Luzes dinâmicas com o projeto UPBGE no Blender

A Game Engine do Blender é um dos recursos mais adorados por artistas 3D iniciando no software por vários motivos. O primeiro deles é o foco em design de jogos para artistas, evitando o uso de scripts ou linguagens. Além da perfeita integração as ferramentas do próprio Blender.

Mas, apesar de ser uma ferramenta popular entre os artistas 3D, a Game Engine não consegue acompanhar a mesma evolução das outras “partes” do software. O módulo já esteve até mesmo sob risco de ser cortado do futuro Blender 2.8, mas foi resgatado por um grupo de desenvolvedores e será mantido.

Entre os caminhos e opções para manter a Game Engine atualizada e relevante no contexto de jogos, é o uso de forks do projeto como o UPBGE. Mas, o que é um fork? Como o Blender é um software de código aberto, qualquer pessoa pode copiar esse código e fazer alterações, desde que distribua o resultado da mesma forma.

Um fork nada mais é que uma derivação do próprio Blender. Como UPBGE um pequeno grupo de desenvolvedores fez uma derivação da própria Game Engine adicionando novos recursos e ferramentas, que não estão disponíveis na versão distribuída pela Fundação Blender.

Quer ver um exemplo do que a UPBGE pode fazer? No vídeo a seguir é possível conferir 500 luzes dinâmicas se movendo em tempo real, usando a UPBGE.

É apenas um exemplo focado em arte ou prova de conceito, mas ajuda a entender o potencial da ferramenta para criar 3D interativo.

Para conhecer mais sobre o projeto, recomendo visitar a página do UPBGE e fazer o download da versão usada no projeto. No vídeo o controle e ajuste das luzes é feito usando Python.

O uso da Game Engine do Blender é mais do que suficiente para a criação de projetos relacionados com 3D interativo no desktop.

Desenvolvimento de jogos com Blender

Quer aprender a usar a Game Engine do Blender para fazer desenvolvimento de jogos digitais? Com os cursos do EAD – Allan Brito você tem a oportunidade de criar os mais diversos projetos de jogos usando o Blender:

Blocos com portas para jogos e arquitetura

Uma das partes mais impressionantes do Blender e que poucas pessoas conhecem é a sua game engine, que está totalmente integrada no software. Com essa game engine é possível criar jogos e animações interativas, sem a necessidade de recorrer a nenhum software externo. O processo completo de configuração e produção é feito no próprio Blender. Em jogos 3d e aplicações para arquitetura, é comum precisamos de componentes como portas para fazer a transição entre cenas. Quer fazer o download de blocos com portas prontas para a game engine do Blender?

Um artista chamado RedFrost compartilhou uma série de blocos com portas para jogos prontas para uso na game engine do Blender. A variedade de tipos existentes nesses blocos com portas é bem grande, e encontramos desde a famosa porta giratória até as mais simples de correr. A parte lógica que está pronta consiste no sensor que aciona a mesma, assim que o personagem ou câmera do jogo chega perto do objeto 3d. Os arquivos tem uma licença creative commons zero! Isso significa que você pode usar livremente o material.

blocos com portas

Esses blocos com portas são uma maneira excelente de acelerar a produção de qualquer projeto envolvendo arquitetura interativa, jogos ou qualquer tipo de projeto que precise simular a passagem entre ambientes. Como a lógica dos blocos com portas já está pronta, você pode tranquilamente fazer ajustes e modificações para condicionar o comportamento dos objetos ao seu projeto.

Um ponto que você deve observar em relação ao uso da game engine do Blender, é a sua limitação em termos de distribuição dos jogos em dispositivos móveis. A arte digital não tem problemas em termos de distribuição, mas a licença GPL restringe a distribuição nos formatos adotados em lojas como a Google Play ou AppStore. Nessas lojas o conteúdo é distribuído usando um formato fechado, o que não está de acordo com a GPL.

Usando os blocos com portas em jogos

Esses blocos com portas são otimizados para uso no ambiente de jogos do Blender. Mas, caso você ainda não tenha experiências com a criação de jogos 3d, o EAD – Allan Brito pode ajudar no uso e aproveitamento desses recursos. E não apenas no Blender, mas em diversas engines:

Addon permite criar jogos em rede no Blender

A criação de jogos que possam funcionar em redes de computadores sempre é algo interessante, pois a grande maioria dos jogos hoje em dia permite interatividade com outros jogadores. Para os casos de artistas que usam o Blender para criar seus jogos digitais isso pode ser um desafio, principalmente se você não quiser se aventurar na criação de scripts em Python ou fazer configurações personalizadas no software. Mas, se você pretende desenvolver um projeto de jogo 3d no Blender e gostaria de adicionar o recurso de conectividade em rede existe um Addon que pode ajudar você!

Com o Networking AddOn podemos configurar aplicações interativas criadas no Blender de maneira que elas se comuniquem dentro de uma rede local. Os usuários mais antigos do Blender devem lembrar do Addon chamado de BZoo que adicionava exatamente esse tipo de funcionalidade no software, mas ele não evoluiu depois do Blender 2.4 e desde então era necessário trabalhar com uma série de pequenas configurações para conseguir criar jogos que se comuniquem em rede.

blender-rede.jpg

Já o Networking AddOn é compatível com o Blender 2.7 e precisa ainda de algumas pequenas configurações para funcionar, mas muito do que era necessário ajustar manualmente ele já providencia.

