Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for the ‘Vídeo Digital’ Category


O Adobe Premiere é muito famoso pelas suas funções de edição e montagem de vídeo, mas uma das grandes vantagens de fazer edição nele, assim como no Final Cut da Apple é a possibilidade de trabalhar com elementos extras no vídeo, como a adição de textos e efeitos nos diversos trechos da edição. Muitas pessoas sabem apenas usar a função de montagem do texto, deixando um pouco de lado a parte das legendas e efeitos do Premiere. Para ajudar quem está nessa situação, encontrei um ótimo tutorial que mostra todo o processo de criação, configuração e tratamento de elementos textuais, para utilização em projetos no Premiere.

O tutorial está em vídeo e dividido em duas partes. Essa é a parte 1:

A primeira parte do tutorial mostra o autor do vídeo usando o Adobe Title Designer para criar a parte textual. Essa ferramenta funciona como um software auxiliar do Premiere, em que estão disponíveis várias opções apenas para elaborar textos, usados nos projetos de vídeo. Pela resolução do vídeo fica difícil de perceber, mas além daquela enorme lista de prestes prontos, com várias opções de formatação para o texto a ferramenta disponibiliza, controles detalhados para o texto. Eles são tão detalhados que é possível até comparar a formatação dos textos dele, a que é realizada por ferramentas ainda mais especializadas em tipografia como o Indesign CS3.

Depois que o texto está criado, ele salva e adiciona a palavra no stage do Premiere, para começar a trabalhar com a adição de keyframes no menu Effects Controls. Esse é o menu mais importante para criar animações e ejustes avançados no Premiere.

Agora a segunda parte do tutorial:

Nessa parte o autor mostra algumas opções extras de configuração para a animação do texto. Por exemplo, ele mostra uma opção muito semelhante a criação de uma trajetória de animação para o texto criado, em que o artista pode fazer edições e ajustes na curva da animação, para criar efeitos ainda mais elaborados.

Bem, com esses tutoriais fica mais fácil compreender o processo de criação desse tipo de animação com o Premiere. Quem sabe até você tenha aprendido que o Premiere, assim como o Final Cut não apenas editam e montam vídeos, mas permitem que o artista trabalhe com textos integrados ao vídeo, com animações controladas por keyframes.

Aug
8

Por muito tempo, usei o Adobe Premiere para fazer os meus trabalhos de edição de vídeoe até mesmo ministrei aulas sobre motagem e edição com ele por um tempo também. Depois que tive a oportunidade de usar o Final Cut da Apple para fazer alguns trabalhos em um estúdio, durante um semestre, devo dizer que não queria mais saber do Premiere para fazer edição. Além do Final Cut ser “igual” ao Premiere, ou como costumo dizer para os meus alunos “a cara cuspida dele”, ficou fácil começar a usar a ferramenta mesmo sem nunca ter aberto o software aterioremente.

Uma das coisas que me impressionou no Final Cut Studio, que estava disponível no estúdio era uma ferramenta chamada compressor, que finciona como um módulo do Final Cut. O que ele faz? Como o próprio nome diz, a ferramenta é especializada em compressão de vídeo e para isso ele é muito bom! Tem configurações prontas para comprimir vídeo para DVD e H264, de maneira rápida e fácil.

Quer saber como ele funciona? Esse tutorial em vídeo que mostra o processo de edição básica de um vídeo no Final Cut e a posterior compressão do mesmo no Compressor, para o formato de DVD.


Using compressor for mpeg2 compression from ske on Vimeo.

Repare no vídeo que o autor faz duas marcações que uma ferramenta idêntica a uma existente no Premiere, até a tecla de atalho é a mesma.

Depois que o vídeo está devidamente marcado ele aciona o Compressor de um menu do próprio Final Cut. As opções do Compressor são muito simples, quem não quiser fazer configurações complexas conta com uma enorme lista de configurações prontas, para DVD e outros tipos de vídeo. Você precisa apenas escolher o formato, clicar e arrastar as configurações sobre a trilha de vídeo.

