cycles.

A aula 02 mostra o funcionamento do constraint do tipo Rigid Body Joint, e a sua utilidade dentro de animações usando Rigid Body.

O vídeo abaixo mostra um pouco do que é abordado nessa aula, e a utilidade do Rigid Body Joint.

Como é possível perceber pelos vídeos, o Rigid Body Joint permite deixar partes de um objeto em simulações de Rigid Body totalmente fixa. Isso permite trabalhar com vários tipos de animações interessantes como portas, roldanas, gangorras e diversos tipos de elementos.

Um dos vídeos mostra como criar um dos exemplos mais interessantes em termos de animação baseada em física, que é a construção de uma parede de tijolos usando diversos cubos, que são destruídas usando uma esfera arremessada apenas usando mecanismos de gravidade. Ao longo do curso são apresentados os recursos e ferramentas necessárias para expandir esse tipo de animação, dando subsídios para que sejam criadas até mesmo máquinas de Rube Goldberg.

Esse é um tipo de máquina que foi elaborada pelo mestre da animação Rube Goldberg, sendo presença comum em desenhos mais antigos como Tom e Jerry. Você deve lembrar daquelas máquinas baseadas em gravidade e que eram extremamente complexas, mas que tinham objetivos simples como apanhar o Jerry.

Como o funcionamento da máquina é baseado em gravidade, a criação e configuração desse tipo de estrutura se encaixa perfeitamente em animações baseadas em física.

Para saber mais sobre o curso de animação baseada em física e realizar a sua inscrição, visite a página do curso.