Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for the ‘Blender 3D’ Category


A criação de grandes superfícies de grama é interessante para a composição de cenários em computação gráfica, seja com o propósito de montar paisagens para animações ou mesmo com o objetivo de ajudar na visualização para arquitetura. A maneira mais simples de representar grama é com o uso de texturas, que dependendo de uma série de fatores como o ângulo da câmera e a distância do observador para a vegetação, pode ser mais do que suficiente para gerar o efeito da grama. Mas, quando o projeto exige resultados mais realistas é preciso investir em outras técnicas para reproduzir a vegetação.

Como criar grama no Blender para render com Cycles?

Entre as opções para gerar grama realista encontramos o uso de partículas que distribuem sobre uma determinada superfície pequenos polígonos, representando muito bem as folhas da grama. Quer aprender o procedimento necessário para gerar grama com partículas no Blender e renderizar o resultado no Cycles? O tutorial abaixo foi produzido por um artista chamado Igor Djordjevic e mostra muito bem como utilizar o sistema de partículas do Blender para gerar partículas.

O tutorial é interessante por mostrar o funcionamento das partículas, e como podemos utilizar texturas para ajudar na representação da grama, e faz com que o processo resulte em grama de excelente qualidade. Como a grama é baseada em polígonos, podemos até mesmo posicionar objetos na superfície de grama para que os pequenos filamentos representando as folhas se integrem com a base do objeto.

Esse vídeo deve ajudar a todos os usuários e artistas usando o Blender que ainda não tentaram reproduzir nada parecido. Apesar do nível de realismo da superfície de grama, é importante avaliar a carga da cena no seu computador, que mesmo usando partículas pode inviabilizar a solução.

Para quem quiser um treinamento mais focado no Blender Cycles, recomendo uma visita a página do curso produzi para ensinar a usar o novo renderizador do Blender. O curso se chama Blender Cycles: Renderização Avançada e mostra em 07 aulas como funciona o novo renderizador do Blender. E você também pode aproveitar o uso de grama no Blender para aplicar na visualização para arquitetura com o próprio Blender.

Jan
3

Um dos motores que impulsionam o desenvolvimento do Blender como ferramenta 3d são os projetos chamados de “Open Movie”. A tradução do termo seria “Filme Aberto”, mas isso não soa muito bem em português. O conceito sim é fácil de explicar, e consiste nada mais do que um projeto em que vários artistas se reúnem por algumas semanas, para produzir um curta-metragem de animação usando apenas ferramentas abertas como Blender, GIMP e outros. O resultado do projeto é depois disponibilizado para download e enviado junto com os DVDs, inclusive com o material usado na produção como texturas, modelos 3d e sons.

No início os projetos ficavam a cargo da Fundação Blender, mas depois foi criado um instituto próprio para cuidar desse tipo de projeto. Como eles conseguem os recursos financeiros para tocar o projeto? Simples, por meio de patrocínio e com a pré-venda do DVD do projeto, antes mesmo de iniciar a produção mais pesada. Como agradecimento pela participação, você ainda tem o seu nome inserido nos créditos da animação como colaborador!

Projeto Mango

E o próximo projeto “Open Movie” que tem o nome código de Mango já está com a pré-venda do seu DVD disponível! Para ajudar o instituto Blender a realizar o próximo curta-metragem com o Blender e desenvolver ainda mais o projeto, basta visitar o a loja da Fundação Blender e adquirir o DVD. É necessário usar uma conta do PayPal (34 Euros).

mangoDVD.jpg

Qual o objetivo desse próximo projeto? O Mango terá um objetivo inédito em termos de projetos abertos com o Blender, que será o uso de filmagens reais e atores, compostos com elementos virtuais. Para isso, o Blender vai precisar de ferramentas de composição e Tracking de câmera, que inclusive já existem na versão 2.61.

O que esperar do Blender depois do Mango?

Com a conclusão do Mango, é esperado que o Blender apresente uma grande gama de ferramentas que antes só estavam disponíveis em ferramentas proprietárias e caras, como tracking de objetos e até mesmo captura de movimentos faciais. O vídeo abaixo já mostra um teste realizado usando o próprio Blender.

Esse tipo de projeto geralmente tem um tempo de desenvolvimento de 6 a 8 meses, portanto, acredito que na Siggraph 2012 já teremos os resultados sendo apresentados para uma grande gama de artistas 3d.

Dec
27

Um dos recursos do conjunto de ferramentas baseadas em física do Blender que menos tenho usado nesses últimos meses é o Soft Body, mas isso não tira a sua importância como opção para representar objetos que sofrem deformações ao longo de qualquer animação. Assim como acontece com outros recursos que são embasados em física, o uso do Soft Body envolve o estudo e entendimento sobre as várias opções e parâmetros de configuração existentes. E para projetos que não disponham de tanto tempo assim para estudos e testes, é importante possuir algum tipo de referência para aprender a criar animações usando o Soft Body.

O mesmo autor que elaborou diversos vídeos sobre animações baseadas em física com o Blender, acabou de publicar outro vídeo explicando como funcionam alguns dos principais parâmetros dos Soft Bodies no Blender.

Lista de parâmetros e recursos do Soft Body do Blender

O vídeo abaixo faz a demonstração de como funcionam vários dos recursos existentes no Soft Body do Blender. Se você nunta trabalhou com o recurso, recomendo ao menos assistir e salvar o endereço desse artigo, para conseguir usar como referência o material no futuro.

