Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for December, 2009


O Blender 3D 2.50 que ainda está em desenvolvimento e já pode ser usado na sua versão Alpha 0, apresenta diversas mudanças na sua interface, que refletem as alterações estéticas do software e também dos códigos e algoritmos que controlam o funcionamento do software. Nessa fase de desenvolvimento, o ideal é usar o software apenas para fins educacionais, deixando os ambientes de produção e projetos mais sérios para o Blender 3D 2.49. Isso evita que você tenha problemas com perda de dados ou o surgimento de um bug, que impeça um projeto de ser concluído, podendo significar em prejuízos financeiros.

Mas, o que mudou? Como começar a trabalhar com o 2.50? Aos poucos, estou organizado os meus antigos tutoriais em vídeo que publico periodicamente aqui no Blog, e devo adaptar a maioria deles para a versão 2.50. Enquanto os meus tutoriais não ficam prontos, podemos acompanhar alguns vídeos interessantes que já mostram o funcionamento de procedimentos comuns ao 2.49 que mudaram no 2.50.

O vídeo abaixo é um bom exemplo disso, sendo produzido por Pablo Lizardo, mostrando os procedimentos para criar mapeamento UV e aplicar texturas na versão 2.50.

Apesar de ser bem curto e mostrar o procedimento para configurar o mapeamento apenas em um sólido geométrico simples como um cubo, podemos encontrar diversas dicas valiosas no vídeo, como os locais em que adicionamos texturas, e alteramos o tipo de mapeamento para que as UV sejam consideradas. Um dos pontos fortes do Blender 3D, que não foi modificado nem um pouco na versão 2.50 é a qualidade do algoritmo que faz o mapeamento UV, sendo um dos melhores que conheço. No vídeo é possível acompanhar como a ferramenta lida de maneira rápida com formas simples, mas o resultado com formas complexas e modelos 3d apresentando milhares de faces não é diferente.

Para fazer o download do Blender 3D 2.50 Alpha 0, visite o endereço indicado no link. Na época em que a versão 2.50 alpha foi lançada, o artigo que mencionou o lançamento aqui no blog propôs uma pesquisa rápida, para saber o que você pretende fazer com essa versão 2.50. Caso ainda não tenha participado, você pode ler o artigo e dar a sua opinião nesse endereço.

Dec
14

O uso de softwares e ferramentas destinadas a fazer renderização em tempo real está cada vez mais comum em projetos que envolvem a visualização em tempo real. Já existem soluções baseadas tanto no uso de CPU como o V-Ray RT que funciona dentro do 3ds Max, assim como processos baseados em GPU como o FryRender RT. Existem diferentes métodos de tratar os renderizadores em tempo real, como é o caso do FryRender RT que precisa pré-computar a visualização da iluminação para permitir interação entre os objetos. Um desses renderizadores que foi apresentado na última Siggraph é o iray, software desenvolvido pela mesma empresa que elaborou o Mental Ray.

Na Siggraph 2009 o software foi apresentado apenas na área da feira, sem divulgação de vídeos ou mais material na internet. Essa semana, o pessoal da Mental Images divulgou um vídeo de demonstração em que apresenta um pouco mais do iray com cenas de arquitetura e design voltado para produtos.

render-tempo-real-mental-ray-iray-demo.jpg

Em termos de qualidade e recursos, o iray é semelhante ao V-Ray RT em que a maior carga do processamento é baseada em CPU, mas de acordo com a apresentação é possível usar a GPU para melhorar um pouco o desempenho da simulação. Como não é necessário fazer nenhum tipo de processamento prévio como no FryRender RT a alteração e velocidade da interação dependem unicamente da qualidade do hardware. Por outro lado, basta assistir ao vídeo para comprovar que existe um pequeno atraso na atualização das telas e movimento da câmera.

Uma ferramenta muito interessante do iray é um pincel interativo que faz o acabamento de partes da visualização, permitindo que o artista faça a visualização com mais detalhes de partes do projeto. Isso pode ajudar muito em apresentações de projetos, para esclarecer eventuais dúvidas das pessoas que acompanham a visualização.