Após um curto tempo de processamento o vídeo está finalizado, com um arquivo para o vídeo em MPEG2 (M2V) e outro para o áudio (AC3), pronto para autoração do DVD.

Esse é apenas um exemplo do que é possível fazer com o Compressor. Já conversei com alguns editores de vídeo iniciantes, que não sabiam que o Final Cut Studio acompanhava esse tipo de ferramenta. Bem, agora você já sabe.

O Premiere CS3 está disponível para Mac OS hoje em dia, mas conheço poucos estúdios e profissionais que migraram do Final Cut para o software da Adobe. Se você está pensando em trabalhar exclusivamente com vídeo, recomendo um teste com as ferramentas da Apple, que são muito boas. Depois do teste você pode fazer melhor a sua escolha.

Jul
31

Nos softwares de efeitos especiais e composição, pensar na organização dos elementos em camadas é fundamental! Isso por salvar algumas horas de render e ajudar na conclusão de alguns projetos em tempo muito menor. Você lembra-se do artigo sobre o projeto Lighthouse? Ele tem um ótimo exemplo de composição de múltiplos elementos em animação 3d. Um dos maiores desafios para quem está aprendendo a trabalhar com vídeo e animação é raciocinar em camadas. Sempre que posso mostro para meus alunos alguns vídeos, que mostram o processo de criação de algumas cenas e a quantidade total de camadas usadas para criar o efeito desejado.

Caso você também não tenha ainda essa “visão” da quantidade de camadas necessárias para criar uma determinada cena, encontrei um ótimo vídeo que mostra vários efeitos, e as camadas usadas para criar os trechos de vídeo!


NCCA Projects Breakdown from Cheng Yi Chien on Vimeo.

Esse vídeo pode inclusive ser copiado, caso você seja usuário registrado do Vimeo. Estou falando do arquivo MOV, com 80 MB!

Bem, voltando ao assunto do artigo. Depois de assistir ao vídeo, espero que tenha ficado mais clara a quantidade de camadas e separações que o artista usou para criar cada cena. Em algumas delas, como o vídeo em que uma mão é representada por partículas, o número de camadas é exageradamente alto! Mas imagine tentar ajustar todos os parâmetros e características das partículas em apenas um render?

Podemos listar as vantagens de usar várias camadas de render, ou os chamados passes:

  • Ajustes individuais para cada propriedade
  • Render mais rápido nos testes
  • Caso seja necessário refazer um dos parâmetros, será necessário renderizar apenas uma propriedade da cena
  • Alguns efeitos realizados por renderizadores externos, como luzes volumétricas e reflexões complexas podem ser substituídos por camadas especiais

Esses são apenas alguns dos motivos para usar camadas de composição.

Mesmo assim você ainda acha que não consegue? Faça o seguinte então, selecione uma cena simples e faça testes! Uma das melhores maneiras de aprender é tentando. Selecione uma cena e comece tentando simular a especularidade das superfícies. Depois você pode passar para propriedades mais complexas e quem sabe até arranhar uma composição com nós!

Jul
2

Você já tentou usar o Blender 3D com o Adobe After Effects? Caso nunca tenta tentado, um ótimo tutorial de um artista chamado Waywardson256 mostra como fazer a integração do Blender com um vídeo de uma aranha gigante. O tutorial é muito interessante, nele não é abordado o processo de modelagem da aranha, apenas a composição. No começo do tutorial o autor fala um pouco sobre como o Blender funciona, mas no geral ele não passa dicas detalhadas sobre os comandos do Blender, na verdade os usuários que já tem uma experiência mínima com a ferramenta que podem aproveitar melhor o vídeo.

Uma coisa que você deve perceber no tutorial, o autor é um pouco atrapalhado em relação a seqüência de apresentação dos conteúdos. Em alguns momentos ele até se nega a explicar alguns conceitos! Chega até a ser engraçado, mas tirando essa parte cômica, o material é muito bom para quem nunca teve experiência com composição no Blender.

