Dicas de modelagem usando escala no SketchUp

O SketchUp é uma das ferramentas que oferece as opções mais amigáveis para artistas que procuram maneiras simples de gerar objetos em 3d. A sua estrutura e metodologia baseada na construção geométrica de elementos permite que até mesmo crianças usem o software para aprender a trabalhar com geometria e matemática como é comumente divulgado pelo Google e futuramente também pela Trimble. Mas, apesar da sua facilidade de uso o SketchUp ainda guarda pequenas surpresas para as pessoas com paciência e curiosidade em explorar todo o potencial do software. Estava lendo um artigo sobre modelagem com SketchUp na semana passada, e achei o texto muito interessante, pois no texto o autor fala exatamente sobre uma das opções que percebo ser a mais desafiadora para usuários menos experientes que é a escala.

Você sabe usar bem a ferramenta de escala do SketchUp?

Nesse artigo o autor Matt Donley passa 8 dicas valiosas sobre como a escala pode ajudar na modelagem com o SketchUp. O mesmo artigo gerou um vídeo que está em inglês. Para as pessoas que têm dificuldade com o idioma, tomei a liberdade de traduzir os principais pontos relacionados as dicas sobre escala com SketchUp.

  • Dica 1 – Pressione o CTRL para escalonar do centro – Essa dica é se explica sozinha, pois ao pressionar a tecla CTRL no SketchUp enquanto fazemos a escala, o software usa como ponto pivô o centro do objeto.
  • Dica 2 – Desenhe círculos pelo diâmetro – Aqui temos uma dica relacionada em parte com a dica 1. No caso, o autor recomenda que sempre devemos desenhar círculos pelo diâmetro, e depois aplicar uma escala usando o valor 0.5. E ao pressionar o CTRL o círculo permanece com o mesmo centro. Mas, se você já souber o raio do círculo, o que não é muito complicado de descobrir, pode desenhar direto sem a escala!
  • Dica 3 – Use guias para escalonar em dimensões exatas – O SketchUp permite que o usuário aplique fatores de escala em objetos, mas esses fatores são porcentagens. Por exemplo, ao escalonar qualquer coisa com o valor 1.2 significa dizer que o objeto será aumentado em 20%. Com o uso de guias, podemos escalonar objetos para dimensões exatas e não depender apenas de porcentagens.
  • Dica 4 – Aplique a escala em faces – Com a ferramenta de escala do SketchUp é possível redimensionar apenas uma face individualmente. O software irá então ajustar todas as faces conectadas.
  • Dica 5 – Aplique a escala em objetos selecionados – A escala no SketchUp pode ser aplicada em qualquer objeto que esteja selecionado sejam faces, linhas ou mesmo grupos e componentes.
  • Dica 6 – Escala em grupos e componentes – O uso da escala em grupos e componentes afeta todos os elementos dentro dessas entidades do SketchUp, inclusive materiais e texturas.
  • Dica 7 – Escalonar instâncias de componentes – Ao modificar o tamanho de uma instância de componentes no SketchUp, o efeito não se replica as outras cópias dos componentes.
  • Dica 8 – Observe a alça de manipulação – Algumas aplicações da escala fazem com que as alças de manipulação fiquem ocultas atrás de objetos ou faces. Mesmo estando ocultas, podemos selecionar essas alças e ainda assim redimensionar nossos objetos e entidades.

Quer aprender mais sobre o SketchUp?

Caso você queira aprender mais sobre o SketchUp, recomendo uma visita ao EAD – Allan Brito para conhecer os cursos específicos sobre SketchUp online que ajudam a entender melhor o funcionamento do software. Além de um curso básico totalmente gratuito, você encontra os seguintes cursos:

Blender 2.67 disponível para download

O Blender acabou de receber mais uma atualização em termos de ferramentas e estabilidade de uso com a versão 2.67 que está disponível para download imediato para todos os usuários. Essa é mais uma versão que agrega conteúdos, mesmo que dessa vez a sensação é que a lista de novidades é um pouco menor, mas ainda assim avança em relação a proposta iniciada na família 2.6! Para quem não está acompanhando a evolução do Blender, as versões 2.6 tem como grande destaque os avanços em termos de renderização com o Cycles e também a parte de composição com tracking de vídeo. Sem falar claro dos avanços nas ferramentas de modelagem com o B-Mesh.