Se você ainda não conferiu nenhum dos vídeo ou demonstrações do V-Ray RT, existem alguns vídeo muito interessantes sobre o renderizador, disponíveis no recém inaugurado canal da Chaos Group no Youtube, com demos do V-Ray RT. Com o avanço dos processadores em velocidade e quantidade de núcleos, cada vez mais usaremos esse tipo de tecnologia para quem sabe projetar diretamente em ambientes já renderizados.

Dec
11

A escolha de um renderizador externo é presença obrigatória na lista de tarefas que qualquer artista 3d precisa definir antes de começar um projeto. Ainda conheço artistas que escolhem usar técnicas conhecidas como Fakeosity, em que a iluminação global é simulada usando diversos pontos de luz e muita habilidade artística, para criar efeitos realistas sem os modernos algoritmos de GI. Depois de escolher o renderizador próprio para seu projeto, ainda será necessário determinar se o renderizador deve usar métodos do tipo Unbiased ou Biased render. No primeiro caso as imagens usam derivações ou o próprio Metropolis Light Transport, muito famoso pelo seu alto nível de realismo nas imagens.

A melhor maneira de escolher um renderizador é fazendo testes com o mesmo, para verificar se o tempo de render e qualidade dos materiais e efeitos gerados na iluminação se enquadram as suas necessidades. Os usuários do Blender 3D estão ganhando mais opções de renderização com diversos renderizadores disponíveis por scripts, como o V-Ray standalone que pode ser integrado com o Blender de maneira simples e eficiente usando um Script em Python. Estou até pensando em comprar uma licença do V-Ray para poder escrever sobre essa integração e aplicar o V-Ray nos meus projetos e aulas.

Como sei que muitas pessoas tem a mesma dúvida, sobre qual o melhor renderizador para projetos de arquitetura e interiores, encontrei alguns testes feitos por usuários do Blender 3D comparando quatro renderizadores diferentes em dois projetos distintos.

O primeiro teste é uma comparação entre renderizadores do tipo Unbiased, que usam ou se baseiam no Metropolis Light Transport que são:

  • LuxRender
  • Indigo Renderer
  • Maxwell Render

A avaliação da renderização foi publicada nos fóruns de usuários do LuxRender, com o uso da seguinte cena:

teste-render-yafaray-maxwell-luxrender-blender-3d.jpg

Qual o vencedor? Nesse teste os melhores resultados foram obtidos pelo Indigo Renderer. Quando comentei esse teste com meus alunos, os mesmos acharam que o vencedor seria o Maxwell Render, afinal o mesmo custa quase 1000 dólares e deveria ser o melhor. Bem, o teste mostra que no tempo estipulado pelo autor o Indigo foi quem produziu as imagens mais “limpas”.

Todas as cenas foram criadas no Blender 3D. O Maxwell Render suporta arquivos do Blender? Sim! O Maxwell é um programa indepedente, com uma interface e controles independentes. No caso, o Blender 3D cria o modelo e exporta para um formato de arquivo compatível com o Maxwell para o teste.

Os dois links abaixo levam para mais testes de renderização um pouco mais antigos, que comparam apenas renderizadores compatíveis com o Blender 3D:

Com essa quantidade de material e testes de render, a escolha do software mais adequado para seus projetos deve ficar bem mais simples.

Dec
10

O SketchUp tem fama de ser uma das ferramentas 3d mais fáceis de usar para criar modelos 3d de qualquer nível e complexidade, pelo seu sistema de criação intuitivo que simula o processo de desenho a mão livre. Mas, para alguns projetos de modelagem envolvendo estruturas curvas e mais orgânicas, o SketchUp passa a oferecer alguns pequenos entraves ao processo de modelagem. Quando o tema do projeto é a criação de volumes baseados em formas geométricas primitivas como cubos, cilindros e outros elementos formados por linhas retas ou arcos simples, a modelagem fica bem simples. Por exemplo, repare na imagem que ilustra esse artigo, mostrando uma estrutura espacial estrutural formando a cobertura de uma área interna.

modelagem-avancada-sketchup-estrutura-espacial.png

Para quem não está muito acostumado a modelagem de elementos um pouco diferentes no SketchUp, esse tipo de geometria pode ser um verdadeiro desafio para o estilo de modelagem do software. Como resolver? Existem várias maneiras de desenvolver uma estrutura como essa, sendo que a grande maioria passa pela utilização de plugins ou scripts do SketchUp para ajudar na criação das curvas.