Antes de continuar, assista ao vídeo:

Agora alguns comentários sobre o tutorial:

No começo ele já mostra um ótimo exemplo da utilidade da ferramenta Movie, no menu de propriedades da 3D View. Essa opção permite adicionar um vídeo como fundo da 3D View, para que seja possível fazer uma composição. Depois que ele mostra alguns detalhes da interface e do modelo 3d, o próximo passo é configurar a câmera para que tudo seja exibido da melhor maneira possível.

A parte da câmera é especialmente importante, até porque muito do que será realizado em termos de composição depende do posicionamento correto da câmera.

Com a câmera posicionada, o autor parte para a criação do tutorial em sim, com o ajuste do modelo e dos elementos necessários para gerar o efeito da animação. Na parte 3D, ele começa com um pequeno ajuste muito importante para a composição! No vídeo existe uma parede que é plana, mas que precisa mascarar o movimento inicial da aranha gigante. Para fazer isso ele precisa criar uma superfície invisível que receba apenas sombras. Isso é feito com o uso de um cubo, se você nunca fez isso no Blender essa é a oportunidade de aprender como fazer!

A parte da animação final no Blender ele pula, considera que você já tenha os conhecimentos necessários para fazer essa parte. O Blender 3D é usado apenas para gerar a animação da aranha com o plano da parede, com as respectivas sombras projetadas.

No After Effects, o processo de composição é finalizado com alguns ajustes e posicionamento da animação e do plano de fundo em camadas. Para que o alinhamento fosse perfeito, o posicionamento da câmera precisava ser perfeito.

Recomendo o tutorial para todos que querem aprender um pouco mais sobre composição de vídeo com Blender 3D e a possível integração com o Adobe After Effects.

May
6

Quem sempre procura por tutoriais e dicas em vídeo sobre softwares da Adobe, agora tem mais uma opção além do YouTube. Está no ar o recém lançado canal de TV da Adobe, nos mesmos moldes dos melhores sistemas de vídeo online, mas totalmente direcionado aos produtos da empresa, ele vem suprir a deficiência por treinamentos especializados em vídeo. O melhor de tudo! Todos os tutoriais disponíveis são de alta qualidade. Ontem mesmo, fiquei algumas horas assistindo tutoriais e vídeo sobre o Adobe After Effects.

Quer saber como são os vídeos lá? Aqui vai um exemplo de tutorial em vídeo sobre o After Effects, disponível na Adobe TV:

Todos os vídeos disponíveis no sistema são organizados em categorias, e podem ser visualizados quantas vezes forem necessárias.

As principais categorias existentes no sistema são:

  • Fotografia
  • Profissionais de vídeo
  • Designer
  • Programador

Para quem tem uma boa conexão de internet, eles usam um sistema parecido com o Vimeo em que os vídeos podem ser exibidos em tela cheia. Aqui ficou um pouco lento para carregar, mas temos que dar um desconto pela qualidade e bitrate generoso.

Não se empolgue muito em relação à quantidade de conteúdo. Como o sistema foi lançado nessa semana, o número total de vídeos disponível ainda é pequeno, algo em torno de 20 ou 30 títulos. Mas a tendeência é que com o tempo esse número aumente.

A iniciativa da Adobe TV é muito interessante do ponto de vista profissional, a maioria dos vídeos disponíveis em sistemas como YouTube, apresentam algumas deficiências em relação a resolução e muitas vezes no conteúdo também. Claro que existem ótimos tutoriais, mas parece que a febre, principalmente na edição de vídeo e efeitos, é ensinar a fazer o já clássico Kamehameha.

Espero que com o Adobe Media Player seja possível fazer o download desses vídeos. Esse é um dos recursos prometidos pela empresa para o software. Será que eles se inspiraram no Miro para esse player da Adobe? O conceito e funcionamento dos dois é muito semelhante.