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E quais são os destaques do Blender 2.67? É inegável e perceptível que a principal adição a versão 2.67 é a integração com o Freestyle, que estou acompanhando já faz alguns anos! Ainda lembro quando a primeira proposta de integração foi realizada como parte do Google Summer of Code, já faz aproximadamente uns 2 anos.

Ma, o que é o Freestyle? É um renderizador de código aberto especializado em gerar imagens do tipo NPR que são exatamente o oposto do realismo do Cycles. Com o Freestyle você será capaz de gerar imagens estilizadas e de rápida renderização, que são perfeitas para animação.

Já partindo para o lado do realismo com o Cycles, um dos destaques em termos de renderização nessa versão foi a adição do suporto ao Sub Surface Scattering para gerar imagens com muito mais realismo e níveis diferentes de transparência. Outro recurso que está em sintonia com uma demanda do mercado é o Add-on para trabalhar com impressoras 3D! Se você estiver interessado em criar modelos 3d para imprimir em 3d, o Blender pode ajudar na tarefa!

A lista completa de recursos do Blender 2.67 pode ser conferida no release log, e vai muito mais além da minha pequena e humilde compilação. Como de costume, ao longo das próximas semanas devo publicar no meu canal no Youtube alguns tutoriais mostrando o funcionamento dos principais recursos.

Quer aprender mais sobre o Blender?

E caso você queira aprender mais sobre o funcionamento do Blender, recomendo uma visita aos cursos do EAD – Allan Brito que já trabalham com as ferramentas do Blender existentes, e ao longo dos próximos meses devem receber também novas aulas abordado esses recursos adicionados na versão 2.67. A lista de cursos disponíveis e separados por área é:

Motion graphics e interfaces para o filme Oblivion

No início dessa semana publiquei aqui no blog um artigo sobre o making of dos gráficos e interfaces para o filme Tron Legacy, que foram produzidos pelo estúdio MN8. O assunto é muito interessante e nos últimos meses tenho encontrado cada vez mais material sobre o tema, e hoje compartilho novamente outro exemplo de motion graphics e interfaces para filmes, e agora para uma produção um pouco mais recente. Estou me referindo ao filme Oblivion, que ainda está sendo exibido em alguns cinemas e sendo o mesmo uma ficção-científica foi necessário criar toda uma interface e layouts de dados para ilustrar a interação dos personagens com os computadores da época.

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Um fato curioso em relação a esses gráficos é que o designer principal responsável por Oblivion é o mesmo que trabalhou em Tron Legacy, chamado Bradley Munkowitz. Qual o software usado para criar esses gráficos? A equipe de produção trabalhou basicamente com o Cinema 4D para a criação das interfaces e animações para o projeto. Aqui está um pequeno vídeo que agrega a maioria das interfaces apresentadas ao longo do filme:

O material é muito interessante para estudantes e profissionais interessados em trabalhar com esse tipo de produção, pois funciona como uma excelente referência e fonte de inspiração para criações semelhantes. O trabalho de seleção e exibição das interfaces já está feito funciona bem como fonte de informação.

Apesar do projeto ter sido desenvolvido no Cinema 4D, que por sinal é excelente para esse tipo de produção, é perfeitamente possível criar elementos semelhantes em outros softwares 3d, pois os gráficos para motion graphics como os apresentados nas interfaces do filme possuem grande enfoque na animação, e não em aspectos técnicos exclusivos de um determinado software. O que quero dizer com isso é que você pode criar elementos semelhantes usando praticamente qualquer software 3d.

Para saber mais sobre esse projeto em particular, e inclusive ler algumas descrições do que faz cada tela apresentada no vídeo, recomendo uma visita até o website do designer do filme para conferir mais explicações sobre o projeto. E se você se interessar em assistir o filme, ainda é possível encontrar o Oblivion em cartaz em alguns cinemas.