A utilidade desse tipo de vídeo está na economia de tempo proporcionada pela explicação do funcionamento de cada recurso, sempre aliada a demonstração visual do efeito resultante do uso de valores diferentes para cada parâmetro.

Por exemplo, um dos recursos que não me recordava muito bem devido ao tempo que fiquei sem usar o Soft Body é o parâmetro chamado de Plastic. No vídeo o autor demonstra muito bem que esse é um índice de deformação, que controla a forma final do objeto depois que o mesmo sofre uma colisão. Dependendo do valor usado no Plastic, o resultado será a deformação permanente do objeto, que tenta simular materiais de natureza mais maleável ou rígida.

Para todos que precisam trabalhar com animação baseada em física, e principalmente os que não tem tempo e paciência para testar os parâmetros para aprender o funcionamento do Soft Body, recomendo muito assistir ao vídeo!

Os outros vídeos com demonstrações de outros parâmetros de simulação de fluidos, fumaça e outras ferramentas de animação baseada em física do Blender, podem ser conferidos nesse endereço.

Dec
19

O Blender recebeu hoje mais uma atualização que o consolida ainda mais como opção viável para produção de animações e material audiovisual. O Blender 2.61 já está disponível para download para diversas plataformas e versões de sistemas operacionais, mantendo o seu tamanho diminuto em relação a outras ferramentas 3d que exigem gigabytes de espaço em disco, o Blender com os seus 37 MB (versão Windows em ZIP) consegue fazer muito do que precisamos para a maioria dos projetos envolvendo animação e 3d.

As novidades dessa versão já são um prelúdio do que podemos esperar do projeto Mango, que será o próximo Open Movie do Instituto Blender, e seu foco será no uso de atores reais mesclados com elementos virtuais.

Recursos e novidades do Blender 2.61

Entre os recursos adicionados ao Blender nessa atualização, podemos destacar dois como sendo os que devem ter maior impacto na vida dos animadores e artistas usando o software. O primeiro é o sistema de tracking de câmera de funcionamento semelhante ao que temos em ferramentas até agora caras e proprietárias. Com esse novo sistema, podemos criar filmes e rastrear a superfície dos objetos para conseguir alinhar objetos 3d na sua superfície.

Blender-2.61-splash

O outro recurso é o novo renderizador do Blender que tinha o codinome de Cycles, mas que passou a efetivamente ser chamado de Cycles. A vantagem desse renderizador é seu uso de algoritmos de renderização modernos como o Path Tracing, permitindo a utilização de iluminação global dentro do Blender, sem a necessidade de nenhum software ou pugin externo. A ferramenta ainda não está com o mesmo grau de maturidade e opções do que o LuxRender, mas é apenas questão de tempo até que o sistema evolua.

Dica

Se você quiser aprender um dos novos recursos do Blender 2.61, o renderizador Cycles, pode se inscrever no curso de renderização avançada com Blender Cycles que estou ministrando de maneira totalmente online!

As outras novidades envolvem o simulador de oceanos para ajudar reproduzir grandes superfícies de líquido, e também o avançado modificador Dynamic Paint que permite transformar objetos em molduras que podem ser modificadas ou “pintadas”. A lista completa com as novidades pode ser conferida nesse endereço, assim como vários arquivos de exemplo podem ser copiados de maneira gratuita nesse outro link. Agora é se preparar e estudar todas essas novidades!

Dec
14

A criação de animações baseadas em física podem ser um excelente recurso em aulas rápidas sobre animação 3d, para proporcionar aos artistas iniciantes a possibilidade de trabalhar com animação 3d apenas configurando alguns poucos valores. Posso afirmar isso com certa propriedade, pois venho usando o recurso já faz um tempo. Sempre que preciso ministrar uma oficina rápida sobre animação 3d usando o Blender, acabo direcionado o assunto e os exercícios para criação de movimento com base em Rigid Bodies, Partículas e fluidos. Os resultados são animadores, pois o pessoal consegue criar movimento em objetos de maneira muito rápida.

Já tentei outra abordagem, mas sem muito sucesso. O uso de hierarquias e principalmente bones acaba complicando o processo, principalmente quando o curso é rápido. Até mesmo animadores mais experientes acabam se atrapalhando um pouco quando precisam criar estruturas complexas em hierarquia e configurar pesos para vértices em polígonos usando bones.

Guia para aprender a usar fluidos e fumaça no Blender

Se você ainda não teve a coragem de se aventurar no mundo das simulações de fluidos com o Blender, para criar animações de maneira “rápida”, recomendo assistir ao vídeo abaixo que aborda em pouco mais de 3 minutos, os conceitos principais da simulação de fluidos no Blender.

O material ajuda a vencer a principal barreira na criação de animações com base em física, que é o entendimento do que faz cada um dos parâmetros das simulações. Nesse tipo de situação, apenas explicar o efeito que cada um dos ajustes acaba tendo na animação pode não ser suficiente, e visualizar o que acontece é muito melhor do que apenas ler a descrição do efeito.

Junto com esse material sobre animação com fluidos, você também pode conferir esse outro vídeo do mesmo autor, que mostra o funcionamento de um dos tipos de simulação que mais consome recursos do computador, que é a simulação de fumaça. Algumas das minhas experiências mais demoradas de render para animação foram com cenas envolvendo o uso de fumaça.

Isso vai economizar bastante em testes de renderização, pois já saberemos antecipadamente o que fazer para conseguir o efeito desejado na animação com fumaça.

Dec
12

Curso de Animação Baseada em Física

Curso Rigging de personagens

Livros recomendados

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