Apr
11

Um dos principais assuntos aqui do Blog é a produção e efeitos para vídeos, que são realizados em vários softwares e ferramentas sofisticadas. Mas, para que esses softwares possam fazer parte da mágica, eles precisam de material capturado, ou filmado em resoluções compatíveis. Nos últimos anos várias soluções de câmeras e ferramentas próprias para vídeo digital apareceram, sendo uma delas as câmeras RED. Essa câmera consegue capturar imagens em resoluções absurdamente altas! Um cineasta que está usando esse tipo de câmera para filmar, nesse momento, é o Peter Jackson. O seu próximo filme, chamado Crossing the line.

Ainda não faz idéia da qualidade da câmera? Para ajudar a entender, farei uma comparação com o que temos hoje em termos de vídeo HD. Todos devem estar cientes das resoluções de vídeo chamadas de 720p e 1080p, que correspondem respectivamente a vídeo HD (1280 x 720 pixels) e Full HD(1920 x 1080 pixels), pois pasme que a RED câmera pode filmar material no que é chamado de 2540p (4520 x 2540 pixels)! Isso mesmo, aquela TV de LCD Full HD que você comprou, não consegue exibir o material filmado com essa câmera! Para ter uma idéia melhor sobre as comparações de vídeo digital, veja essa imagem.

Mas tudo bem, eu não escrevi o artigo para menosprezar a sua TV, mas sim para indicar dois vídeos que ensinam como funciona esse tipo de Câmera, para a pós-produção! Se você trabalha com vídeo digital ou estuda cinema, deve estar interessado em saber como funciona a câmera, quais os tipos de arquivos que ela gera. Lembra do Fxguide TV? Eu geralmente comento os programas que eles lançam por aqui, pois os últimos dois episódios falam sobre essas câmeras.

Fluxograma de trabaho com a Red Camera

Nos dois últimos episódios do videocast (22 e 23), eles explicam em detalhes o funcionamento dessa câmera, inclusive abrem arquivos filmados em HD com ela. Para quem tem curiosidade sobre edição de vídeo, o material é imperdível!

Outro vídeo interessante é a demonstração da tecnologia, feia para um grupo de usuários do Final Cut da Apple. O vídeo não está na resolução nativa da câmera RED, mas a informação é interessante!

Nele a equipe que trabalhou na câmera descreve como foi o processo de produção e desenvolvimento do equipamento.

Mar
29

Esse semestre eu infelizmente não estou ministrando aulas sobre o After Effects ou outra ferramenta de composição e efeitos. Mas, mesmo assim para continuar sempre aprendendo mais sobre essa ferramenta, continuo sempre em busca de tutoriais e exemplos da sua utilização. Se você está nessa mesma situação, encontrei um ótimo tutorial sobre After Effects, que muito provavelmente eu utilizaria nas minhas aulas caso estivesse lecionando sobre efeitos e composição. O tutorial na verdade é um seminário online, oferecido sob demanda em quem um artista chamado John Dickinson fala sobre como produzir material com o After Effects.

After Effects - Tutorial

Mas o que o seminário aborda? Bem, o título do tutorial é Fox Classics e ele aborda a criação de uma pequena vinheta com montagens e trechos de vários filmes da Fox. O processo é interessante e pode ajudar muitas pessoas que não fazem idéia de como o After Effects, a ter uma idéia mais clara sobre esse tipo de montagem para vídeo.

Ficou curioso? Para acessar ao seminário, visite esse link. O artigo original, em que John Dickinson anuncia a disponibilidade do tutorial pose ser conferido aqui.

Veja uma pequena lista de tarefas que você irá aprender assistindo ao seminário:

  • Selecionar partes especifica de um vídeo para extrair apenas o conteúdo desejado. Por exemplo, ele marca nos vídeos apenas os personagens principais em algumas ocasiões.
  • Esses personagens são selecionados e organizados em um projeto/timeline.
  • Alguns dos filmes estão em escala de cinza, mas para deixar tudo padronizado o artista altera as cores dos vídeos para que todos fiquem em preto e branco.
  • Todos os vídeos são montados em planos que flutuam são animados em ambiente pseudo 3d. O After Effects é uma ferramenta que chamamos de 2.5D, ele permite alterar e trabalhar com coordenadas 3D, mas ele não é a priori uma ferramenta 3D completa. No tutorial é possível perceber bem o uso de planos para criar uma composição 3D, com os trechos.