Curso sobre composição e efeitos com Blender: Aula 05 disponível

O curso sobre composição e efeitos com o Blender do EAD – Allan Brito recebeu mais uma atualização hoje, estando agora com a sua quinta aula publicada, faltando apenas mais duas para que o curso como um todo esteja completo. Na quinta aula mostro como funciona o processo de tracking baseado múltiplos pontos com o objetivo de substituir a imagem da tela de um notebook que foi gravado totalmente desligado. O material dessa aula é emprestado do DVD Track, Match, Blend! que possuo e como está licenciado em creative commons pode ser usado para esse propósito sem nenhum problema.

O exercício apresentado na aula mostra uma técnica muito comum na pós-produção de animações e filmes que é a substituição ou adição de elementos no vídeo. Nesse caso, o vídeo poderia ser gravado realmente sem nada no monitor e a interface adicionada posteriormente. Isso pode ser usado em várias outras situações como no caso da substituição de placas, anúncios ou qualquer coisa que seja definida por um plano dentro do vídeo.

A imagem a seguir é uma amostra do resultado final do exercício realizado na aula já com a composição.

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Ao longo da aula os participantes do curso aprendem:

  • Tracking de pontos em vídeo
  • Reconstrução da cena em 3d
  • Deformação de vértices com base em Hooks
  • Configuração de materiais com vídeo
  • Mapas UV
  • Composição de elementos 3d com vídeo

Todos esses temas são necessários para que possamos ter como resultado o vídeo composto com o plano em 3d. O princípio usado nessa aula pode ser expandido para outros contextos, e usado para substituir elementos em vídeo com a câmera em movimento, o que é realmente o grande trunfo do tracking em vídeo.

Quer participar do curso? Para se inscrever e conhecer mais sobre o curso basta visitar a página do curso sobre composição e efeitos com Blender, e usar o botão de inscrição disponível na página. Após a inscrição você terá acesso a área do curso com tempo mínimo garantido de 180 dias para assistir as aulas quantas vezes quiser. Mas, assim como já comentei com várias pessoas que me questionam sobre o tempo de acesso, esse é o tempo mínimo! Se você permanecer acessando o material com regularidade, para não ter o usuário marcado como inativo, o tempo de acesso será muito maior!

Motion graphics no filme Tron Legacy

A produção de um filme ou animação envolve diversos aspectos técnicos e artísticos que muitos de nós acaba deixando passar, pois não são óbvios do ponto de vista de quem não participa do processo criativo. Mas, em várias situações é preciso recorrer a artistas digitais para gerar interfaces de software, gráficos e efeitos futuristas, principalmente quando o tema do projeto é a ficção-científica. Esse é o caso de um filme muito interessante pela estética e efeitos que é o Tron: Legacy. Apesar desse filme não ter feito muito sucesso, eu particularmente gosto muito dele pelo visual e principalmente devido a excelente trilha sonora do Daft Punk.

Mas, o artigo de hoje não é para discutir os méritos cinematográficos ou musicais do filme, e sim sobre a parte de motion graphics! Um dos artistas responsáveis pela criação desses gráficos junto com o estúdio mn8 divulgou vários pequenos trechos de vídeos, que fizeram parte da produção do filme, e o cgrecord compilou a lista no seu web site. O link para assistir aos vídeos sobre o Tron: Legacy é esse! Ficou curioso para saber como são os vídeos? A seguir uma pequena mostra do material, mostrando a cena em que a dupla Daft Punk aparece no filme.

Existem vários pequenos vídeos como esse na coletânea, e mesmo você não sendo fã do filme, recomendo uma visita para conhecer esses pequenos trechos de vídeo que ajudaram na contextualização do mundo e cenários do filme. Essa é uma arte muitas vezes esquecida pelos animadores, mas que desempenha papel fundamental em contextos com o do filme e principalmente no mercado publicitário. O trabalho com motion graphics é uma arte a parte, tanto é que a maioria das grandes produções para o cinema, acaba contratando estúdios especializados apenas para criar vinhetas de abertura e encerramentos para seus filmes, apresentado gráficos mais elaborados.

Aqui no blog já comentei sobre outras produções para o cinema que também usaram de recursos com motion graphics avançados, como foi o caso dos vingadores. E como você pode perceber pelo exemplo desses vídeos de produção do Tron: Legacy o material foi todo produzido em softwares 3D.

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