Nesse link você encontra uma série de tutoriais e orientações sobre como configurar o Addon e criar jogos em rede no Blender! Ainda não tive como testar na prática o Addon, mas deixo como dica para quem quiser avaliar o seu funcionamento! O feedback nos fóruns Blenderartists sobre o seu uso são muito bons.

Só observe as pequenas regras necessárias para que o Addon funcione como a criação de uma pasta com nome network_data no mesmo local em que você está executando o seu arquivo do Blender, e também a necessidade de usar o template fornecido junto com o Addon para que a conectividade em rede seja acionada. Assim você consegue criar seus jogos em rede no Blender de maneira mais rápida.

Criando jogos digitais

Ainda não sabe trabalhar com a criação de jogos digitais? No EAD – Allan Brito você encontra diversos cursos que abordam a criação de jogos digitais seja com o Blender ou mesmo no Unity:

Revista BlenderArt 24 disponível para download

A revista BlenderArt acaba de ganhar mais uma edição repleta de tutoriais e artigos voltados para usuários e artistas que usam principalmente o Blender 3D. Digo que é voltada principalmente para esses artistas, mas muito do que é exposto na revista pode ser aproveitado por usuários de outros softwares como o 3ds Max, Maya e outros. Isso se justifica pelo rico embasamento teórico que acompanha a maioria dos artigos e textos publicados na revista, que são parte dos fundamentos de qualquer ferramenta. Por isso, caso você seja usuário de outros softwares o download da BlenderArt 24 também é recomendado.

Essa revista apresenta um tema que contextualiza os tutoriais e artigos para um assunto em especial, sendo que o número 24 tem como tema “Das profundezas”. Isso relaciona os tutoriais com personagens e criaturas marinhas e ambientes aquáticos. Como a reprodução desse tipo de ambiente é muito complicada de executar, pois requer uso de caustics e fog para compor o ambiente, os tutoriais podem ajudar muito a realizar projetos nesse sentido.

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Como é costume, fiz uma pequena lista com os títulos dos artigos e tutoriais:

  • Tutorial sobre como modelar uma baleia estilizada: O artigo mostra como é possível criar um personagem semelhante a uma baleia estilizada, seguindo uma temática cartoon. Esse tutorial é excelente para iniciantes.
  • Tutorial sobre criação de água para a game engine: Esse tutorial é ótimo para criação de água para a game engine, usando blocos de lógica e truques nos materiais.
  • Produzindo o personagem Kaldewei: O artigo mostra o processo de criação de um personagem semelhante a um mostro humanóide.
  • Produzindo uma anêmona: Aqui encontramos um artigo bem interessante que mostra a criação de fauna marinha usando diversas ferramentas do Blender 3D, mais especificamente uma anêmona.
  • Render em rede com o Blender 3D: A renderização em rede pode ser um desafio no Blender 3D e outros softwares, mas com o sistema apresentado nesse artigo as coisas ficam um pouco mais fáceis.
  • Dicas para iluminação em ambientes aquáticos: Qual o segredo para iluminar uma cena aquática? Nesse último artigo da revista, encontramos diversas dicas valiosas de como realizar a configuração desse ambiente.

O arquivo da revista tem aproximadamente 8 MB, sendo recomendado para todos os usuários do Blender 3D.

Tutorial de modelagem e texturização de uma pedra realista no Blender 3D

Apesar de ser um tema relativamente simples, a modelagem e texturização de uma pedra realista pode ser um desafio e tanto, principalmente se você não tem muita intimidade com a manipulação e ajuste de texturas nos softwares 3d. Esse é o segredo para representar objetos dessa natureza em 3d, até pelo fato da sua topologia e morfologia serem bem simples, o resultado final acaba dependendo muito do manejo das texturas. No Blender 3D não é diferente e o artista precisa de muita habilidade e imagens de boa qualidade para conseguir representar as texturas de uma rocha, para ambientes de renderização em tempo real.

Se você nunca tentou criar algo semelhante no Blender 3D, o tutorial abaixo é uma excelente demonstração de como editar texturas no GIMP para melhorar a representação de objetos no Blender 3D. O vídeo é bem detalhado e longo, com aproximadamente 45 minutos de duração, perfazendo o processo completo.

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No vídeo podemos acompanhar o processo de modelagem para esse objeto que é bem simples, nada mais que um sólido geométrico que é deformado para parecer uma pedra. Assim que o modelo 3d está criado, o autor aplica um mapeamento de texturas UV para organizar o posicionamento da textura sobre o modelo 3d. O uso do GIMP no tutorial tem como objetivo fazer ajustes no tamanho e organização da imagem, para que a textura se alinhe da melhor forma possível com o modelo 3d.

Apenas a textura aplicada ao objeto não é suficiente para representar as deformações existentes na superfície de uma pedra. Esse tipo de deformação é simulada com a inclusão de um modificador do tipo Displace usando a textura.

Repare que logo depois de adicionar o modificador no objeto, a textura acaba gerando grandes deformações no modelo 3d resultando na criação de pontas. Sempre que for necessário deformar objetos 3d com base em texturas, principalmente quando a resolução dos modelos 3d demandar boa qualidade em visões próximas a câmera, a melhor opção é o Displace. Em outros softwares 3d essa opção está disponível também, mas não como um modificador, mas como mapeamento nos materiais.

O tutorial ajuda muito os artistas interessados em trabalhar com desenvolvimento de jogos ou animação interativa, usando a Game Engine do Blender e os recursos avançados de visualização.

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