Existe muito mais para aprender no tutorial, esse é apenas um resumo com os principais assuntos abordados. Infelimente o vídeo é oferecido sob demanda, então não existe a possibilidade de salvar o tutorial para consultas posteriores. Mesmo assim, se você quiser aprender a usar o After Effects, esse é um recurso essencial!

Feb
27

Quem trabalha com vídeo digital é quase que obrigado a trabalhar com o famigerado Quicktime da Apple. Bem, não vou entrar em detalhes sobre a eficiência ou não do Quicktime como container de vídeo, mas ele é praticamente um padrão no mercado de vídeo. Muita gente distribui conteúdo com o container MOV e vários softwares como o Final Cut ou Adobe Premiere, trabalham de maneira eficiente com o Quicktime. Tanto na manipulação de material como na geração de conteúdo. Se você trabalha com 3D, também acaba gerando trechos de vídeo nesse formato para editar posteriormente no Premiere ou After, ou até mesmo entregar ao cliente para que ele providencie a edição.

Bem, a última atualização do Quicktime, hoje a versão 7.4, está gerando muitos transtornos a todos que trabalham com vídeo digital. Se você usa o software apenas para visualizar vídeos, como trailers de filmes, a atualização não deve gerar nenhum inconveniente para você. Mas os geradores de conteúdo estão enfrentando problemas.

Quicktime 7.4

Além dos vários artistas e vídeo designers que reportam problemas com a ferramenta, a própria Adobe recomenda aos usuários do After Effects, que não façam a atualização do Quicktime até que eles possam trabalhar em uma solução para a incompatibilidade, junto com a Apple.

Pesquisando um pouco mais, descobri uma explicação mais técnica para a incompatibilidade em um artigo direcionado a usuários do Softimage XSI. O problema todo está relacionado limitação do Quicktime ainda ser uma aplicação de 32 Bits, o que impossibilita a compatibilidade com softwares mais recentes que trabalham em 64 Bits. Claro que a data do artigo sobre o XSI é bem obsoleta, mas com ele é possível ter uma idéia sobre os problemas de compatibilidade que os desenvolvedores dessas ferramentas enfrentam.

Mesmo existindo uma atualização para o Quiktime, a versão 7.4.1 ainda deixa os profissionais de vídeo um pouco céticos. Não tive oportunidade de testar essa nova versão, mas segundo o pessoal do arstechnica, ainda é cedo para dizer se todos os problemas foram efetivamente corrigidos. As falhas de segurança foram corrigidas, mas ainda não foram publicadas notícias sobre a correção da incompatibilidade. Ao menos a Adobe não atualizou a sua recomendação para não fazer o upgrade para o Quicktime 7.4.

Qual a moral da história? Se você precisa usar o Quicktime, fique com o 7.3 ou então experimente o Quicktime alternative.

Update: Parece que a Adobe estava adivinhando. Hoje eles publicaram a recomendação para o upgrade. Pode usar a versão 7.4.1 sem medo. 

Feb
7

O que é necessário para produzir efeitos especiais? Algumas pessoas podem dizer que uma boa quantia de dinheiro, pode fazer os “milagres” que vemos nos filmes contemporâneos. Com o avanço das tecnologias e ferramentas de efeitos especiais, hoje em dia o dinheiro ainda é necessário, mas em uma escala muito menor. O mais importante hoje é ter criatividade e saber como aproveitar, os incríveis recursos oferecidos pelas ferramentas de modelagem 3d e composição em vídeo, oferecidas para os computadores que temos nas nossas casas.

Um ótimo exemplo disso foi um vídeo, produzido por três designers, retratando a invasão aliada nas praias da França, durante a segunda guerra mundial. Espere o um pouco! Se você assistiu ao filme, o Resgate do Soldado Ryan, deve ter visto uma reprodução extremamente fiel desse episódio que ainda é uma das cenas de guerra mais verossímeis produzidas até hoje.