Um usuários dos fóruns SketchUcation publicou o procedimento completo de modelagem dessas estruturas espaciais no SketchUp, mostrando todos os passos e plugins necessários para chegar nessa forma.

Como a estrutura espacial não é formada por tubos, mas por diversos perfis diferentes que são rotacionados sobre um determinado eixo e copiados, usando um procedimento semelhante ao Array polar dos softwares de CAD como AutoCAD. Para conseguir esse tipo de modelagem 3d, as ferramentas do SketchUp como o Push/Pull não são suficientes, sendo necessário recorrer a scripts para fazer esse tipo de transformação.

Além do script especializado na extrusão das formas necessárias para criar a estrutura, precisamos também fazer a união das formas para não acabar com modelos 3d individualizados. O processo é parecido com o famoso Boolean do tipo Union, que está disponível na maioria dos softwares 3d. Caso você tenha começado a trabalhar com o SketchUp criando apenas modelos 3d simples, recomendo tentar criar essa estrutura como forma de exercitar a modelagem de elementos bem mais complexos.

Nunca se sabe quando a criação de algo semelhante será necessário para um dos seus projetos. Com esse tipo de prática, podemos resolver problemas de modelagem de maneira mais rápida em ambientes de produção.

Dec
9

A configuração de uma cena interna para representar projetos de design para interiores sempre é complicada, dependendo do software usado e dos requisitos necessários para a conclusão do projeto, precisaremos dedicar um bom tempo a configuração geral da iluminação, assim como caprichar nas técnicas de pós-produção para retirar qualquer tipo de imperfeição. Uma coisa que não existe em computação gráfica, principalmente em iluminação de ambientes é a chamada “receita de bolo”. É muito complicado aproveitar o mesmo tipo de configuração em todos os projetos e situações, pois as variáveis presentes em cada projeto são muito diferentes e alteram significativamente o resultado final.

Mas, existe um tipo de configuração que pode ser usada como base em todos os projetos, especialmente se você adotar o VRay no 3ds Max como software de renderização. O truque é bem simples e envolve criar uma VRay Light em cada janela existente no ambiente para simular a entrada de luz vinda de fora do ambiente, e caso seja necessário adicionar outra VRay light em forma de esfera dentro do ambiente para ajudar na iluminação. Essa é um técnica que aprendi logo no início das minhas experiências com o VRay.

Caso você nunca tenha realizado esse tipo de projeto no 3ds Max e VRay, encontrei uma série com três tutoriais em vídeo que mostra o processo completo de configuração da iluminação, partindo do modelo 3d e chegando até a configuração da iluminação e render no VRay. Só para ter uma idéia de como funciona o tutorial, essa é uma amostra do terceiro último vídeo que apresenta o final do tutorial, em que a iluminação já está quase pronta e o modelo 3d criado.

3DS Max Vray Tutorial : Interior Setup (Part 3) from Designers Lust on Vimeo.

Para assistir ao primeiro e segundo vídeo, use os links abaixo:

A única coisa que não ficou muito bem configurada no tutorial foi a reflexão do piso de madeira usada no tutorial, pois o resultado apresentado no exercício mostra muita reflexão, fazendo com que a superfície tenha uma aparência de ser material tipo plástico.

Fora o detalhe da textura, a técnica pode ser reproduzida em quase todos os ambientes internos que usam o VRay para render. Claro que é necessário fazer pequenos ajustes, mas nada que alterações nos parâmetros das luzes não possa resolver.

Dec
9

Livros recomendados

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