A produção se chama Bloody Omaha. Bem, veja o vídeo para entender o que eles fizeram:

Impressionante não é? Vamos entender bem, o que eles fizeram. A cena que comentei no início do artigo, do Resgate do Soldado Ryan, usou aproximadamente 1000 extras nas filmagens para representar a cena do desembarque dos aliados. Os designers, atuando eles mesmos como atores, conseguiram tudo filmagens repetidas deles mesmos. Claro que isso acaba fazendo a produção do vídeo, se transformar em um trabalho de paciência e domínio da técnica de filmagem. Mas mesmo assim, isso mostra que qualquer pessoa ou equipe com criatividade e um pouco de vontade, pode criar cenas complexas e cheias de detalhes e multidões com poucos recursos e material humano.

Mas o que eles fizeram não elimina o fator financeiro. Alguns dos itens usados por eles não são encontrados com facilidade, como as simulações das explosões e os planos em fundo verde, que precisam de material especial. Claro que o investimento é infinitamente menor, que o usado pelo Spielberg, mas pode atrapalhar as pessoas interessadas em repetir a experiência e que não saibam aonde encontrar esses recursos.

De uma maneira ou de outra, o vídeo é fantástico e muito bem executado, desde a parte da produção do vídeo e multiplicação dos atores até a eficiente composição do material filmado com modelos 3d!

Fonte: Esse vídeo foi dica do Alexandre Canario no Motion Brasil.

Feb
6

No final da última semana, para ser mais preciso no domingo, mais um episódio do Fxguide TV foi disponibilizado para download. Dessa vez, o episódio 20 apresenta dois temas: uma entrevista com a equipe da ILM, responsável pelos efeitos e produção de Transformers e depois um ótimo tutorial sobre estabilização de câmeras com o After Effects. A parte da entrevista é pouco atrativa visualmente, apresentando apenas imagens do filme já divulgadas, nada de making of. Mesmo assim, alguns dados interessantes sobre a produção são divulgados pela equipe.

Fxguidetv 20: Transformers e After Effects

Como o vídeo está em inglês, fiz uma pequena lista com os principais pontos abordados na entrevista:

  • Esse foi um dos projetos mais desafiadores para a ILM, por vários motivos. Além da dificuldade técnica, vários projetos de peso como Piratas do Caribe 3 estavam em desenvolvimento simultâneo. Já pensou trabalhar nos robôs e na turma de Davy Jones ao mesmo tempo?
  • Para agüentar o tranco, eles tiveram que dobrar a capacidade da render farm na ILM.
  • O design dos robôs foi seguido quase a risca, com base nos desenhos produzidos pela equipe do diretor Michael Bay.
  • Um detalhe interessante sobre a animação, os robôs foram criados com ênfase no design e visual. Ninguém pensou na animação ou mecânica envolvida nas transformações. Tudo ficou sob responsabilidade dos animadores da ILM.
  • A solução encontrada por eles foi alterar a maneira com os robôs se transformam, dependendo da posição da câmera. Eles analisam a cena e fazem a transformação parecer visualmente mais atrativa para a câmera. Tanto é que alguns robôs se transformam de maneiras diferentes ao longo do filme. Bem, eu não tinha percebido isso, mas da próxima vez tento prestar mais atenção nisso.

No final do episódio, eles mostram uma ótima técnica de estabilização de câmera para o After Effects. Ela é necessária para minimizar os movimentos de câmera, gerados por ambientes ou fontes instáveis. Por exemplo, no vídeo eles mostram uma filmagem feita de um avião, que acabou ficando um pouco tremida. O objetivo do exercício é passar a impressão que o vídeo tinha sido feito de um helicóptero, apresentando um movimento mais estável.

Se você tem curiosidade ou gosta do After Effects, recomendo o vídeo! A técnica é muito interessante e envolve alguns truques na ferramenta.

Para fazer o download desse episódio, visite esse endereço.

Jan
22

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